Rota: Porto Alegre/Caxias do Sul/Vacaria/Lages/São Joaquim/Braço do Norte/Torres/Porto Alegre
Distância percorrida: 940 km (consumo médio: 19 km/l)
Mesmo sendo um roteiro conhecido, a Serra do Rio do Rastro (localizada no município de Bom Jardim da Serra Lauro Müller, em Santa Catarina) segue atraindo motoandantes – alguns deles mais de uma vez, como é o meu caso. Além das famosas curvas (a SC-438 é a estrada mais sinuosa do Brasil), a SRR possui o verde exuberante da Serra Geral e seu cânion mede quase 1500 metros de altura.
Apesar da BR-116 entre Porto Alegre e Novo Hamburgo atrasar qualquer cronograma, o trecho até Vacaria deveria compensar – e compensou: como o trânsito lento de caminhões na serra faz com que os demais veículos fiquem por longos quilômetros rodando devagar, basta ultrapassá-los para que a estrada fique vazia até a próxima fila. A partir de Novo Hamburgo, passando por Nova Petrópolis, Caxias do Sul, São Marcos e Vacaria o cenário se manteve: alguns trechos travados, pouco trânsito e belas paisagens (na foto 1, a ponte do Rio das Antas, entre São Marcos e Campestre da Serra).
Chegando em Vacaria (pouco mais de meio-dia, conforme eu havia previsto), abasteci a moto e fui descobrir a localização do Esquinão Lanches, dica do meu colega Luís Fernando “Didi”. Depois do terceiro pedido de informações, cheguei à lancheria e experimentei o tão propagandeado cheese-burger: ele realmente é muito bom e faz jus à memória do Didi. Recomendo.
Depois do almoço e de um pequeno descanso, segui em direção ao Rio Pelotas (foto 2), onde cenário se repetiu: boas estradas (alguns trechos em reforma, com remendos e trânsito alternado), pouco trânsito e filas de veículos na parte serrana. Na divisa entre o Rio Grande do Sul e Santa Catarina, parei na cabeceira da ponte sobre o Rio Pelotas para tirar algumas fotos e um casal que eu havia cumprimentado há pouco fez o retorno e parou ao meu lado: vinham de Mafra (SC) e estavam indo para Gramado (RS). Conversamos sobre as condições das estradas que havíamos cruzado há pouco e eles me alertaram sobre as más condições da BR-116 a partir do outro lado da ponte (como estavam com uma Hornet, coincidentemente da mesma cor e do mesmo ano que a minha, as impressões deles deveriam ser mais ou menos as que eu teria).
Logo nos primeiros quilômetros de BR-116 após a ponte, as previsões do casal se confirmaram: as deformidades no asfalto faziam a moto pular sem parar, me levando a pensar que uma bigtrail (apesar do asfalto) seria a moto mais recomendada para este trecho da viagem. Até Lages o asfalto continuou irregular e ali saí da BR-116 para tomar o rumo de São Joaquim (para evitar o trânsito de Lages, siga até a saída para a SC-282 BR-282 e dela saia para a SC-438: o acesso do centro de Lages à SC-438 é mal sinalizado e inclui um trecho de calçamento).
Parei para abastecer e esticar as pernas em São Joaquim e logo depois já estava me mandando rumo ao último trecho de estrada antes da SRR: ao longo da SC-438, belas paisagens, asfalto em boas condições, pouco trânsito, várias curvas e um radar da polícia rodoviária (eu estava acima da velocidade permitida, mas nada que uma boa conversa não resolvesse). Pouco tempo depois cheguei à SRR (que dispensa comentários: as fotos 3, 4 e 5 falam por si só) e me diverti nas curvas mais famosas da região sul. Cheguei em Braço do Norte no final do dia, onde me esperavam Boneli e Membro (gracias, malakos!); à noite, juntaram-se a nós Cadinho, Dudu e Ademir: tomamos algumas (fazia um calorão infernal em BN), botamos a conversa em dia e lá pelas 2h da manhã encerramos o expediente.
No dia seguinte, a previsão do tempo se confirmou e a chuva (que me acompanhou até Porto Alegre) deu as caras. Depois de tantos quilômetos de pura festa nas curvas das serras gaúcha e catarinense, não era a chuva que atrapalharia essa bela motocada. Abasteci a moto em BN, coloquei a capa de chuva e cheguei no meio da tarde em Porto Alegre 940 quilômetros mais novo.
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