Rota: Porto Alegre/Taquara/Parobé/Taquara/Porto Alegre
Distância percorrida: 170 km
Repetindo rigorosamente o comportamento do ano passado (quando fomos até Caxias do Sul para o McHOL Dia Feliz), o final de agosto se apresentou ensolarado e quente: como estava acontecendo 8º Encontro de Motociclistas de Parobé, apontamos – eu, Diabolin, Landão e Ogro – nossas motos para lá no sábado.
Antes de acessar a RS-020 (que está em ótimas condições e possui muito verde às suas margens), foi necessário rodar por um pequeno trecho da RS-118 e a situação ainda é a mesma: piso cada vez mais deformado e obras ao redor – que eu espero sinceramente sejam concluídas em breve tanto para facilitar a vida de quem transita por ali quanto para desafogar a BR-116.
Nem bem chegamos ao evento e o sol inclemente nos empurrou, depois de cumprimentarmos os amigos, para uma praça da cidade com bares ao redor: ali almoçamos e colocamos a conversa em dia com a zoeira esculhambação baderna algazarra agitação elegância de sempre.
¡Gracias, paisanos!





No final do mês passado a Harley-Davidson liberou um press-release falando dos seus lançamentos 2010 e, entre eles, estão os criados pelo programa Custom Vehicle Operations, dentre os quais destaco aqui (em ordem de aparição nas fotos abaixo) os modelos Softail Convertible, Fat Bob, Street Glide e Ultra Classic Electra Glide.
Veja só se isso não casa perfeitamente com o artigo Rodar é o que importa que escrevi há alguns dias:
No ano de 1999, a H-D lançou o programa Custom Vehicle Operations para atender à demanda de motos exclusivas: cada modelo apresentado possuía um conjunto único de acessórios e o proprietário podia dar seu toque pessoal à motocicleta. As vantagens do programa CVO eram difíceis de serem duplicadas, já que os acessórios não podiam ser adquiridos em outros locais e as pinturas exclusivas só podiam ser feitas em motocicletas existentes se o proprietário apresentasse o CVO Vehicle Identification Number.
Ao comemorar este tipo de comportamento por parte de um fabricante, pode parecer ao leitor que eu esteja sendo ingênuo o suficiente para achar que a H-D está fazendo um favor aos seus clientes e não apenas suprindo uma demanda com o objetivo puro e simples de ganhar mais mercado e dinheiro – mas não estou: como eu já disse e escrevi no passado, a maioria das marcas de peso do segmento não estão muito interessadas em saber o que querem seus clientes (e os que ainda não o são, o que é pior) e tampouco em fidelizá-los.
Trazendo isso para a minha realidade, seria como se a Honda (de quem comprei minhas últimas 6 motos) atendesse ao clamor de seus clientes da linha de média cilindrada e trouxesse para o Brasil a CB 400 Super Four: este modelo eliminaria o vácuo existente entre a CB 300 R e a CB 600 F Hornet e faria com que os clientes tivessem uma categoria de entrada, fossem subindo de cilindrada (que é o desejo da maioria) com o passar do tempo e criassem um vínculo com a marca, o que é uma razão boa o suficiente para comercializá-la mesmo se sua venda não fosse um negócio altamente lucrativo.
Em um mercado globalizado e competitivo como o nosso (onde BMW e Dafra unem forças para produzir uma moto), mesmo gigantes como a Honda não podem – ou não deveriam – se dar ao luxo de relaxar.
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[Via Dale Franks, All About Bikes e AutoBlog]
Cancelaram o evento do próximo final de semana? Choveu e você desistiu da idéia de motocar? Calma… Seus problemas acabaram! A Yamaha italiana disponibilizou para download arquivos PDF com versões em escala dos modelos XJR 1300, V-Max, MT-01, R1 2007, R1 1998, M1 do 50º aniversário, T-Max, YZ450FM e DragStar.
Além dos documentos com as imagens (em versões coloridas ou sem cor para que o proprietário solte a imaginação), também estão disponíveis manuais com instruções detalhadas para cada modelo – com sinais indicando onde dobrar para fora, para dentro, cortar, colar, etc – e vídeos com as melhores práticas de recorte, colagem e montagem.
Em cada manual de instruções há uma imagem do objetivo a ser atingido (que aparece abaixo) e, como paciência não é – mas teimosia é – uma característica proeminente da minha personalidade, imaginei que seria interessante construir uma XJR 1300 (que possui 185 peças) e apresentar o resultado aqui: por enquanto, apenas o tanque, o para-lama, o guidão e o farol estão concluídos. E não foi fácil.
Mais informações:


[Via Masmoto.net]
Rota: Porto Alegre/Encruzilhada do Sul/Canguçu/Pelotas/Porto Alegre
Distância percorrida: 630 km
Já fazia um bom tempo que eu estava adiando uma motocada pela RS-471 com o objetivo de registrar o trecho comprendido entre Encruzilhada do Sul (RS) e seu entroncamento com a BR-392 – em Canguçu (RS) – para colaborar com o Projeto TrackSource (apenas o segmento entre Pantano e Encruzilhada aparece no mapa e como um rascunho). Ontem, finalmente, a motocada foi realizada: foram 630 km percorridos em pouco menos de 8 horas (6h48min rodando e 1h07min parado, para ser mais exato) sempre em estradas pavimentadas.
Pantano Grande/Encruzilhada do Sul
O trecho da RS-471 entre Pantano e Encruzilhada adiantou a regra do próximo (entre Encruzilhada e Canguçu): bom asfalto, raros postos de gasolina, pouquíssimo trânsito e belas paisagens. Apesar do sobe e desce de alguns trechos, na maior parte do tempo é possível enxergar até onde a vista alcança.




Encruzilhada do Sul/Canguçu
Praticamente sozinho na estrada – como no trecho anterior -, segui torcendo que o sol continuasse a esquentar a tarde fria de sábado; vez ou outra as nuvens cobriam o astro-rei, mas na maior parte do tempo rodei com uma temperatura agradável (o termômetro da moto marcava em torno de 18 graus). A BR-392, apesar de um remendo aqui e outro acolá, está em boas condições entre a alça de acesso da RS-471 e o trevo da BR-116 em Pelotas.



Canguçu/Porto Alegre
A BR-116 entre Pelotas e Porto Alegre continua a mesma de sempre: trânsito intenso de caminhões (em função do Porto de Rio Grande), asfalto em boas condições e pouco para ver às suas margens – exceto pelo Rio Camaquã que, diferentemente do que vi na última vez que passei por ali, estava cheio e não exibia o seu leito como aparece na última foto. A novidade desta minha passagem pela BR-116 é que, felizmente, não fui convidado a conhecer o acostamento como na volta de Pelotas em maio deste ano e de São Lourenço em março do 2008.


No início do mês a Yamaha lançou a versão 2010 da roadster VMax, modelo equipado com um propulsor V4 (semelhante ao da Honda VFR 1200) de exatas 1679 cc, 5 velocidades, assento a 775 mm do solo, transmissão final por cardã e que calça pneus 120/70-18 na dianteira e 200/50-18 na traseira (a fabricante não declarou a potência, mas a versão 2009 possui aproximadamente 200 cv).
Em meados da década de 1990, houve uma febre de personalização deste modelo no Brasil e o assunto foi até matéria na revista Duas Rodas (janeiro de 1998, página 30): atualmente ainda é possível encontrá-las à venda e o preço segue alto (cerca de R$ 25 mil por um modelo 1995), provando que o status de ícone adquirido pela VMax ainda sobrevive.
Na volta da viagem documentada no artigo Evento de estreia: I Motomix, tivemos a companhia de uma Yamaha VMax 1200 ano 1996, modelo que eu nunca tinha visto de perto e muito menos acompanhado na estrada. O bonde era composto por modelos variados (Honda CBR600F, Kawasaki Z6, Yamaha RD350, Suzuki 750F, etc) e a tocada era forte – pelo menos para os meus padrões na época: com os seus 140 cv, a VMax bebia rapidamente todo o combustível disponível e seu piloto, a cada parada para abastecimento, precisava soltar a aranha que prendia a mochila ao banco do garupa para só então retirá-lo e conseguir acesso ao bocal do tanque; pouco mais de uma centena de quilômetros depois, o processo todo precisava ser repetido.
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[Fotos: divulgação]