Natal das Sombras 2008 (13 e 14/12/2008)


Rota: Porto Alegre/Osório/Maquiné/Torres/Capão da Canoa/Osório/Porto Alegre

Distância percorrida: 420km

No final de semana que passou, aconteceu na praia de Torres (RS) o Natal das Sombras, evento que agrega anualmente integrantes da Lista Shadow 600: apelidada de “lista mágica”, ela fez jus ao codinome e reuniu motociclistas dos estados de São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul para mais uma confraternização memorável.

A ida

Há mais de um ano eu escrevi aqui no blog sobre a otimista previsão do DNIT de entregar segmentos importantes do trecho sul da BR-101 duplicados em dezembro de 2007: como era de se esperar, apenas poucos quilômetros após Osório estão realmente concluídos. Adiante deste pequeno trecho duplicado, há alguns poucos aparentemente prontos para o uso – mas o que mais se vê (pelo menos até Torres) são obras em estágio inicial.

Não me interprete mal: como todo mundo, eu torço para que as obras de duplicação sejam concluídas no menor espaço de tempo possível; ao mesmo tempo, tendo as expectativas frustradas, registro aqui que as justificativas apresentadas (as desapropriações não evoluíram como deveriam, a chuva atrapalhou, foram encontradas rochas de qualidade inferior à esperada nas escavações dos túneis, etc) não resolvem o problema de quem depende da BR-101 – sejam eles comerciantes da (belíssima, diga-se de passagem) região, transportadores de carga, corretores de imóveis de Santa Catarina ou quaisquer outros.

Natal das Sombras - Foto 1

Natal das Sombras - Foto 2

Natal das Sombras - Foto 3

A festa

Quando cheguei em Torres, no início da tarde de sábado (ainda a tempo de aproveitar o ótimo churrasco), todos já estavam para lá de animados e a festa rolava solta: em pouco tempo me desvencilhei do capacete, dos couros e me juntei à turba – ou à família, melhor dizendo, já que todos os ingredientes de uma – conselhos, carinhos, discussões, brigas e tudo mais – são vistos com freqüência na lista mágica.

Como a pousada foi tomada pelo povo listeiro, era possível encontrar grupos ao redor da churrasqueira #1 (pilotada pelo Diabolin – alô, Diabolin! Cadê a mal-passada? Vuelta y vuelta?), da churrasqueira #2 (inicialmente comandada pelo Daisson e em seguida pelo Ogro com o auxílio do Boca), no entorno da piscina, à sombra e até xeretando as motos estacionadas.

Após o reforçado almoço, alguns participantes foram descansar (talvez sob efeito da marisqueira OU da Polar OU da Original OU da Skol OU de todas juntas) e outros continuaram firmes, na boca das churrasqueiras, acabando com o que ainda restava do almoço e já preparando a janta.

Natal das Sombras - Foto 11

Natal das Sombras - Foto 12

Natal das Sombras - Foto 4

Natal das Sombras - Foto 8

Natal das Sombras - Foto 5

Natal das Sombras - Foto 9

A volta

Com a chegada do final da tarde, embarquei na moto e peguei o rumo de casa: já fazia um bom tempo que eu pretendia passar pelo novo acesso da RS-389 (Estrada do Mar) à BR-290 (Free-way) e aproveitei a volta de Torres para fazer isso. Na foto abaixo, é possível ver o bom piso do acesso (que vai até a RST-101) e ao fundo o Parque Eólico de Osório (além de desviar do trânsito da cidade, este caminho passa entre os aerogeradores).

Natal das Sombras - Foto 10

Para finalizar, deixo meus parabéns aos organizadores da festa pelo esforço e aos demais participantes pela presença: certamente o sucesso do evento se deve tanto à mão de quem se esmerou para que ele acontecesse com a qualidade que apresentou quanto aos que rodaram rumo a Torres.

Abraços a todos!

(N. do E.: mais fotos no álbum Natal das Sombras 2008.)

Harley-Davidson Sportster XL 883


Desde que o meu camarada Diabolin comprou a Sportster XL 883 (a “Potranca”) que ilustra este artigo, eu e vários malacabados pegamos no pé dele por conta do aparentemente pequeno tanque de combustível. Como a língua é o chicote do falador, acabei de descobrir, ao buscar informações sobre o modelo, que o tanque dela – com capacidade de 12,5 litros – é maior que o da Shadow 600 (11 litros), modelo que possuí por duas vezes. Antes que alguém reclame que autonomia é o que interessa, adianto que a média da 883 (segundo o proprietário) é de 21 km/l na estrada com velocidade de cruzeiro entre 100 e 120 km/h, o que permite rodar aproximadamente 260 km sem paradas para abastecimento.

Quando se depara com a 883, o observador imediatamente identifica a assinatura H-D – seja no ronco grave (neste caso, de um escapamento esportivo Screaming Eagle), nos 251 kg a seco, na transmissão secundária por correia dentada ou no arrefecimento a ar, características que ajudaram a tornar a lendária marca de Milwaukee única e famosa no mundo todo. Ao acionar o botão de partida, o V2 (que tem potência máxima de 49 cv a 4.500 rpm) logo se apresenta e junto com ele a tradicional vibração que rodando não é perceptível: a transmissão das oscilações do motor ao quadro foi reduzida com o uso de coxins. Em movimento, os mais de 250 kg – calçados em pneus 100/90-19 na dianteira e 150/80-16 na traseira – somem e o pico torque (7,14 kgf/m na marca de 3.750 rpm) permite uma pilotagem tranqüila e sem muitas trocas de marcha (que são 5).

Nesta moto (2005, ainda carburada: injeção eletrônica só a partir de 2007), o proprietário acrescentou vários acessórios para ter mais conforto: pára-brisa, encosto do garupa, comando avançado e um guidão seca-sovaco, que sempre gera discussão entre os proprietários de motos custom (o banco, que está a 673 mm do solo, é o original). Para alguns, a posição alta das mãos no guidão gera formigamento (por falta de circulação) e a dirigibilidade fica comprometida; para outros, a beleza vale a pena mesmo se houver desconforto. Na opinião do proprietário, seu guidão não muda em nada a dirigibilidade e também não provoca desconforto algum (a título de comparação, veja outro seca-sovaco).

No blog Cultura de Privada você encontrará uma série de artigos sobre H-Ds desde 1960. Veja lá:

Mais informações:

883 do Diabolin

Nas curvas da Estrada Velha (05/12/2008)


Rota: Porto Alegre/Osório/Santo Antônio da Patrulha/Glorinha/Gravataí/Porto Alegre

Distância percorrida: 220km 

Ontem, sexta-feira, fui atender a um compromisso pessoal na cidade de Osório e aproveitei para unir o útil ao agradável: fui de moto pela BR-290 e  voltei pela RS-030 (que eu sabia estar recapada mas ainda não havia transitado por ela – exceto no trecho entre Osório e Santo Antônio da Patrulha quando o New e o Bonilhar estiveram por aqui).

Primeira via asfaltada (em 1936) do Rio Grande do Sul, a RS-030 foi durante muitos anos o elo de ligação entre a capital e o Litoral Norte: por ali passaram os veranistas que rumavam a Tramandaí, Capão da Canoa, Torres e outras praias da região. Em 1972 foi construída a auto-estrada BR-290 (primeira free-way do Brasil, ligando Porto Alegre a Osório) e para ela direcionado grande parte do tráfego, reduzindo significativamente o movimento no comércio de cidades como Glorinha e Santo Antônio da Patrulha (esta última é uma das 4 cidades mais antigas do estado – junto com Rio Grande, Rio Pardo e Porto Alegre – e foi elevada à condição de município em 1811).

Apesar das curvas da agora recapada Estrada Velha (como é popularmente conhecida hoje em dia) serem um convite aos motociclistas mais empolgados, a ausência de acostamento quase na sua totalidade e o intenso trânsito de pedestres (a RS-030 possui poucos trechos sem moradias ou comércios entre Santo Antônio da Patrulha e Gravataí) indicam que a melhor forma de rodar nela é curtindo a natureza que a rodeia.

Na chegada a Porto Alegre, estacionei na Usina do Gasômetro (um dos pontos que documentei no artigo Porto Alegre) para registrar a construção da árvore de Natal que está sendo levantada ali; aproveitando a parada, já no final da tarde, tirei mais algumas fotos e dei por encerrado o compromisso/passeio de sexta.

RS-030 - Santo Antônio da Patrulha

Árvore de Natal - Gasômetro - Porto Alegre

Rio Guaíba

Mirante no Rio Guaíba

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