Honda CB 600F Hornet
Na década de 60, as café racers (designação que serve tanto para uma categoria de motocicletas – motos reduzidas apenas aos componentes indispensáveis – quanto para motociclistas) agitaram a Grã-Bretanha, a Alemanha, a Itália e outros países europeus; apenas no final da década de 80 foi lançada a Honda HawkGT NT650 (a quem poderíamos chamar de mãe das modernas street bikes), primeira moto naked a ser produzida.
No Brasil, a Hornet – destacada representante da categoria das “peladas” – só chegou em 2005 (apesar de existir desde 1998 no Japão e na Europa) e até 2007 se manteve carburada, com contagiros e velocímetro analógicos e suspensão dianteira telescópica (mecanicamente, ela herdou seus componentes da CBR 600F 1997): o modelo 2008 (que possui a mecânica da CBR 600RR 2007) ganhou injeção eletrônica de combustível, velocímetro digital, suspensão dianteira invertida (upside-down) e um novo e arrojado design. A aparência da versão 2008 do vespão, aliás, se transformou em uma queda de braço entre os admiradores do modelo: muitos acharam espetacular e alguns criticaram o gosto duvidoso dos designers da fábrica japonesa.
A Hornet preta da foto abaixo (na Rota do Sol) é do meu camarada Peão: ano 2005, ela produz 96,5 cv de potência a 12.000 rpm, enquanto o torque chega a 6,43 kgf/m na marca das 9.500 rpm. Com seus 176 kg (a seco), ela calça pneus 120/70-17 na dianteira, 180/55-17 na traseira e possui tanque de combustível com capacidade para pouco mais de 17 litros. Com essas características, é fácil perceber que ela rompe com facilidade a barreira dos 200 km/h – mas em especial a ausência de proteção aerodinâmica e de um amortecedor de direção faz com que a condução em altas velocidades fique comprometida.
Ainda na foto abaixo, aparece a H6 cinza 2007 (a “Sheilinha”) com a qual rodei pela Serra do Rio do Rastro e que pode ser vista no artigo Porto Alegre/Braço do Norte (10 e 11/12/2007): naquela viagem, motocando sempre abaixo dos 120 km/h, ela fez uma média de 19 km/l, permitindo que eu rodasse aproximadamente 320 km com cada tanque de combustível.
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