De traços mais sóbrios que sua irmã menor, a Shadow 750 segue o padrão ACE (American Classic Edition): linha da cintura (farol/tanque/banco) baixa, pára-lama traseiro envolvente, painel sobre o tanque – tudo seguindo a cartilha da tradição. As bem-vindas inovações da linha 2009 (com destaque para a injeção eletrônica e as pedaleiras com base de alumínio em formato de plataforma) completam, junto com o eixo-cardã, o retrato de uma das motos mais bem-sucedidas da Honda: foram vendidas 2400 unidades deste modelo em 2008 e o fabricante espera vender 3000 em 2009. Falando ainda sobre as diferenças, salta aos olhos o novo escape duplo e, mais discretamente, as luzes-espia na mesa do guidão (que agora está mais alto e montado sobre coxins para dar mais conforto ao piloto).
O V2 a 45 graus com refrigeração líquida e de exatas 745 cc gera 6,5 kgf/m a 3.500 rpm e, em função da adequação ao PROMOT*, 45,5 cv a 5.500 rpm (a versão anterior entregava 45,8 cv na mesma rotação). Completam ainda o pacote pneus 120/90-17 na dianteira e 160/80-15 na traseira para acomodar os 239 kg (a seco) e, como na maioria das customs, um banco pouco confortável a 660 mm do solo.
A Shadow 750 que brilha – literalmente – neste artigo é de propriedade do Avélinho, companheiro de muitas motocadas e que, segundo informações privilegiadas, dispensa um tratamento diferenciado para a “sete-galo”: de acordo com a informante, foram mais de 15 lavagens só este mês. Apesar do que possa pensar o leitor, o proprietário é freqüentador assíduo das estradas: é ele que nos informa a média atual de até 26 km/l (a moto está com 2400 km), o que dá uma autonomia de aproximadamente 370 km com seu tanque de 14,3 litros.
Mais informações:
*O Programa de Controle da Poluição do Ar por Motociclos e Veículos Similares – PROMOT (de 2002), é um programa complementar ao Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores – PROCONVE (de 1986) e limitou a emissão de poluentes (a partir do ano que vem) a 2 gramas de monóxido de carbono por quilômetro rodado.

