Yamaha Fazer FZ6 S


Confesso: na primeira vez que vi de perto uma Fazer 600 (com seu painel analógico/digital, semi-carenada, quadro de alumínio), senti um certo desconforto. Estávamos (eu, Avélinho e Ogro) no VIII Motoserra, eu havia acabado de comprar uma Honda CB600F Hornet 2007 e ela nem de perto esbanjava aquelas modernidades: apenas em 2008 a Hornet brasileira passou por um banho de loja e ganhou injeção eletrônica, suspensão dianteira upside-down, painel analógico/digital e outros itens atualizados.

Ostentando um motor (derivado da YZF R6: 4 cilindros paralelos refrigerados a água) que entrega 98 cv a 12.000 rpm e tem torque máximo de 6,44 Kgf.m a 10.000 rpm, a Fazer possui assento a 795 mm do solo, peso seco de 186 kg, injeção eletrônica, câmbio de 6 velocidades e calça pneus 120/70-17 na dianteira e 180/55-17 na traseira; o quadro e a balança, um capítulo à parte, são produzidos através de um processo chamado Die-Cast: injetadas sob pressão em um molde, as peças ficam mais resistentes, flexíveis e leves. A única ressalva fica por conta da suspensão dianteira, telescópica: uma invertida com certeza casaria lindamente com o resto desta máquina.

Segundo a FENABRAVE, foram emplacadas 395 unidades em 2007 e 1024 de janeiro a novembro de 2008: se a progressão seguir na mesma linha, em 2009 teremos muitas FZ6 desfilando pelas estradas (vale lembrar que apenas os modelos 2009, tanto da FZ6 N quanto da FZ6 S, são fabricados no Brasil).

O modelo S (S = semi-carenada; N = naked) 2009 que ilustra este artigo é de propriedade da Iraide (é a segunda FZ6 dela), integrante do Lordes Moto Clube de Florianópolis (SC): quando capturei estas imagens, a moto estava com 573 km (como é possível ver na primeira foto) e fazendo média de 18,8 km/l (gerando uma autonomia de aproximadamente 364 km sem paradas para abastecimento, já que seu tanque tem 19,4 litros).

Mais informações:

Fazer da Iraide - Foto 1

Fazer da Iraide - Foto 2

Fazer da Iraide - Foto 3

Quinta Gaudéria (08/01/2009)


Aconteceu ontem, trazida na mala de garupa deste doismilenove que há pouco se apresentou, a primeira Quinta Gaudéria do ano – e em grande estilo: depois de muitos meses de negociação, finalmente o Ogro abriu as portas da sua nova casa para a revista Caras um bando de malacabados pisarem na grama, comerem tudo o que encontraram pela frente, sujarem o tapete da sala e ainda saírem reclamando.

A previsão do tempo, desde a manhã, já avisava que a chuva estava por perto e que no final do dia daria as caras; como ninguém é de açúcar, mantivemos os planos e sequer uma capa de chuva peguei (erro de principiante): no final do dia, conforme combinado, nos reunimos (eu, Diabolin e Landão) na saída de Porto Alegre para mais adiante encontrarmos o Avélinho em um posto de gasolina às margens da BR116. Dali para diante, seguimos naquele balé hipnótico de um bonde na estrada – sempre bonito, mesmo com uma pequena quantidade de motos – até a casa do Ogro, onde o próprio nos esperava.

Carne no fogo, cerveja gelada, muito papo… E veio a chuva. Pesada. Incessante. Mas seguimos o baile: durante algumas horas, ficamos ali, ao redor da churrasqueira, colocando e conversa em dia e torcendo para a chuva pelo menos diminuir. Nada. Então tá: simbora assim mesmo.

Os dois senhores do bonde, devidamente paramentados com suas capas de chuva, se divertiam às nossas custas: pior que eu só o Landão de mangas curtas – mas que foram devidamente cobertas com uma jaqueta surrupiada do armário do anfitrião. A mim, que estava de jaqueta de couro, restou proteger a câmera com um saco plástico (que só serviu para empoçar água) e pegar a estrada; foram cerca de 60km debaixo de uma quantidade considerável de chuva (aumentada pela falta dos equipamentos corretos) e o previsível aconteceu: cheguei em casa com mais água acumulada que uma piscina infantil. Ainda assim, com tudo isso, o bonde que me hipnotizou na ida fez o mesmo na volta: o reflexo das sinaleiras e cromados das motos dos meus companheiros serpenteando na chuva intensa pela BR-116 era uma cena de cinema.

No final das contas, tudo certo: mais uma bela Quinta Gaudéria – a primeira de muitas neste 2009.

Quinta Gaudéria (08/01/2009) - Foto 2Quinta Gaudéria (08/01/2009) - Foto 3

Quinta Gaudéria (08/01/2009) - Foto 4

Honda XL1000V Varadero


Concorrente direta da Suzuki DL1000 V-Strom na categoria das big-trails, a Varadero desembarcou oficialmente no Brasil apenas no ano passado, apesar de já existir na Europa desde o final da década de 1990; em meados deste ano, o modelo 2008 chegou nas lojas vestido de laranja com preto ou preto com cinza.

Recheada de tecnologia, a Varadero oferece a segurança do ABS (Anti-lock Brake System) e do DCBS (Dual Combined Brake System): este último, apresentado na Honda CBR 1000F 1992 (a “Hurricane”, que precedeu a Honda CBR1100XX Super Black Bird) é utilizado para que a distância de frenagem seja a menor possível. Como toda inovação, o DCBS recebeu aplausos e críticas: segundo alguns proprietários, o comportamento da moto não é previsível – especialmente nas entradas de curvas, quando o uso do freio dianteiro é bastante intenso – justamente porque o acionamento de um dos freios faz com que o outro também o seja.

Mesmo ao lado de outras  motocicletas de maior cilindrada, o porte dessa 1000 impressiona:  o motor V2 em L de 996 cm³ possui injeção eletrônica, câmbio de seis marchas e entrega 95 cv a 7.500 rpm e 9,9 kgf/m a 6.000 rpm. Os 241 kg a seco (mais os eventuais 25 litros do tanque, óleo, líquido de arrefecimento, condutor, garupa, bagagem, etc) estão equilibrados sobre pneus 110/80–19 na dianteira e 150/70–17 na traseira; no controle de tudo, fica o piloto (protegido por um pára-brisa com variação de 40 mm na altura) no confortável assento a 840 mm do solo.

Segundo o proprietário da laranjona abaixo – El GDM, que a batizou de “Galáxia” -, o motorzão de quase 1 litro bebe pouco na estrada: em viagem recente, rodando sempre entre 120 e 130 km/h, a média foi de aproximadamente 16 km/l – o que permite que sejam percorridos pelo menos 400 km a cada tanque de combustível.

Mais informações:

Varadero do GDM

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