Rota 471 (22/08/2009)


Rota: Porto Alegre/Encruzilhada do Sul/Canguçu/Pelotas/Porto Alegre

Distância percorrida: 630 km

Já fazia um bom tempo que eu estava adiando uma motocada pela RS-471 com o objetivo de registrar o trecho comprendido entre Encruzilhada do Sul (RS) e seu entroncamento com a BR-392 – em Canguçu (RS) – para colaborar com o Projeto TrackSource (apenas o segmento entre Pantano e Encruzilhada aparece no mapa e como um rascunho). Ontem, finalmente, a motocada foi realizada: foram 630 km percorridos em pouco menos de 8 horas (6h48min rodando e 1h07min parado, para ser mais exato) sempre em estradas pavimentadas.

Pantano Grande/Encruzilhada do Sul

O trecho da RS-471 entre Pantano e Encruzilhada adiantou a regra do próximo (entre Encruzilhada e Canguçu): bom asfalto, raros postos de gasolina, pouquíssimo trânsito e belas paisagens. Apesar do sobe e desce de alguns trechos, na maior parte do tempo é possível enxergar até onde a vista alcança.

RS-471

Vista do belvedere da RS-471

Parada para um pastel na Lancheria Canto Doce

Igreja de Encruzilhada do Sul (RS)

Encruzilhada do Sul/Canguçu

Praticamente sozinho na estrada – como no trecho anterior -, segui torcendo que o sol continuasse a esquentar a tarde fria de sábado; vez ou outra as nuvens cobriam o astro-rei, mas na maior parte do tempo rodei com uma temperatura agradável (o termômetro da moto marcava em torno de 18 graus). A BR-392, apesar de um remendo aqui e outro acolá, está em boas condições entre a alça de acesso da RS-471 e o trevo da BR-116 em Pelotas.

Viaduto sobre Arroio da Miséria - RS-471

Ponte sobre o Rio Camaquã - RS-471

Painel em Canguçu (RS)

Canguçu/Porto Alegre

A BR-116 entre Pelotas e Porto Alegre continua a mesma de sempre: trânsito intenso de caminhões (em função do Porto de Rio Grande), asfalto em boas condições e pouco para ver às suas margens – exceto pelo Rio Camaquã que, diferentemente do que vi na última vez que passei por ali, estava cheio e não exibia o seu leito como aparece na última foto. A novidade desta minha passagem pela BR-116 é que, felizmente, não fui convidado a conhecer o acostamento como na volta de Pelotas em maio deste ano e de São Lourenço em março do 2008.

Ponte sobre o Rio Camaquã - BR-116

Ponte sobre o Rio Camaquã - BR-116

Yamaha VMax 2010


No início do mês a Yamaha lançou a versão 2010 da roadster VMax, modelo equipado com um propulsor V4 (semelhante ao da Honda VFR 1200) de exatas 1679 cc, 5 velocidades, assento a 775 mm do solo, transmissão final por cardã e que calça pneus 120/70-18 na dianteira e 200/50-18 na traseira (a fabricante não declarou a potência, mas a versão 2009 possui aproximadamente 200 cv).

Em meados da década de 1990, houve uma febre de personalização deste modelo no Brasil e o assunto foi até matéria na revista Duas Rodas (janeiro de 1998, página 30): atualmente ainda é possível encontrá-las à venda e o preço segue alto (cerca de R$ 25 mil por um modelo 1995), provando que o status de ícone adquirido pela VMax ainda sobrevive.

Na volta da viagem documentada no artigo Evento de estreia: I Motomix, tivemos a companhia de uma Yamaha VMax 1200 ano 1996, modelo que eu nunca tinha visto de perto e muito menos acompanhado na estrada. O bonde era composto por modelos variados (Honda CBR600F, Kawasaki Z6, Yamaha RD350, Suzuki 750F, etc) e a tocada era forte – pelo menos para os meus padrões na época: com os seus 140 cv, a VMax bebia rapidamente todo o combustível disponível e seu piloto, a cada parada para abastecimento, precisava soltar a aranha que prendia a mochila ao banco do garupa para só então retirá-lo e conseguir acesso ao bocal do tanque; pouco mais de uma centena de quilômetros depois, o processo todo precisava ser repetido.

Mais informações:

Yamaha VMAX 2010

Yamaha VMAX 2010

Yamaha VMAX 2010 - Painel

Yamaha VMAX 2010 - Painel

Yamaha VMAX 2010 - Motor

[Fotos: divulgação]

Rodar é o que importa


Caveira - Harley-DavidsonNo final da semana passada recebi uma newsletter da Harley-Davidson falando dos lançamentos 2010 e com o seu modelo Sportster 1200 Nightster X 2009 (que aparece abaixo, em foto de divulgação do fabricante, com uma pintura espetacular) em destaque. Desconsiderando o lado marqueteiro do e-mail – sobre o qual também quero falar -, a frase muito bem escolhida que aparece no seu topo (e que, em uma tradução livre, dá título a este artigo) me fisgou:

What matters is that you ride.

Motocar realmente é o mais importante. Por escrever na maior parte das vezes sobre motos de média ou grande cilindrada, eventualmente sou interpretado como alguém que só considera viajar se for comandando centenas de cavalos de potência – e isso não representa a verdade: respeitados os limites (tanto da moto quanto do piloto), qualquer motocicleta me serve como companhia para momentos agradáveis. Rodar, antes de qualquer coisa – marca, modelo, potência, etc – é o que me faz bem e repudio com frequência comentários (na internet ou em meu círculo de amizades) que sugerem a existência de uma casta de proprietários em função da moto que possuem.

A Harley-Davidson fideliza seus clientes. Ao longo de sua história, a H-D soube manter um estreito vínculo com os motociclistas e fez com que sua marca se transformasse em sinônimo de motocicleta – a ponto de outras motos da categoria custom serem apontadas como “harleys” pelos leigos. Ainda me lembro de uma campanha da marca de Milwaukee que dizia algo como “uma coisa é ter pessoas utilizando uma moto da sua marca, outra é vê-los dispostos a tatuar essa marca no corpo”.

Como deve saber o nobre leitor, eu não possuo uma Harley – o que me torna isento o suficiente para escrever um artigo como este e imaginar que seria ótimo ver os outros grandes players do mercado fazendo o que a H-D faz para envolver seus clientes e atrair outros.

Boas motocadas!

Mais informações:

Harley-Davidson Sportster 1200 Nightster X

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