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Arquivo de novembro, 2008

Honda CB600F Hornet

27, novembro, 2008

Na década de 60, as café racers (designação que serve tanto para uma categoria de motocicletas – motos reduzidas apenas aos componentes indispensáveis – quanto para motociclistas) agitaram a Grã-Bretanha, a Alemanha, a Itália e outros países europeus; apenas no final da década de 80 foi lançada a Honda HawkGT NT650 (a quem poderíamos chamar de mãe das modernas street bikes), primeira moto naked a ser produzida.

No Brasil, a Hornet – destacada representante da categoria das “peladas” – só chegou em 2005 (apesar de existir desde 1998 no Japão e na Europa) e até 2007 se manteve carburada, com contagiros e velocímetro analógicos e suspensão dianteira telescópica (mecanicamente, ela herdou seus componentes da CBR 600F 1997): o modelo 2008 (que possui a mecânica da CBR 600RR 2007) ganhou injeção eletrônica de combustível, velocímetro digital, suspensão dianteira invertida (upside-down) e um novo e arrojado design. A aparência da versão 2008 do vespão, aliás, se transformou em uma queda de braço entre os admiradores do modelo: muitos acharam espetacular e alguns criticaram o gosto duvidoso dos designers da fábrica japonesa.

A Hornet preta da foto abaixo (na Rota do Sol) é do meu camarada Peão: ano 2005, ela produz 96,5 cv de potência a 12.000 rpm, enquanto o torque chega a 6,43 kgf/m na marca das 9.500 rpm. Com seus 176 kg (a seco), ela calça pneus 120/70-17 na dianteira, 180/55-17 na traseira e possui tanque de combustível com capacidade para pouco mais de 17 litros. Com essas características, é fácil perceber que ela rompe com facilidade a barreira dos 200 km/h – mas em especial a ausência de proteção aerodinâmica e de um amortecedor de direção faz com que a condução em altas velocidades fique comprometida.

Ainda na foto abaixo, aparece a H6 cinza 2007 (a “Sheilinha”) com a qual rodei pela Serra do Rio do Rastro e que pode ser vista no artigo Porto Alegre/Braço do Norte (10 e 11/12/2007): naquela viagem, motocando sempre abaixo dos 120 km/h, ela fez uma média de 19 km/l, permitindo que eu rodasse aproximadamente 320 km com cada tanque de combustível.

Mais informações:

Rota do Sol - Foto 3

Piréx Impressões , ,

10º Aniversário Cachorro Lôco (22/11/2008)

23, novembro, 2008

Rota: Porto Alegre/São Leopoldo/Farroupilha/São Leopoldo/Porto Alegre

Distância percorrida: 240km

Na tarde de ontem fui a Farroupilha conferir de perto a festa de 10 anos do Cachorro Lôco Motogrupo: apesar do tempo esquisito – chuva, sol, frio, calor -, bastante gente compareceu à festa. Na ida, encontrei (como eu previa) trechos com sol, com nuvens, com chuva, mais quentes, menos frios – todas as estações do ano, como é típico da primavera no Rio Grande do Sul; por conta disso, não me arrisquei nas divertidas curvas da RS-122 (localizadas quase em Farroupilha: na maior parte do caminho, a estrada é uma reta só) recentemente molhadas pela chuva e ainda sujas por conta do fraco trânsito de veículos.

Ao chegar lá – agora com sol a pino -, encontrei o Pertilo (integrante do fórum HornetOnLine) e alguns minutos depois o Landão: depois de uma breve caminhada para registrar o evento, ficamos um bom tempo batendo papo à sombra enquanto tomávamos uma gelada. Na área central a muvuca era generalizada: vários carros de som (um deles até com um monitor de LCD exibindo vídeos de motovelocidade), muita gente e motos acelerando.

Na volta, agora com tempo seco, pude aproveitar melhor o trecho sinuoso da estrada (apesar de eu preferir fazer isso subindo a serra): o trânsito continuava fraco e eu acabei praticamente descendo sozinho – pelo menos até a BR-116, onde a enxurrada de veículos não estanca em nenhum horário ou dia da semana (que o digam os que dependem dela para se deslocar diariamente da residência para o trabalho).

Mais informações:

Bandeira do Cachorro Lôco Motogrupo

Geral do evento

The Fora da Ley

Moto no guindaste

Mais fotos no meu Picasa.

Piréx Encontros , ,

Honda VT600C Shadow

20, novembro, 2008

(N. do E.: este artigo visa disponibilizar informações isentas, não profissionais ou comerciais, sobre os modelos que os companheiros de estrada utilizam; em um futuro breve, outros artigos com temática idêntica serão publicados. As primeiras observações foram feitas sobre a Honda CB 1300 Super Four e recomendo ainda a leitura dos artigos HD Dyna Super Glide – Apenas Duas Rodas e Um Motor e Honda VTX 1800C: Exagero em Duas Rodas – estes últimos do blog do Seo Craudio, o Cultura de Privada.)

A Shadow 600 é seguramente a moto sobre a qual posso falar com mais segurança, pois tive duas (uma 1997 e outra 2000: esta última, que atualmente tem como proprietário o Landão e ainda se chama “Regina”, aparece nas fotos abaixo) e em quantidade só perde para a RD350 (modelo que tive 3: uma 1975, outra 1988 e finalmente uma 1990 que voava baixo).

Produzida no Brasil entre 1997 e 2005 (quando deu lugar ao modelo 750), a Shadow 600 é um das motos de média cilindrada com o melhor custo/benefício do mercado: o valor para aquisição não é alto, as peças para reposição são encontradas facilmente (algumas até de outras motos Honda) e o custo de manutenção (que raramente acontece se o usuário for cuidadoso) é razoável. Com uma quantidade produzida estimada em 18 mil unidades, é comum encontrarmos o modelo rodando pelas estradas e legiões de proprietários satisfeitos; certamente em função desta população, os acessórios after-market existentes são muitos: é possível encontrar comandos avançados, encostos do garupa, pára-brisas, bancos maiores e muitos outros mais de vários fabricantes e preços.

O motor de 5 marchas e 583 cc, que gera 39 cv a 6500 rpm e possui torque de 4,9 kgf/m a 3500 rpm, coloca com facilidade em movimento os 200 kg da moto (com no máximo 184 kg de carga): muito equilibrado, mesmo em marcha lenta ele quase não vibra e só incomoda um pouco acima dos 120 km/h – velocidade para a qual a moto não foi projetada para rodar (a velocidade de cruzeiro confortável é de no máximo 120 km/h). Há informações de proprietários que alegadamente registraram uma média acima de 25 km/l na estrada: de minha parte, posso afirmar que acima de 20 km/l é fácil de fazer – desde que, claro, o piloto não exagere na mão direita – e isso faz com que seu tanque de 11 litros gere uma autonomia de pelo menos 220 km (pedindo reserva ao redor dos 180 km).

Originalmente ela calça pneus 100/90-19 na dianteira e 170/90-15 na traseira: some-se a isto uma altura do assento do piloto de 690 mm e a posição inclinada do tanque de combustível e temos uma custom de linhas modernas – ao contrário, por exemplo, do modelo 750, que segue o estilo ACE (American Classic Edition).

Como dizem os proprietários, mãe é mãe e moto é Shadow.

Mais informações:

Shadow 600 Landão - LateralShadow 600 Landão - Motor

Piréx Impressões , ,

Sábado Gaudério (15/11/2008)

16, novembro, 2008

- Tem dinheiro que pague isso?

Pensei duas vezes antes de escrever este artigo porque todo o resto aqui descrito seria redundante: o comentário acima, feito no meio da festança que aconteceu na casa de praia do Daisson, dispensa maiores esclarecimentos; associado às fotos, então, dá uma idéia aproximada (exata só para quem esteve lá, haja vista que alguns comentários e fotos não podem ser publicados) do que foi este Sábado Gaudério. Na verdade, este evento foi um desvio de função da Quinta Gaudéria – que às vezes acontece nas terças: tudo muito rígido e formal, o que, diga-se de passagem, é o retrato dessa galera.

Desde a saída de Porto Alegre (onde encontrei com o Avélinho e o Landão para aguardarmos o Diabolin e o GDM; o Ogro seguia por outros caminhos e o Tara já estava na praia)  o dia já prometia; a única ressalva era o tempo fechado, com cara de chuva – mas nem ele agüentou a energia positiva dessa gurizada na estrada: poucos quilômetros adiante o sol deu as caras e nos acompanhou até a praia.

Suleiros reunidos, nos mandamos pela Freeway (com uma parada na PRF para resgatar o Zema) em busca do churrasco e das gelatas que nos aguardavam na praia: sem grandes surpresas como sempre, o retão só ficou emocionante quando um cidadão de Pelotas resolveu passar por onde não cabia e quase tira um dos nossos da estrada. Dali para frente, como tudo estava muito tranqüilo, o ponteiro do bonde resolveu trocar de trilho a cada 2 minutos, fazendo com que os demais dançassem um balé bizarro para acompanhá-lo (só de sacanagem, o ponteiro da volta – que não foi o mesmo – repetiu o procedimento).

Chegando lá, os mais preparados trocaram as botas, calças e jaquetas de couro por chinelos, bermudas e camisetas (os demais suaram a tarde toda) e em poucos minutos a excelente carne já estava no fogo e o papo rolando solto. Muito churrasco e risadas depois, aconteceu a esperada sessão de autógrafos (para quem não sabe, o Diabolin atende pelo apelido de Kleber Boelter e acabou de lançar um livro – dá uma olhada no site dele) e o bonde se reorganizou para a volta: para manter a tradição, os que não vieram conosco não voltaram e um que veio se mandou a la cria sozinho.

Pouco antes da chegada em Porto Alegre, a tradicional parada para as despedidas, abraços e sacanagens finais: todos de alma lavada pelo ótimo sábado e já agendando – atenção, Ogro! – o próximo evento. Ao casal de anfitriões Daisson e Jane resta dizer que maior do que as desculpas pela bagunça que fizemos só o muito obrigado pela receptividade.

Estacionamento de motos do Daisson

Carne no fogo

Gelatas usadas

Galera reunida

Mais fotos no meu Picasa.

Até a próxima!

Piréx Festas