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Arquivo de fevereiro, 2009

Suzuki Boulevard M800

28, fevereiro, 2009 Piréx 108 comentários

Quando as primeiras imagens da Suzuki Boulevard M800 apareceram na internet, os amantes da categoria dividiram-se entre os que torceram o nariz – onde já se viu custom com suspensão dianteira upside-down? – e os que aprovaram as linhas modernas da substituta da Suzuki Marauder: o visual bandido, com muitas áreas pintadas de preto e poucos cromados, associado ao painel dividido entre tanque e guidão, escapes com a ponta chanfrada e a sinaleira traseira com leds são detalhes que destacam essa estradeira entre as suas concorrentes. Os integrantes do primeiro grupo, entretanto, são obrigados a concordar que a M800 chama a atenção por onde passa e não são poucos os que pedem para tirar uma foto ou para saber quanto custa, a quanto corre e quantas cilindradas tem.

Refrigerado a água, o motor alimentado por injeção eletrônica e de exatas 805 cc dessa buleva gera 53 cv a 6.000 rpm e 7,03 kgf/m a 4.000 rpm; ela tem comprimento total de 2.370 mm, peso seco de 247 kg, câmbio de 5 velocidades, pneus 130/90-16 na dianteira e 170/80-15 na traseira, transmissão secundária por cardã e assento a 700 mm do solo.

Em viagem recente, tive como companhia na estrada a M800 2008 (de propriedade do César) que aparece nas fotos abaixo: rodando sempre em torno dos 110 km/h ela fez média de 17,5 km/l, o que permitiu que fossem percorridos aproximadamente 270 km sem paradas para abastecimento, uma vez que o tanque tem capacidade de 15,5 litros.

Mais informações:

Suzuki M800 do César

Suzuki M800 do César

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Quem é o leitor do Motorama? – 2ª edição

26, fevereiro, 2009 Piréx 2 comentários

[...] O segundo leitor do Motorama nesta quinta-feira é o Cássio Pires (na foto abaixo). Além de amante das viagens sobre duas rodas, nosso amigo “Piréx” também é chegado aos relatos dos lugares por onde passou através de um blog: (http://www.pirex.blog.br). [...]

Leia a íntegra do artigo no portal Globo.com: http://oglobo.globo.com/blogs/motorama/post.asp?t=quem-o-leitor-do-motorama-2-edicao&cod_Post=164247&a=590

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Yamaha TDM 900

25, fevereiro, 2009 Piréx 9 comentários

Há longínquos 10 anos, fui apresentado à TDM (que existe desde 1991 e tinha 850 cc naquela época) por intermédio de um grande amigo que havia adquirido uma zero quilômetro e que aparece, digitalizada, na primeira foto: eu ainda não tinha acesso às câmeras digitais e usei a minha Zenit para registrar a amarelona no Moto Beach de 1998. Desde a primeira vez que a vi, fiquei impressionado – entre outras coisas – com o seu acabamento, porte e posição de pilotagem.

Algum tempo depois daquele primeiro contato, conheci o Vôdegar – um Lorde! – na Lista Shadow 600: ele já teve uma TDM azul 2006, uma vermelha 2007 e atualmente possui a vermelha 2008 que aparece nas fotos abaixo; segundo ele, a 900 faz uma média de 25 km/l (a 100 km/h), permitindo assim rodar 500 km sem paradas para abastecer seu tanque de 20 litros. Ainda conforme o proprietário, acima de 100 km/h o consumo se comporta da seguinte forma: 110/120 km/h = 23/24 km/l; 130/140 km/h = 19/20 km/l; 160 km/h = 17/18 km/l; 180 km/h = 16 km/l (dados dependentes de carga, vento, etc).

A versão 2009 desta esguia bicilíndrica (com motor de 5 válvulas por cilindro derivado da Yamaha XTZ 750 Super Ténéré) de exatas 897 cc pesa 192 kg a seco, possui câmbio de 6 velocidades, assento a 825 mm do solo, entrega 86 cv a 7.500 rpm e tem torque máximo de 9,1 kgf/m a 6.000 rpm. Os pneus são 120/70-18 na dianteira e 160/60-17 na traseira.

Mais informações:

TDM 850

TDM do Vôdegar - Foto 1

TDM do Vôdegar - Foto 2

TDM do Vôdegar - Foto 3

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Viúva Negra, a moto que marcou gerações

21, fevereiro, 2009 Piréx 25 comentários

Corria o ano de 1993 e aqueles vinte e poucos cavalos da Agrale 27.5 Explorer estavam dominados – pelo menos na minha interpretação; como o brasileiro compra cilindradas e eu sou brasileiro, saltei da cadeira e corri para abraçar a oportunidade de trocar aquela mansa 200 cc monocilíndrica que dormia na minha garagem por uma nervosa 350 cc bicilíndrica. Em poucos dias eu já era o feliz proprietário da Yamaha RD 350 1975 bordô que aparece na primeira foto, minha primeira experiência – mas não a última – com uma moto que demandava habilidades de piloto que eu não possuía (quando cheguei em casa com ela, minha mãe estranhamente a chamou de “uma bela moto”; alguns anos depois retomei esse assunto com ela, perguntei o motivo do elogio e ela lembrou que achou a RD melhor por ser “menor” que a Explorer: mal sabia ela que, pelo menos neste caso, tamanho não é documento).

Apesar de eu não fazer a menor idéia do que estes números significavam na época (para ser sincero, não lembro nem de ter lubrificado a corrente alguma vez), minha RD desenvolvia 39 cv a 7.500 rpm (só a título de comparação, a Honda Shadow VT600C que tive muitos anos depois desenvolvia os mesmos 39 cv com suas 600 cilindradas): é muito justo, então, o apelido de Viúva Negra que ela ganhou na década de 1970, já que os freios subdimensionados não davam conta de segurar sua cavalaria (apesar da versão 1975 já contar com freio a disco na roda dianteira).

Para não fugir à regra das motos que tive, minha Viúva Negra tinha uma característica e um inconveniente: com o motor desligado, ela afogava em poucos minutos se a torneira do combustível não fosse colocada na posição OFF; ocorre que – aí vem o inconveniente – a vedação de uma torneira com quase 20 anos de uso não era exatamente perfeita, o que me fez passar muito tempo com os dedos da mão esquerda cheirando a gasolina misturada com óleo dois tempos. Perfume, dirão alguns. Ou não.

Momento History Channel

As histórias ao redor da lendária RD 350 surgiram em todos os mercados onde ela foi lançada: nos Estados Unidos, falava-se que a sigla RD significava Racing Death ou Road Death e era a vingança dos japoneses para as bombas atômicas lançadas sobre Hiroshima e Nagasaki, já que muitos americanos morreram enquanto a pilotavam. A verdade mais provável, entretanto, é que a sigla RD signifique Race Developed ou Race Derived, já que ela descende de motos de competição.

Segue o baile

Naqueles tempos inocentes, capacete era uma coisa que – literalmente! – nem me passava pela cabeça. Apesar da velocidade atingida pela moto em que andava, eu tinha aquela sensação de ser à prova de balas impregnada em qualquer jovem: a vestimenta oficial era tênis, bermuda e camiseta. Mesmo quando troquei de moto – novamente uma RD 350, mas agora uma LC (Liquid Cooled) ano 1988 -, continuei seguindo o mesmo padrão de proteção (eu sequer tinha um capacete) e só passei a me comportar melhor na minha terceira RD (a LC azul, ano 1990, que aparece na segunda foto).

Segundo os mais ortodoxos, a denominação “Viúva Negra” não se aplica às RDs modelo LC; popularmente, entretanto, todas são conhecidas pelo apelido e isso se deve à continuidade do descompasso entre o ato de acelerar e o de frear: as Liquid Cooled desenvolviam 55 cv a 9.000 rpm e mais de uma vez testei a facilidade de atingir altas velocidades e a dificuldade de parar. Hoje em dia, já com os “enta” apontando na curva, não canso de recomendar: respeite as leis de trânsito, pilote sempre equipado, não ultrapasse seus próprios limites e muito menos os da moto.

RD 350 Viúva Negra 1975

RD 350 1990

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Yamaha Drag Star XVS 650

18, fevereiro, 2009 Piréx 13 comentários

Única representante nacional da Yamaha na categoria custom, a Drag Star XVS 650 disputou inicialmente uma fatia de mercado com a Honda VT600C Shadow e em seguida com a Honda Shadow 750: no fechamento de 2008, a Drag aparece em quarto lugar no relatório da FENABRAVE com 1.819 unidades emplacadas (a título de curiosidade, o primeiro lugar é da Dafra Kansas 150, com 12.728 unidades, o segundo é da Shadow 750, com 2.508 unidades e o terceiro da FYM FY 250, com 1.870 unidades).

Impulsionada por um motor bicilíndrico carburado e arrefecido a ar de 649 cc que entrega 40 cv a 6.500 rpm e 5,19 kgf/m a 3.000 rpm, a Drag tem assento posicionado a 695 mm do solo, transmissão secundária por cardã, câmbio de 5 velocidades, pneus 100/90-19 na dianteira e 170/80-15 na traseira, pesa 215 kg a seco e segue a linha long and low, com linha da cintura baixa e grande distância entre-eixos (comprimento total de 2.340 mm).

Em viagem recente, tive como companhia na estrada a Drag Star 650 2005 (de propriedade do André) que aparece nas duas primeiras fotos: rodando sempre em torno dos 110 km/h ela fez média de 18 km/l, o que permitiu que fossem percorridos aproximadamente 288 km com cada tanque de combustível (que comporta até 16 litros).

Desde a apresentação da Yamaha XVS 950 Midnight Star (que aparece nas duas últimas fotos em imagens de divulgação do fabricante) no Intermot 2008, corre um boato sobre a provável substituição no mercado brasileiro da Drag Star 650 por ela. Além do substancial aumento da cilindrada, mecanicamente ela difere bastante da irmã menor: na 950, a transmissão é por correia dentada e ela conta com injeção eletrônica de combustível. Aguardemos.

Mais informações:

Drag Star do André

Drag Star do André

Yamaha XVS 950 Midnight Star

Yamaha XVS 950 Midnight Star

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