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Arquivo de abril, 2009

10º Salão de Motos de Porto Alegre (23/04/2009)

24, abril, 2009 Piréx 10 comentários

Depois de ter edições anteriores realizadas no DC Navegantes e na PUC/RS, o Salão de Motos – que está em sua décima edição – abriu suas portas no dia 21 e segue assim até o dia 26 de abril no Centro de Eventos da FIERGS (no site oficial do evento é possível encontrar mais informações e aqui no blog estão documentadas minhas visitas em 2007 e 2008).

Minha primeira tentativa de visitar o Salão aconteceu no final da tarde de terça-feira, feriado e primeiro dia do evento. Como era previsível, o movimento foi enorme e filas se formaram, o que fez com que eu adiasse a visita para a noite de quinta-feira. De qualquer sorte, pude constatar que há muitos seguranças, o prédio onde tudo acontece é bastante amplo e a área para estacionamento de carros e motos é grande; sobre este último aspecto, reproduzo o comentário de um amigo: “Se o evento é de motociclismo, porque o estacionamento de carros é o que tem acesso privilegiado ao Salão?”.

Fabricantes e importadores de motocicletas

Como acontece todos os anos, os grandes players do mercado – Honda, Yamaha, Suzuki e Kawasaki – estão apresentando seus produtos através de suas concessionárias (em relação ao ano passado, pelo menos duas grandes ausências: BMW e Harley-Davidson); ainda neste segmento, estão expondo também Garini, Dafra, MVK, KTM, Piaggio e Kasinski.

Este evento não tem a tradição de ser utilizado pelas montadoras para apresentar suas novidades, mas pude ver de perto a Suzuki DL650 V-Strom (uma delas pintada de preto fosco), a Suzuki GSX650F (substituta da GSX750F, popularmente conhecida como “Mônica”), a Yamaha XT 660 R (com cores e grafismos novos), a KTM 990 Adventure e algumas curiosidades, como duas Hornets de competição e uma Harley-Davidson Road King Police recentemente adquirida.

Equipamentos e acessórios

Provavelmente a maior virtude (ou em última análise a vocação) do Salão de Motos de Porto Alegre seja a reunião em um só local de várias lojas de equipamentos e acessórios: quem está procurando capacetes, botas, calças, jaquetas, luvas ou algum outro equipamento certamente o encontrará no Salão – mas a dica do ano passado ainda vale: como o evento segue até domingo, é melhor esperar pelas promoções de encerramento.

Uma curiosidade: atestando a força do mercado de equipamentos e acessórios – que, em teoria, orbita o de motos -, uma das lojas presentes no evento possui um estande com o dobro de área do maior entre os fabricantes de motocicletas.

Vista do Salão de Motos 2009

Honda Hornet de competição

KTM 990 Adventure

Kawasaki ZX-10R

Suzuki GSX650F

Yamaha XT 660

Honda CBR Fireblade

Harley-Davidson Road King Police

Mais fotos no álbum 10º Salão de Motos de Porto Alegre.

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Rio Pardo e Santa Cruz do Sul, destinos imperdíveis (21/04/2009)

22, abril, 2009 Piréx 6 comentários

Rota: Porto Alegre/Pantano Grande/Rio Pardo/Santa Cruz do Sul/Canoas/Porto Alegre

Distância percorrida: 360 km

Já fazia um bom tempo que eu passava pelo recentemente concluído trevo de acesso da BR-290 à BR-471 imaginando quando poderia rodar naquela região. Na última terça-feira, feriado de Tiradentes, surgiu a oportunidade e fomos (eu e o Avélinho) aproveitar o dia de sol motocando por aquelas bandas.

A idéia inicial era almoçar em Santa Cruz do Sul; no caminho até lá, entretanto, está a histórica Rio Pardo, onde paramos para abastecer as motos, ter a mão lida por uma cigana e registrar a cidade com nossas câmeras.

Em todos os segmentos de estrada que passamos (de BR-290, BR-471, RS-287, BR-386 e BR-116) o asfalto está muito bom, apesar das praças de pedágio em alguns deles; a boa notícia é que nesta rota motos pagam somente na praça da BR-290 em Eldorado do Sul.

Primeira parada: Rio Pardo

Município com participação destacada na Revolução Farroupilha, Rio Pardo está localizado às margens do Rio Jacuí e possui muitos bens históricos, alguns tombados – como é o caso da Rua da Ladeira, primeira rua calçada do Rio Grande do Sul – e outros não.

Apesar de ter sido elevada à categoria de cidade apenas em 1846, Rio Pardo começou a ser colonizada em 1750 pelos portugueses: segundo o tratado de Tordesilhas, o Rio Grande do Sul estava nos domínios da Espanha, mas não houve inicialmente grande interesse por parte dos espanhóis; quando eles resolveram tomar a região, foram detidos pelos Dragões da Fortaleza Jesus Maria José de Rio Pardo (por nunca ter sido rendida, essa fortaleza recebeu o nome de Tranqueira Invicta).

Apesar de hoje ocupar uma área de pouco mais de 2 mil km2, Rio Pardo já teve mais de 150 mil km2 quando a Capitania do Rio Grande de São Pedro foi dividida para a criação das primeiras vilas do estado (as outras, menores, eram Porto Alegre, Rio Grande e Santo Antônio da Patrulha).

Mais informações:

Centro Regional de Cultura de Rio Pardo

Detalhe da porta do Centro Regional de Cultura de Rio Pardo

Igreja em Rio Pardo

Torre de Igreja em Rio Pardo

Destino final: Santa Cruz do Sul

Um dos principais núcleos de colonização alemã do Rio Grande do Sul, Santa Cruz do Sul já fez parte do município de Rio Pardo (de quem emancipou-se em 1877) e hoje é uma cidade com mais de 120 mil habitantes conhecida principalmente pela cultura do fumo e por sediar a Oktoberfest.

Chegamos por volta do meio-dia e fomos direto à praça central, local onde fica um restaurante muito bom: essa foi a segunda vez que estive em Santa Cruz, mas na primeira quase não pude andar pela cidade. Sabendo que a colonização deixou raízes também na alimentação, um dos participantes da motocada (que não eu) chegou ao restaurante já perguntando pelo joelho de porco (ou Eisbein), prato tradicional da culinária alemã; infelizmente – para ele – o acepipe não estava disponível.

Almoçados, resolvemos baixar a comida com uma caminhada pela praça e ruas adjacentes: minha avaliação não serve como base (por ser um feriado), mas imagino que as amplas ruas e avenidas colaborem para que o trânsito seja bastante tranquilo sempre. Ao longo delas, construções visivelmente influenciadas pela cultura germânica – algumas delas reformadas (para abrigar lojas) mas preservadas.

Mais informações:

Monumento na praça de Santa Cruz do Sul

Igreja em Santa Cruz do Sul

Monumento em Santa Cruz do Sul

Estação Santa Cruz

Mais imagens no álbum Rio Pardo/Santa Cruz do Sul.

Páginas do passado

18, abril, 2009 Piréx 2 comentários

Apesar da minha opinião ser parcial e nada original nesse assunto – já que, tenho certeza, muitos concordarão comigo -, cada vez que mexo nos guardados e localizo imagens como as que seguem abaixo fico mais fã do universo fotográfico: o momento congelado é um retrato (no sentido literal da palavra) fiel daquela fração de segundo que não volta mais.

Analise comigo as imagens abaixo: elas eternizam um contexto e não só um motivo principal; nelas, identifico carros e prédios da época, modelos de motocicletas que fizeram história, amigos que já se foram e outros com os quais continuo rodando – e essa é a minha interpretação. Olhando as mesmas fotos, outros farão uma leitura diferente, talvez técnica (o enquadramento é ruim? A composição da cena é pobre? A exposição foi exagerada?) ou igualmente passional como a que faço agora.

E antes que alguém pergunte, já adianto que os riscos sobre as fotos são culpa de um fotógrafo pouco acostumado aos hábitos de uma câmera reflex: até hoje não sei se foi um encaixe mal feito na tampa traseira ou na objetiva, mas fico feliz de não ter descartado as imagens por conta do meu erro.

Encontro de motociclistas de Osório - 1997

Encontro de motociclistas de Osório - 1997

Encontro de motociclistas de Osório - 1997

Encontro de motociclistas de Osório - 1997

Encontro de motociclistas de Osório - 1997

(N. do E.: recorte do Jornal Revisão, coluna Esporte, página 12, de 16 de dezembro de 1997; as fotografias, agora digitalizadas, foram capturadas com uma câmera Zenit.)

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Açoriana Mostardas (09/04/2009)

9, abril, 2009 Piréx 16 comentários

Rota: Porto Alegre/Viamão/Capivari do Sul/Mostardas/Capivari do Sul/Viamão/Porto Alegre

Distância percorrida: 460 km

A cidade de Mostardas, onde residi por um par de anos no início da década de 1980, é um dos locais do Rio Grande do Sul colonizados por casais vindo do Arquipélado dos Açores que ainda preserva a herança (na gastronomia e nas edificações, para citar dois exemplos importantes) açoriana.

Situada entre a Lagoa dos Patos e o Oceano Atlântico, a Freguesia de Mostardas (como era chamada no século XVIII) está em uma área de fauna e flora exuberantes (a quarta foto foi capturada nos fundos de uma das casas onde morei), preservadas, entre outros motivos, pelo difícil acesso à região: batizada de “Estrada do Inferno”, a RSC-101 fez com que os usuários do trecho compreendido entre os municípios de Palmares do Sul e Mostardas demorassem comumente mais de 10h para vencer seus pouco mais de 100 km.

Com a chegada do asfalto à cidade, muitos problemas foram resolvidos (como o escoamento da produção agrícola e a remoção por via terrestre a qualquer momento de doentes); atualmente, apesar de alguns trechos (apenas 4 ou 5 de aproximadamente 500 metros cada um) estarem sendo reconstruídos, a viagem é tranquila – mas é necessário ficar de olho nos buracos que ainda não foram cobertos. Os muitos anos de uso, com trânsito pesado e aparentemente sem a manutenção adequada, cobraram seu preço.

Depois de almoçar muitíssimo bem, dei uma caminhada pela cidade, revi os lugares da minha infância e conversei com a gurizada que cercava a moto quando voltei; em muitos aspectos, me vi neles. Conversei com amigos (que me informaram das ótimas condições da RSC-101 dali para frente – até Tavares e São José do Norte, de onde é possível atravessar de balsa para Rio Grande) e, como a tarde ainda estava pela metade, resolvi tentar ir até o Farol da Solidão. Eu sabia que a estrada era de chão batido, mas não de areia: como a CB não se dá bem com estradas deste tipo, por segurança, deixei as fotos do farol para outro dia.

Mais informações:

Trecho em reforma da RSC-101

Igreja de Mostardas

Rua XV de Novembro

Margem da RSC-101

Estrada para a Praia da Solidão

Mais fotos no álbum Mostardas do meu Picasa.

Rumo aos Campos de Cima da Serra (08/04/2009)

8, abril, 2009 Piréx Sem comentários

Rota: Porto Alegre/Osório/Santo Antônio da Patrulha/Taquara/Porto Alegre

Distância percorrida: 270 km

Um dos principais caminhos para quem está em Porto Alegre e Região Metropolitana e se dirige aos Campos de Cima da Serra (como é denominada a área do Rio Grande do Sul que abrange São Francisco de Paula, Cambará do Sul, São José dos Ausentes, etc), a RS-020 é uma rodovia estadual que liga a RS-030 (em Gravataí) à BR-285, próximo a São José dos Ausentes, em um total de 207 km.

A partir de Porto Alegre, a chegada até a RS-020 depende da passagem pela RS-118 (ao menos pelo caminho mais fácil), rodovia que está com o piso em péssimas condições como é possível ver nas fotos abaixo (repare no estado do acostamento e nas deformações da pista): a julgar pelo andamento das obras de reforma e duplicação, ainda será necessário aguardar um bom tempo para que seja possível transitar entre Gravataí e Sapucaia do Sul com segurança (em meados de 2007 a previsão de conclusão era o segundo semestre de 2008). Ao sair da RS-118 e acessar a RS-020, entretanto, o cenário encontrado é outro: o asfalto está em boas condições e, apesar de demandar uma certa atenção do usuário – tanto por ser uma zona urbana em alguns segmentos quanto pela falta de acostamento em outros -, a tranquilidade do passeio é garantida (se não for necessário parar, especialmente no trecho entre Taquara e São Francisco de Paula).

A parte da RS-020 (adiante de Cambará do Sul) que ainda resta sem pavimentação não é recomendável para motos que não sejam big-trails; mesmo utilizando uma destas, é nessário rodar com cautela em função do piso rochoso: uma batida com o cárter (ou outra parte sensível qualquer) nas muitas pedras da estrada e a viagem chega ao fim. Em 2006 cruzei este trecho (e o da BR-285) indo em direção a São José dos Ausentes, onde pernoitei para no dia seguinte cruzar a fronteira RS/SC pela estrada que liga Bom Jesus (RS) a São Joaquim (SC). As paisagens da região são cinematográficas – morros, rios, plantações de eucalipto -, mas é preciso estar preparado para qualquer emergência: pelo menos à época, não havia sequer sinal de celular por aquelas bandas e por muito quilômetros não se vê viva alma.

Mais informações:

RS-118

RS-118