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Arquivo de março, 2008

11º Moto Lagoa (29/03/2008)

30, março, 2008 Piréx 6 comentários

Rota: Porto Alegre/Guaíba/Camaquã/São Lourenço do Sul/Camaquã/Guaíba/Porto Alegre

Distância percorrida: 420 km

Terminou hoje em São Lourenço do Sul o 11º Moto Lagoa, evento anual organizado pelo Moto Clube Guerreiros do Asfalto: estive lá ontem e, a julgar pela quantidade de participantes, o sucesso do ano passado (documentado em um artigo do dia 31/03/2007) se repetiu.

O caminho para lá desde Porto Alegre – um pequeno trecho de BR-290 e a BR-116 – possui 3 pedágios (concessionárias Concepa, Univias e Ecovias): motos pagam apenas na primeira praça (e somente no sentido norte/sul), o piso está em boas condições e a estrada é praticamente uma reta. Apesar disso, o trânsito constante de caminhões e a pista de mão dupla exige atenção: na volta, um caminhão realizando uma ultrapassagem no sentido contrário exigiu uma visita ao acostamento que não estava nos meus planos.

Depois de pouco mais de 2 horas rodando (com o cheiro de arroz recém cortado e macela ao redor) cheguei em São Lourenço, onde encontrei o Peão e juntos procuramos por outros integrantes do fórum HornetOnLine (PROurique e Bender), da lista Shadow600 (Daisson) e da lista Motociclist@ (Gel): como não encontramos ninguém, tiramos algumas fotos e paramos em um bar no meio da função para refrescar a carcaça e colocar a conversa em dia.

No final da tarde, tomei o rumo de casa com o dobro do cuidado: a noite torna qualquer estrada mais perigosa – e a BR-116, cheia de caminhões, não é diferente. Além da ida ao acostamento já citada, nada de mais aconteceu (exceto pelo belo entardecer nos arredores de Camaquã e pela noite estrelada dali para frente) e em pouco tempo eu já estava encostando a motoca na garagem.

11º Moto Lagoa - Foto 1

11º Moto Lagoa - Foto 2

11º Moto Lagoa - Foto 3

11º Moto Lagoa - Foto 4

11º Moto Lagoa - Foto 5

11º Moto Lagoa - Foto 6

(N. do E.: outras fotos podem ser encontradas no meu Picasa e no Spaces do Peão.)

Porto Alegre

23, março, 2008 Piréx 12 comentários

Revisitando alguns sites de motociclistas, percebi que poucos disponibilizam informações sobre as cidades onde moram e me dei conta que faço o mesmo: imagino que esta lacuna exista porque nos parece desnecessário documentar aquilo que vemos todos os dias. Assim, resolvi escrever este artigo para apresentar aos leitores (em especial aos que não moram por estas bandas e pretendem passar por aqui um dia) os lugares que costumo freqüentar e que valem uma visita na cidade em que resido. Para quem quiser saber mais sobre o Porto dos Casais do Rio Grande de São Pedro, o site da Prefeitura de Porto Alegre e a Wikipedia são boas fontes.

1. Estátua do Laçador (http://pt.wikipedia.org/wiki/Estátua_do_Laçador)

Porto Alegre - Estátua do Laçador
O Laçador dá as boas-vindas aos viajantes

2. Mercado Público (http://pt.wikipedia.org/wiki/Mercado_Público_de_Porto_Alegre)

Porto Alegre - Mercado Público
Bares e restaurantes centenários atendem diariamente a um público eclético

3. Usina do Gasômetro (http://pt.wikipedia.org/wiki/Usina_do_Gasômetro)

Porto Alegre - Usina do Gasômetro
Antiga usina termelétrica, o prédio hoje abriga cafés, cinemas e espaços culturais

4. Ipanema (http://pt.wikipedia.org/wiki/Ipanema_(Porto_Alegre))

Porto Alegre - Ipanema
Bairro da zona sul se transformou em ponto turístico: bares e restaurantes de frente para o Guaíba

5. Outras sugestões:

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Taquaral, uma vaga lembrança (19/03/2008)

19, março, 2008 Piréx 9 comentários

Rota: Porto Alegre/Osório/Santo Antônio da Patrulha/Taquara/Gravataí/Porto Alegre

Distância percorrida: 270 km

Juntar compromisso e diversão em um mesmo dia é a certeza de tornar qualquer empreitada menos cansativa: como eu precisava ir a Osório hoje, aproveitei para voltar por um caminho diferente e passar por estradas e lugares que há muito não passava.

A ida a Osório pela BR-290 (Freeway) dispensa maiores comentários: é uma estrada muito conhecida e já foi descrita e retratada aqui várias vezes. Na volta, entrei em Santo Antônio da Patrulha para rodar pela RS-474 (que termina na RS-239, 24km antes de Taquara, que está com o piso bastante irregular): ela está em boas condições – nada mais que a obrigação para uma estrada nova e pedagiada: concessionária Univias, motos não pagam – e a região é muito bonita, como é possível ver na primeira foto. Eu fiz essa rota (Santo Antônio da Patrulha/Taquara) muitas vezes na época em que não havia asfalto e a estrada era popularmente conhecida como Taquaral: atesto e dou fé que o asfalto veio bem a calhar (que o digam os moradores da região: algumas vezes os passageiros dos ônibus precisavam descer para empurrá-los nas subidas).

Entre Taquara e Gravataí (RS-020, fotos 2 e 3), o asfalto está em boas condições e o trecho, além de sinuoso, é repleto de subidas e descidas: é preciso estar atento às deformações do asfalto, provocadas provavelmente pelo trânsito pesado, que desestabilizam a moto nas curvas.

O último trecho antes da volta à BR-290 é o da RS-118, que está muito deteriorado e para minha surpresa está sendo duplicado: é uma boa notícia tanto para quem o utiliza no dia-a-dia (entre Gravataí e Sapucaia do Sul) quanto para os usuários da BR-116 (veja no Google mais informações sobre o Anel Viário Metropolitano).

Para encerrar, mais alguns quilômetros de BR-290 (com pedágio: concessionária Concepa, motos pagam) e eu já estava de volta à casa, ainda a tempo de atender outros compromissos – agora familiares.

Mais informações:

Mapa Porto Alegre - Osório - Taquara

Porto Alegre/Taquara - Foto 1

Porto Alegre/Taquara - Foto 2

Porto Alegre/Taquara - Foto 3

(N. do E.: o GoogleMaps desconhece a RS474. Se alguém souber o motivo, por favor, comente.)

Quinta Gaudéria (13/03/2008)

14, março, 2008 Piréx 5 comentários

Na tranqüila noite de ontem (que inicou seca mas teve chuva no final), nos juntamos – Diabolin, Tara, Ogro, Peão e eu – para mais uma Quinta Gaudéria: mais ortodoxa que pomada Minancora (como diria o Analista de Bagé), a Quinta volta às quintas.

O bonde saiu do ex-Posto Laçador, seguiu pela Freeway até Cachoeirinha, deu meia-volta (por caminhos tortuosos e ignorando as regras mais simples do trânsito) e foi até o bar da Du Font (porque ninguém é de ferro), onde nos aguardavam Patrícias geladíssimas e o show da excelente The Travellers, que animou o público dentro e fora do bar.

À medida que o relógio avançava e Patrícias chegavam, as discussões – sempre tratando de temas relevantes – ficavam mais acaloradas e cada vez mais divertidas. Como é de praxe, muitas revelações pessoais foram feitas à mesa do bar (e lá ficaram), motocadas foram combinadas e nosso amigo Diabolin, numa demonstração de suas habilidades como ilusionista, sumiu enquanto tirávamos as motos do estacionamento.

Vamos esperar pela explicação ou chamar a polícia.

Quinta Gaudéria - Foto 1

Quinta Gaudéria - Foto 2

Quinta Gaudéria - Foto 3

Quinta Gaudéria - Foto 4

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8º Carbomoto (08/03/2008)

9, março, 2008 Piréx 8 comentários

Rota: Porto Alegre/Eldorado do Sul/Butiá/São Jerônimo/Triunfo/Canoas/Porto Alegre

Distância percorrida: 220 km

Desde sexta-feira passada (até hoje, domingo) está acontecendo em Butiá o 8º Carbomoto, nosso primeiro destino na tarde ensolarada de sábado: depois, iríamos (Ogro, Russo, Landão e eu) até São Jerônimo para cruzar de balsa o Rio Jacuí até Triunfo e dali, pela BR-386, retornaríamos a Porto Alegre.

A ida pela BR-290, que dispensa apresentações, é tranqüila e sem atrativos: bom asfalto, 2 pedágios (motos pagam em apenas um deles) e campos de soja e arroz à margem (e assim segue até Alegrete). Chegando em Butiá, procuramos imediatamente por uma sombra e uma cerveja gelada: o sol forte forçava todos os participantes do evento a procurarem soluções semelhantes (alguns até foram às lojas da cidade para comprar bermudas). Depois de algum tempo e telefonemas desencontrados, achamos o Peão, com quem tomamos mais uma e depois partimos para São Jerônimo à procura da balsa.

Das 3 alternativas que tínhamos para chegar até São Jerônimo – pela RS-470, por Arroio do Ratos e por Charqueadas, apenas a última não apresentava algum trecho de chão batido: depois de uma rápida deliberação, decidimos pela primeira opção. Logo que saímos da BR-290, o trecho não asfaltado da RS-470 nos apresentou suas armas: são 15 km de muita poeira, alguns trechos com o asfalto em péssimas condições e outros com pedras soltas. Fica a dica para quem quiser fazer a travessia de balsa sem muitos transtornos: saindo de Porto Alegre, o melhor é seguir pela BR-290, entrar logo depois do pedágio da Univias para Charqueadas e ir até São Jerônimo (essa é a rota mais fácil, mas não a mais divertida: durante todo o trecho de chão batido – e até mesmo um pouco depois – tivemos a companhia da poeira, dos caminhões e do Ogro reclamando que a moto dele não tinha sido feita para isso, coitada da Sofia, etc, etc).

Muitas reclamações depois, chegamos à fila da balsa, onde tivemos tempo para comer um pastel (não, não foi idéia minha) enquanto aguardávamos a nossa vez de embarcar (eu não ia contar, mas o aspecto jornalístico deste blog me obriga: algumas motos foram classificadas como “Bicicletas” no canhoto de embarque). Mais cedo que esperávamos a balsa chegou e logo estávamos no meio do Rio Jacuí, aproveitando o magnífico visual da região durante os poucos minutos da travessia (que pode ser feita por uma ponte).

Fomos de Triunfo até Canoas pela BR-386 (que, diga-se de passagem, está em ótimas condições neste trecho) e dali, pela BR-116, chegamos a Porto Alegre em poucos minutos. Estávamos empoeirados, cansados e de alma lavada: nada como boas parcerias na estrada, cerveja gelada e muito papo-furado para a semana começar com outra cara.

¡Gracias paisanos!

Mais informações:

Mapa Porto Alegre - Butiá - São Jerônimo - Triunfo

8º Carbomoto - Foto 2

8º Carbomoto - Foto 3

8º Carbomoto - Foto 4

8º Carbomoto - Foto 5

(N. do E.: outras fotos desta motocada podem ser vistas neste álbum do Picasa).

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