Rota: Porto Alegre/Osório/Terra de Areia/São Francisco de Paula/Taquara/Gravataí/Porto Alegre
Distância percorrida: 360 km
Dirija com seriedade.
Essa frase, que mais parece um slogan de campanha pela paz no trânsito, estava grafada no para-choque de um caminhão (com placas do RJ) que trafegava hoje pela manhã na BR-290 quando rumávamos, eu e o Avélinho, para a Rota do Sol: por conta dela, acabei fazendo uma projeção desse cenário, onde todos usam o indicador de direção, só buzinam quando necessário, respeitam a sinalização e os outros motoristas, etc etc. Quem sabe um dia?
O primeiro sábado do inverno (que deveria ser de sol, pelo menos segundo a previsão do tempo) amanheceu nublado e assim se manteve ao longo do dia: em algumas localidades mais altas por onde rodamos (como a região de Cambará) a estrada simplesmente sumiu debaixo de um forte nevoeiro. Desnecessário dizer que a sensação térmica estava para lá de desconfortável, apesar do termômetro da moto indicar razoáveis 10 graus; o mesmo frio, entretanto, fez a bela cidade de São Francisco de Paula ficar tomada pelo perfume de nó de pinho na lareira e pinhão cozido.
Conforme eu havia comentado no artigo 1º Moto Chuleio (20/06/2009), o trecho da BR-101 entre Osório e Morro Alto está em grande parte duplicado; mais ao norte, entretanto, há muitos desvios e piso deformado, exigindo cautela e baixa velocidade dos usuários: em Terra de Areia, o acesso à Rota do Sol está mal sinalizado e não conseguimos identificar a forma de mudar de rodovia (da BR-101 para a RS-486) para quem transita no sentido sul/norte. Além deste, apenas o segmento da RS-020 entre o acesso da Rota do Sol e São Francisco de Paula exige atenção (especialmente por parte dos motociclistas) em função dos buracos no asfalto.
Mais Rota do Sol aqui no Diário de Bordo:





Piréx Motocadas br-101, rota do sol, rs-020
Rota: Porto Alegre/Osório/Capão da Canoa/Morro Alto/Osório/Porto Alegre
Distância percorrida: 275 km
Aconteceu nos dias 19 e 20 deste mês na praia de Capão da Canoa (RS), balneário que recebeu na década de 1920 os primeiros veranistas (principalmente de Porto Alegre e da Serra Gaúcha), o 1º Moto Chuleio e 2º Aniversário do Moto Club, evento organizado pelo Moto Club Galera do Chuleio.
O sábado de sol e temperatura amena incentivou muitos motociclistas a colocarem suas máquinas na estrada: por onde andei (BR-290, RS-389, RS-407 e BR-101), encontrei muitos aproveitando o último dia de outono do ano.
Na volta, rodei pelo trecho Morro Alto/Osório da BR-101 (estrada que já mereceu alguns parágrafos aqui no blog nos artigos 2º Evento Nacional de Motociclistas e Natal das Sombras 2008) e fiquei positivamente surpreso: ainda há muito o que ser feito (especialmente para o norte da RS-407), mas, a julgar pelos segmentos concluídos (um deles aparece na última foto), o resultado final será muito bom.





Mais fotos no álbum 1º Moto Chuleio.
Piréx Encontros br-101, capão da canoa, encontro, moto chuleio
Apesar de já ter percorrido muitas vezes (e escrito sobre isso aqui no blog) o trecho da BR-116 entre Novo Hamburgo e Picada Café (RS), não me canso de voltar lá: nesta época do ano, os plátanos estão perdendo suas folhas, o que reforça o clima bucólico da região.
A luz difusa da tarde de hoje convidava para fotografar e a Tenda do Umbú, um democrático ponto de encontro de motociclistas localizado em Picada Café, foi o meu destino. Com o bom piso da BR-116 e o pouco trânsito, motocar até lá nem de perto é um problema – bem pelo contrário: para quem gosta de curvas e belas paisagens, este segmento da Rota Romântica é um prato cheio.
Na volta, uma grata surpresa em Dois Irmãos: o I Encontro MOPAR, ao lado do Café da Vovó, com uma exibição de Dodges espetacular (não sei se alguém fez essa conta, mas a cavalaria total dos automóveis presentes no evento deveria ser algo no mínimo impressionante).








Mais fotos no álbum Tenda do Umbú & I MOPAR.
Piréx Motocadas br-116, dois irmãos, mopar, rota romântica, tenda do umbú
Rota: Porto Alegre/São Leopoldo/Bento Gonçalves/São Leopoldo/Porto Alegre
Distância percorrida: 240 km
A cidade de Bento Gonçalves (RS), Capital Brasileira do Vinho, está localizada no Vale dos Vinhedos, recebeu seu nome em homenagem ao heroi farroupilha Bento Gonçalves da Silva, foi colonizada por imigrantes italianos (na década de 1870) e nela foi realizada em 1967 a I Fenavinho, a Festa Nacional do Vinho, evento que a tornou conhecida nacionalmente. O vínculo com a Itália é tamanho que ela é uma cidade-irmã de Rovereto, Nogaredo, Terragnolo, Trambileno e Villa Lagarina, todas pertencentes à região de Vallagarina, na Província de Trento.
Me lembro bem do frio de renguear cusco que fazia naquele junho de 2007 quando eu, Avélinho e Ogro resolvemos conferir de perto o VIII MotoSerra em Bento Gonçalves – e se na ida o vento gelado entrava por cada costura da roupa, na volta a noite apresentou suas armas e o café preto foi a solução para esquentar as articulações endurecidas pela baixa temperatura.
Como é costume no Rio Grande do Sul, a tradição foi mantida e o frio se fez presente mais uma vez: no final de tarde, estavam todos encasacados e, durante a noite, poucas motos podiam ser vistas rodando pela cidade; os corajosos que encararam o frio estavam, em sua grande maioria, se deslocando entre seus hotéis e um dos muitos restaurantes que servem comidas italianas (sempre acompanhadas de um bom vinho, naturalmente – mas se você for beber, não pilote: alguns restaurantes possuem vans que buscam e levam seus clientes).
No meio da manhã de hoje, voltando para casa, o painel da moto apontava (no trecho entre Bento Gonçalves e São Vendelino) 8 graus – mas a sensação era de muito menos: novamente o vento me gelou até a alma e dessa vez debaixo de um sol escancarado. Haja cobertor de orelha para aguentar essas temperaturas.
Mais informações:







Mais fotos no álbum X MotoSerra.
Piréx Encontros bento gonçalves, encontro, motoserra