BMW S1000RR


A Bayerische Motoren Werke informou há alguns dias que a bela S1000RR (tetracilíndrica de 999 cc, 193 cv e 184 kg) deverá chegar em dezembro aos Estados Unidos pelo preço de US$ 13.800. Como se não bastasse, veja só a comparação que o site Asphalt and Rubber fez entre os preços (lá nos EUA, é claro) da S1000 e suas potenciais concorrentes:

Fabricante/Modelo US$
Ducati 1198S 21.795
Ducati 1198 16.495
Ducati 848 13.995
BMW S1000RR 13.800
Suzuki GSX-R1000 12.899
Yamaha R1 12.390
Honda CBR1000RR 11.999

E se dinheiro não for um problema (nunca é), solicite que a sua S1000 venha com ABS + controle de tração (US$ 1.480; só ABS: US$ 1.000), quick shifter (US$ 450), alarme (US$ 395) e pintada de Alpine White Non-Metallic, Magma Red Non-Metallic and Lupin Blue Metallic (US$ 750).

Todos com os passaportes carimbados na mão? Vambora.

Mais informações:

BMW S1000RR - Foto 1

BMW S1000RR - Foto 2

BMW S1000RR - Foto 3

BMW S1000RR - Foto 4

[Via Hell for Leather e Asphalt and Rubber]

Honda CB 1300 Super Four, 15000 km depois


Tenho escrito seguidamente aqui no Diário de Bordo a respeito das minhas impressões sobre algumas motocicletas e esse tipo de artigo é o que mais repercute, seja na quantidade de leitores ou de comentários: deduzo, a partir disso, que o objetivo de compartilhar informações sobre os modelos que rodam ou rodarão por aqui – um dos principais do Diário de Bordo – está sendo atingido.

Seguindo nessa linha, vou aproveitar os 15.000 km rodados com a CB 1300 para atualizar os interessados (no passado, escrevi sobre ela nos artigos Honda CB 1300 Super Four e Nova Honda CB 1300 Super Four) abordando assuntos sobre os quais mais recebo perguntas.

1. Seguro
Quando adquiri a Hornet, a Porto Seguro estava com uma promoção para motos Honda zero quilômetro; ao trocá-la pela CB, em abril de 2008, transferi o seguro e o valor total ficou em R$ 2,3 mil; ao renová-lo, acabei pagando R$ 2,7 mil e, este ano, o valor cotado foi de R$ 3,5 mil. Depois de muito bater cabeça e até pensar em me desfazer dela, consegui um valor razoável na BB Ouro Auto (R$ 2,2 mil): pelo menos até a próxima renovação de seguro, sigo com a CBzona.

2. Revisões
Nas duas primeiras revisões, nada foi feito além da lavagem, troca de óleo e filtro: curiosamente chamadas de grátis (aos 1.000 km e 6.000 km), elas custaram R$ 111 (R$ 63 do filtro e R$ 48 do óleo) e R$ 112 (R$ 56 do filtro e R$ 56 do óleo) respectivamente. Nas seguintes, passei a bola para o meu mecânico de confiança que, em geral, cobra R$ 80 pelo serviço e materiais (óleo e filtro).

3. Acessórios
A gama de acessórios para a CB 1300 aqui no Brasil é, para dizer o mínimo, limitada. Com a aproximação da viagem ao Uruguai (que está dividida em 4 artigos aqui no blog e o primeiro é o 1000 quilômetros de Brasil, 1000 de Uruguai – Primeiro dia), decidi mandar fazer um suporte de baú semelhante ao que eu tinha visto em um catálogo europeu (existe um para vender aqui no Brasil, mas a fixação dele é mais trabalhosa e achei que seria muita mão de obra se quisesse colocá-lo e tirá-lo eventualmente; por outro lado, ele deve suportar mais carga): o resultado ficou bom, mas acabei viajando com o suporte sem pintura.

Recentemente coloquei um escapamento Yoshimura (TRS Tri-Oval Stainless Steel, comprado na Power Racing por US$ 387 com frete incluso) e fiquei bastante satisfeito: o consumo não mudou, o ruído não é exagerado e a mudança é perceptível – para melhor – no comportamento geral da moto.

4. Pneu traseiro
Para minha surpresa, pouco depois dos 11.000 km o pneu traseiro entregou os pontos (com uso normal, nada de borrachões ao algo que o valha). Pesquisando no mercado, acabei escolhendo o Michelin Pilot Road 2 (bicomposto e com as mesmas medidas do original, um Dunlop 180/55-17 que é vendido na concessionária por R$ 1.308) que custou R$ 624.

5. Mercado
Segundo a FENABRAVE (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores), no ano de 2008 foram emplacadas 649 unidades da CB 1300 contra apenas 113 nos primeiros 6 meses de 2009: se por um lado isso se traduz em exclusividade, por outro explica a falta de interesse dos fabricantes nacionais de acessórios em criar itens para este modelo.

Até o presente momento, este é o histórico da moto que me acompanha tanto no uso urbano quanto no rodoviário: como eu imaginava quando a comprei, ela se sai bem em ambos os ambientes e não me surpreendeu muito no que diz respeito aos custos envolvidos, apresentando, afinal, uma excelente relação custo/benefício.

Saída do hotel em Montevidéu

Pneu Dunlop 180/55-17 com 11000 km

Yoshimura TRS Tri-Oval na CB1300SF

VertiGO, uma supersport elétrica


Formadas ao longo de milhares de anos, as reservas de combustíveis fósseis (carvão, petróleo e gás natural) foram fortemente exploradas nos últimos dois séculos e, segundo alguns analistas, podem estar perto do fim: José Walter Bautista Vidal, ex-secretário de Tecnologia Industrial do Ministério da Indústria e do Comércio, escreveu que os Estados Unidos (consumidores de 25% da energia disponível no mundo) possuíam uma reserva de 190 bilhões de barris de petróleo e restam hoje menos de 20 bilhões, suficientes para pouco mais de três anos de consumo.

Obter energia renovável vem sendo – seja por razões financeiras, ecológicas ou ambas – o objetivo de muitas empresas ao redor do mundo: o sol, o vento, os rios e a matéria orgânica, só para citar alguns exemplos, vêm sendo explorados e utilizados com sucesso na indústria automobilística. No segmento de motocicletas, já existem no mercado algumas alternativas para quem deseja se deslocar sem agredir o meio ambiente; a maior parte delas, entretanto, comunga da falta de esportividade de suas linhas – mas isso pode mudar.

Apresentada no último dia 3 na Delft University of Technology como projeto de graduação (“Design of an eletrical powered super-sport motorcycle”) de seu criador, Maarten Timmer, a VertiGO é uma motocicleta elétrica que impressiona tanto pelo aspecto arrojado quanto pelos componentes utilizados na sua construção. A julgar pela discussões que está gerando na Internet, a VertiGO vai causar furor por onde quer que seu proprietário rode.

Mais informações:

Moto Supersport elétrica - Maarten Timmer - Foto 1

Moto Supersport elétrica - Maarten Timmer - Foto 2

Moto Supersport elétrica - Maarten Timmer - Foto 3

Moto Supersport elétrica - Maarten Timmer - Foto 4

[Fotos: divulgação]

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