Harley-Davidson Softail Deluxe


Não sou um grande conhecedor das motocicletas construídas pela lendária fábrica de Milwaukee, mas, como motociclista, muitas vezes me deparo com modelos que chamam a minha atenção – e este foi exatamente o caso da Harley-Davidson Softail Deluxe, moto à qual fui apresentado pessoalmente quando estive na cidade de Chapecó (SC) em agosto do ano passado (o Diário de Bordo recomenda: relatos de proprietários, versões produzidas e outras informações podem ser encontradas na categoria Harley-Davidson do blog do Seo Craudio, o Cultura de Privada).

Dona de linhas elegantes, acabamento impecável e um porte que impõe respeito, a Deluxe usa o seu motor de exatos 1584 centímetros cúbicos (com injeção eletrônica e que gera 12,2 kgf/m a 3.300 rpm) para colocar os seus mais de 300 kg distribuídos ao longo de 2.400 mm em movimento: a transmissão final é por correia dentada, o câmbio é de 6 velocidades, o assento está colocado a 622 mm do solo e em seu tanque de combustível cabem 18,9 litros.

O exemplar que aparece nas imagens abaixo, ano 2008,  é de propriedade do Prourique, companheiro do fórum HornetOnLine que recentemente adquiriu uma Harley-Davidson: segundo ele, o motorzão da Deluxe é bastante econômico e rodando em velocidades de até 100 km/h o consumo chega a 22 km/l, gerando uma autonomia de aproximadamente 415 km sem paradas para abastecimento (com garupa e até 120 km/h o consumo cai para 18 km/l, complementa o proprietário).

Mais informações:

Harley-Davidson Softail Deluxe

Harley-Davidson Deluxe - Foto 1

Harley-Davidson Deluxe - Foto 2

Harley-Davidson Deluxe - Foto 3

7º Moto Tchucos (14/03/2009)


Rota: Porto Alegre/Novo Hamburgo/Picada São Paulo/Dois Irmãos/Sapucaia do Sul/Porto Alegre

Distância percorrida: 180 km

No ensolarado dia de ontem fui até Sapucaia do Sul (RS), cidade onde acontecia desde a sexta-feira 13 o 7º Moto Tchucos, evento organizado pelo pessoal do Tchucos Moto Clube: para espichar um pouco a motocada (apenas 19 km separam Sapucaia de Porto Alegre), fui até Picada São Paulo acompanhado do Diabolin e tirei algumas fotos do pessoal aproveitando as curvas da BR-116; na volta, paramos no Café da Vovó para um papo e uma gelada – no meu caso, acompanhada de um pastel, claro.

Cheguei na festa dos Tchucos no meio da tarde e era possível ver por todos os lados (embaixo da tenda, à sombra das árvores ou mesmo sob o sol) amigos rindo, falando alto e – elemento agregador desse pessoal – discutindo sobre motos e motociclismo.

A última foto deste artigo é o retrato – literalmente! – do evento: a convite do comunicador, um representante de cada moto clube/grupo se dirigiu até a frente do palco para o registro oficial (só a movimentação e a tentativa de organização de todo esse pessoal já foi uma festa); quando estavam todos prontos e as máquinas fotográficas a postos, alguém gritou “digam xis!” e foi um festival de flashes, todos registrando essa espetacular confraternização.

Mais informações:

Curva em Picada São Paulo

Harley-Davidson Sportster 883

Capacete Arai

Crânio na moto

Bandeira do RS na moto

Capacete Shoei

Triciclo

Foto oficial do evento

Mais fotos no álbum 7º Moto Tchucos.

Evento de estreia: I Motomix


Sábado, 25 de outubro de 1997, 7h da madrugada. Chove em todo sul do Brasil. Eu durmo o sono dos inocentes até o telefone celular tocar ao meu lado. Por conta da mãe de todas as ressacas, o toque ecoa dentro da minha cabeça. Atendo ainda dormindo e a voz do outro lado já sai falando:

“E aí, vamo?”

“Ahn? Onde? Quem falando?”, respondo com aquela voz sobrenatural do dia seguinte.

“Para Criciúma! Te mexe!”

“Mas chovendo!”

“E tu é de açúcar por acaso?”

Não, claro que não – ainda mais com aquela nervosa RD 350 LC azul (sobre a qual falei no artigo Viúva Negra, a moto que marcou gerações) na garagem pedindo estrada: relutei, na verdade, porque não sabia o que esperar de um evento de motociclismo. “Melhor me arrepender pelo que fiz do que o contrário”, pensei comigo: coloquei rapidamente algumas peças limpas de roupa em um saco, prendi no banco do garupa com uma “aranha” e fui ao encontro do meu interlocutor que me esperava montado em uma Honda CBX 750 Indy emprestada por um amigo.

Após alguns minutos de papo e um café, colocamos (nós e mais alguns amigos, como é possível ver na primeira foto) as motos na estrada rumo ao I Motomix, evento de motociclismo que no ano de 2008 teve sua 11ª edição realizada na cidade de Criciúma (SC). Poucos quilômetros depois da partida, entretanto, meu amigo comentou que estava preocupado com uma luz que acendia eventualmente no painel: seria um problema elétrico? Ou mecânico? Conversa vai, conversa vem, descobrimos: a tal luz que possuía a inscrição Top era apenas o indicador de última marcha engatada. Resolvido o “problema”, retomamos a viagem e não demorou muito – a distância a ser percorrida era pequena, cerca de 200 km – para encostarmos as motos no hotel onde pouco ficaríamos nos próximos dias.

Motos descarregadas e pilotos instalados, partimos para o (se não me falha a gasta memória) Parque Centenário, local da festa que durou 3 dias na lotada cidade do sul catarinense. Além da muvuca (notadamente pneus sendo fritados no meio da multidão, tipo de brincadeira de mau gosto que infelizmente persiste até hoje) no parque que durava o dia todo, à noite a bagunça continuava nas boates da cidade; a maior delas tinha inclusive uma terrível – para os que tomaram algumas a mais – pista de dança giratória: vira e mexe um participante do encontro capotava e por ali mesmo ficava.

O domingo chegou rápido e junto com ele um sol de rachar; para não perder o embalo, juntamos os pertences, subimos nas motos e tocamos para casa: por toda a estrada me acompanhou, dentro da jaqueta, uma peça de cerâmica (que aparece na última foto com a reprodução do cartaz do evento) que resta intacta até hoje, bem como a minha ligação com o mundo das duas rodas.

1º Motomix - foto 1

1º Motomix - foto 2

1º Motomix - foto 3

    REDES:  

  • rss
  • youtube
  • Twitter
  • flickr
  •  
  • PESQUISAR NOS ARQUIVOS: