Na semana passada estive em uma concessionária Honda para substituir o pneu traseiro* da minha moto e aproveitei para ver de perto a nova CB 1300 (que aparece abaixo em imagens de divulgação do fabricante): talvez por ter chegado no Brasil quase no final de 2008, a Honda tenha optado por chamá-la de Nova CB 1300; curiosamente alguns jornalistas especializados a batizaram de CB 1300 2009, mas ela é, de fato, ano e modelo 2008.
Mecanicamente a nova CB13 difere muito pouco do modelo que possuo; a grande evolução, entretanto, é valiosa especialmente para quem a utiliza em condições adversas (como chuva ou pista com areia, por exemplo): o ABS. Segundo os técnicos, o Anti-lock Brake System não foi projetado para reduzir a distância de frenagem e sim para evitar o travamento das rodas, o que pode acontecer precipitadamente em uma motocicleta sem o acessório. A diminuição da cavalaria – 111 cv contra os 115 cv do modelo anterior – não é significativa tanto pela pequena diferença quanto pela proposta de uso da motocicleta: em uma RR estes 4 cv poderiam fazer falta, mas não em uma Citizen Band.
Como se diz aqui no sul, “gosto é como braço: cada um tem o seu”. Partindo desse pressuposto, discutir a beleza (ou a falta dela) de um veículo é uma conversa que não chega a lugar algum: qualquer fabricante estuda a maneira de atingir a maior quantidade possível de consumidores com seu produto e sabe que desagradará alguns; no meu caso, a nova CB não me desagradou – mas, talvez pelo hábito, não me agradaram o grafismo do painel e as labaredas (ou seriam tribais?) no tanque e na carenagem lateral. Mais relevante do que esses detalhes é o desaparecimento da trava pélvica que existe na versão anterior no banco do garupa, item que traz conforto para o piloto e para passageiro impedindo que este último escorregue para frente (o design do banco como um todo também não me agradou, mas neste caso voltamos à questão do gosto pessoal).
Em sua nova versão, a CB 1300 continua carregando as características que a fizeram uma motocicleta de sucesso (especialmente no Japão e na Europa); como em todo lançamento, entretanto, as mudanças geram uma ligeira estranheza especialmente nos proprietários já habituados ao visual da versão anterior. Aguardemos para ver como reage o mercado (foram emplacadas 431 unidades em 2007, 649 em 2008 e 41 até fevereiro de 2009; se considerarmos a chegada da nova versão como outubro de 2008, podemos chutar que as 578 unidades emplacadas entre janeiro e outubro de 2008 são do modelo 2007 e as 112 restantes são do modelo 2008).


* Substituí o pneu original, um Dunlop 180/55-17 que durou pouco mais de 11 mil km e só o encontrei pela bagatela de R$ 1308; assim, coloquei um Michelin Pilot Road 2 (bicomposto e com as mesmas medidas) que custou R$ 624. Ainda falando sobre custos de manutenção, cabe registrar que as revisões dos 1000 km e dos 6000 km custaram, respectivamente, R$ 111 (R$ 63 do filtro e R$ 48 do óleo) e R$ 112 (R$ 56 do filtro e R$ 56 do óleo) na concessionária.






























