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Arquivo de dezembro, 2008

Retrospectiva 2008

24, dezembro, 2008 Piréx 9 comentários

Foi um ótimo ano: motocadas, reuniões com os amigos e suas famílias… Resta agradecer a todos os leitores pela audiência e pela paciência e desejar um Feliz Natal e um próspero Ano Novo: tenho certeza que em 2009 todos realizaremos nossos planos. Aguardo-os por aqui no ano que vem.

Grande abraço!

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Quinta Gaudéria (18/12/2008)

19, dezembro, 2008 Piréx 2 comentários

Encerrando a temporada 2008 das Quintas Gaudérias, ontem nos reunimos – eu, Avélinho, Diabolin e Landão – na sede marítima da Facção Sul para mais um choripán: como é de praxe, o final da tarde chegou com um pôr-do-sol de cinema. Entre uma gelada e outra, fizemos um balanço do ano que finda e já começamos a rascunhar as primeiras motocadas de 2009 e até uma internacional em 2010.

Gracias, paisanos!

Quinta Gaudéria - Foto 1

Quinta Gaudéria - Foto 2

Honda Shadow 750

17, dezembro, 2008 Piréx 70 comentários

De traços mais sóbrios que sua irmã menor, a Shadow 750 segue o padrão ACE (American Classic Edition): linha da cintura (farol/tanque/banco) baixa, pára-lama traseiro envolvente, painel sobre o tanque – tudo seguindo a cartilha da tradição. As bem-vindas inovações da linha 2009 (com destaque para a injeção eletrônica e as pedaleiras com base de alumínio em formato de plataforma) completam, junto com o eixo-cardã, o retrato de uma das motos mais bem-sucedidas da Honda: foram vendidas 2400 unidades deste modelo em 2008 e o fabricante espera vender 3000 em 2009. Falando ainda sobre as diferenças, salta aos olhos o novo escape duplo e, mais discretamente, as luzes-espia na mesa do guidão (que agora está mais alto e montado sobre coxins para dar mais conforto ao piloto).

O V2 a 45 graus com refrigeração líquida e de exatas 745 cc gera 6,5 kgf/m a 3.500 rpm e, em função da adequação ao PROMOT*, 45,5 cv a 5.500 rpm (a versão anterior entregava 45,8 cv na mesma rotação). Completam ainda o pacote pneus 120/90-17 na dianteira e 160/80-15 na traseira para acomodar os 239 kg (a seco) e, como na maioria das customs, um banco pouco confortável a 660 mm do solo.

A Shadow 750 que brilha – literalmente – neste artigo é de propriedade do Avélinho, companheiro de muitas motocadas e que, segundo informações privilegiadas, dispensa um tratamento diferenciado para a “sete-galo”: de acordo com a informante, foram mais de 15 lavagens só este mês. Apesar do que possa pensar o leitor, o proprietário é freqüentador assíduo das estradas: é ele que nos informa a média atual de até 26 km/l (a moto está com 2400 km), o que dá uma autonomia de aproximadamente 370 km com seu tanque de 14,3 litros.

Mais informações:

*O Programa de Controle da Poluição do Ar por Motociclos e Veículos Similares – PROMOT (de 2002), é um programa complementar ao Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores – PROCONVE (de 1986) e limitou a emissão de poluentes (a partir do ano que vem) a 2 gramas de monóxido de carbono por quilômetro rodado.

Moto Avélinho - Foto 1

Moto Avélinho - Foto 2

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Natal das Sombras 2008 (13 e 14/12/2008)

15, dezembro, 2008 Piréx 5 comentários

Rota: Porto Alegre/Osório/Maquiné/Torres/Capão da Canoa/Osório/Porto Alegre

Distância percorrida: 420km

No final de semana que passou, aconteceu na praia de Torres (RS) o Natal das Sombras, evento que agrega anualmente integrantes da Lista Shadow 600: apelidada de “lista mágica”, ela fez jus ao codinome e reuniu motociclistas dos estados de São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul para mais uma confraternização memorável.

A ida

Há mais de um ano eu escrevi aqui no blog sobre a otimista previsão do DNIT de entregar segmentos importantes do trecho sul da BR-101 duplicados em dezembro de 2007: como era de se esperar, apenas poucos quilômetros após Osório estão realmente concluídos. Adiante deste pequeno trecho duplicado, há alguns poucos aparentemente prontos para o uso – mas o que mais se vê (pelo menos até Torres) são obras em estágio inicial.

Não me interprete mal: como todo mundo, eu torço para que as obras de duplicação sejam concluídas no menor espaço de tempo possível; ao mesmo tempo, tendo as expectativas frustradas, registro aqui que as justificativas apresentadas (as desapropriações não evoluíram como deveriam, a chuva atrapalhou, foram encontradas rochas de qualidade inferior à esperada nas escavações dos túneis, etc) não resolvem o problema de quem depende da BR-101 – sejam eles comerciantes da (belíssima, diga-se de passagem) região, transportadores de carga, corretores de imóveis de Santa Catarina ou quaisquer outros.

Natal das Sombras - Foto 1

Natal das Sombras - Foto 2

Natal das Sombras - Foto 3

A festa

Quando cheguei em Torres, no início da tarde de sábado (ainda a tempo de aproveitar o ótimo churrasco), todos já estavam para lá de animados e a festa rolava solta: em pouco tempo me desvencilhei do capacete, dos couros e me juntei à turba – ou à família, melhor dizendo, já que todos os ingredientes de uma – conselhos, carinhos, discussões, brigas e tudo mais – são vistos com freqüência na lista mágica.

Como a pousada foi tomada pelo povo listeiro, era possível encontrar grupos ao redor da churrasqueira #1 (pilotada pelo Diabolin – alô, Diabolin! Cadê a mal-passada? Vuelta y vuelta?), da churrasqueira #2 (inicialmente comandada pelo Daisson e em seguida pelo Ogro com o auxílio do Boca), no entorno da piscina, à sombra e até xeretando as motos estacionadas.

Após o reforçado almoço, alguns participantes foram descansar (talvez sob efeito da marisqueira OU da Polar OU da Original OU da Skol OU de todas juntas) e outros continuaram firmes, na boca das churrasqueiras, acabando com o que ainda restava do almoço e já preparando a janta.

Natal das Sombras - Foto 11

Natal das Sombras - Foto 12

Natal das Sombras - Foto 4

Natal das Sombras - Foto 8

Natal das Sombras - Foto 5

Natal das Sombras - Foto 9

A volta

Com a chegada do final da tarde, embarquei na moto e peguei o rumo de casa: já fazia um bom tempo que eu pretendia passar pelo novo acesso da RS-389 (Estrada do Mar) à BR-290 (Free-way) e aproveitei a volta de Torres para fazer isso. Na foto abaixo, é possível ver o bom piso do acesso (que vai até a RST-101) e ao fundo o Parque Eólico de Osório (além de desviar do trânsito da cidade, este caminho passa entre os aerogeradores).

Natal das Sombras - Foto 10

Para finalizar, deixo meus parabéns aos organizadores da festa pelo esforço e aos demais participantes pela presença: certamente o sucesso do evento se deve tanto à mão de quem se esmerou para que ele acontecesse com a qualidade que apresentou quanto aos que rodaram rumo a Torres.

Abraços a todos!

(N. do E.: mais fotos no álbum Natal das Sombras 2008.)

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Harley-Davidson Sportster XL 883

10, dezembro, 2008 Piréx 5 comentários

Desde que o meu camarada Diabolin comprou a Sportster XL 883 (a “Potranca”) que ilustra este artigo, eu e vários malacabados pegamos no pé dele por conta do aparentemente pequeno tanque de combustível. Como a língua é o chicote do falador, acabei de descobrir, ao buscar informações sobre o modelo, que o tanque dela – com capacidade de 12,5 litros – é maior que o da Shadow 600 (11 litros), modelo que possuí por duas vezes. Antes que alguém reclame que autonomia é o que interessa, adianto que a média da 883 (segundo o proprietário) é de 21 km/l na estrada com velocidade de cruzeiro entre 100 e 120 km/h, o que permite rodar aproximadamente 260 km sem paradas para abastecimento.

Quando se depara com a 883, o observador imediatamente identifica a assinatura H-D – seja no ronco grave (neste caso, de um escapamento esportivo Screaming Eagle), nos 251 kg a seco, na transmissão secundária por correia dentada ou no arrefecimento a ar, características que ajudaram a tornar a lendária marca de Milwaukee única e famosa no mundo todo. Ao acionar o botão de partida, o V2 (que tem potência máxima de 49 cv a 4.500 rpm) logo se apresenta e junto com ele a tradicional vibração que rodando não é perceptível: a transmissão das oscilações do motor ao quadro foi reduzida com o uso de coxins. Em movimento, os mais de 250 kg – calçados em pneus 100/90-19 na dianteira e 150/80-16 na traseira – somem e o pico torque (7,14 kgf/m na marca de 3.750 rpm) permite uma pilotagem tranqüila e sem muitas trocas de marcha (que são 5).

Nesta moto (2005, ainda carburada: injeção eletrônica só a partir de 2007), o proprietário acrescentou vários acessórios para ter mais conforto: pára-brisa, encosto do garupa, comando avançado e um guidão seca-sovaco, que sempre gera discussão entre os proprietários de motos custom (o banco, que está a 673 mm do solo, é o original). Para alguns, a posição alta das mãos no guidão gera formigamento (por falta de circulação) e a dirigibilidade fica comprometida; para outros, a beleza vale a pena mesmo se houver desconforto. Na opinião do proprietário, seu guidão não muda em nada a dirigibilidade e também não provoca desconforto algum (a título de comparação, veja outro seca-sovaco).

No blog Cultura de Privada você encontrará uma série de artigos sobre H-Ds desde 1960. Veja lá:

Mais informações:

883 do Diabolin