Do lado de lá, Caraá (11/08/2009)


Rota: Porto Alegre/Osório/Caraá/Santo Antônio da Patrulha/Gravataí/Porto Alegre

Distância percorrida: 235 km

Talvez sugestionado por ter assistido o documentário Long Way Down no final de semana, acabei colocando a CBzona para rodar em um terreno mais apropriado para uma bigtrail: na última terça-feira, voltando de Osório (RS), resolvi rodar um pouco mais e deixei de lado as opções usuais – a BR-290 e a RS-030 – para subir o Morro da Borússia (onde ficam as antenas que aparecem na primeira foto) e de lá continuar até Caraá para em seguida chegar a Santo Antônio da Patrulha.

Entre a margem da BR-101 e as antenas, a estrada está totalmente asfaltada e o passeio, além de belo, é tranquilo; seguindo adiante, entretanto, o conforto acaba – mas nada que uma marcha acima do necessário e baixa velocidade não resolvam. No final das contas, andar devagar se revela uma boa estratégia para apreciar cada detalhe da região: pelo caminho, pontes, rios, cascatas e casas antigas compõem um cenário quase surreal para alguém acostumado a olhar pela viseira do capacete diariamente e ver a correria da capital dos gaúchos.

Mais informações:

No pé do Morro da Borússia

Caminho para a rampa de voo livre

Vista aérea de Osório

Vista aérea de Osório

Estrada pouco propícia para a CB1300

Por onde passar?

Ponte pênsil

Passar ou não passar sobre o rio?

De pernas para o ar em Santo Antônio da Patrulha

Cromados, uma tradição custom


Em um passado recente, comentei com amigos sobre o acerto da Harley-Davidson no modelo Night Train – mas, aparentemente, os cromados são a opção da maioria, haja vista a pequena produção de motos com essa aparência “bandida”. No final do mês passado, entretanto, a H-D apresentou o seu line-up para o próximo ano e, entre as novidades, dois modelos saltaram aos (meus) olhos: além de belas por natureza, as versões 2010 da XR1200 e da Fat Boy destacam-se pela falta de cromados.

No início dos anos 1970, a XR750 (modelo que inspirou a XR1200) dominou as corridas de flat-track nos Estados Unidos e serviu de ferramenta para as performances do motociclista Evel Knievel, que a utilizou no início de sua carreira (Knievel, o performer mais conhecido do motociclismo, saltou com ela 40,5 metros no ano de 1977; o recorde a bordo de uma XR750, entretanto, pertence a Bubba Blackwell: 47,8 metros).

Lançada em 1990, a Fat Boy marcou o retorno da H-D à liderança de vendas nos Estados Unidos entre as motos acima de 750 cc e rapidamente se tornou protagonista de uma lenda urbana: seu nome seria uma combinação dos nomes das bombas atômicas lançadas sobre Nagasaki e Hiroshima (Fat Man e Little Boy) e sua pintura, entre outras características, inspirada no bombardeiro americano B-29. No filme Terminator 2 – Judgment Day, o próprio terminator (representado pelo ator Arnold Schwarzenegger) aparece saltando de uma ponte com uma Fat Boy 1990.

Mais informações:

Harley-Davidson XR 1200 X 2010

Harley-Davidson Fat Boy Lo 2010

[Fotos: divulgação]

Uma Buell no gelo


Populares em países de inverno rigoroso (como Canadá, norte dos Estados Unidos e da Europa), as primeiras Ice Racings aconteceram em meados da década de 1970 e atualmente abrangem um amplo espectro de veículos que vai de fuscas a ATVs: em uma das categorias, motocicletas correm com parafusos de até 30 milímetros nos pneus. Recentemente, aproveitando o auge do inverno no hemisfério norte e talvez inspirada nas ice racings, a marca norteamericana Buell fez o seu modelo 1125R atingir 238 km/h sobre um lago congelado na Suécia.

Buell quem?

Em 1982, Erik Buell, então funcionário da Harley-Davidson (na área de pesquisa e desenvolvimento), deixou o emprego para construir sua própria moto de competição: pouco tempo depois, em 1984, ele concluiu a RW750 (Road Warrior) para competir no AMA Formula 1 e ser uma alternativa à Yamaha TZ750.

De lá para cá muitos modelos foram criados (entre eles os conhecidos Lightning e Ulysses) e a marca Buell, atualmente uma subsidiária da Harley-Davidson, é conhecida pelas soluções pouco ortodoxas – como disco de freio perimetral, tanque de combustível integrado ao quadro e reservatório de óleo inserido na balança.

E essa velocidade é um novo recorde?

No hotsite de divulgação do evento, a própria Buell coloca o recorde como uma dúvida (“Esta é a moto mais rápida no gelo?”), mas é bastante provável que a velocidade atingida pelo piloto Craig Jones seja realmente um recorde mundial. Para encarar esta situação para lá de adversa – a temperatura chegou a -10ºC -, a 1125R recebeu grampos (de 15 mm na frente e 20 mm atrás) em ambos os pneus e uma injeção de óxido nitroso: ao final de 1,1 km, o bólido voava a 148,7 mph sobre o lago Dellen.

Tive contato com este modelo da Buell em 2008 (há duas fotos dela no álbum do Picasa associado ao artigo Salão de Motos de Porto Alegre (5 e 12/07/2008)) e confesso que não simpatizo muito com suas linhas, apesar de admirar as inovações implementadas nele e nos demais modelos da marca.

Mais informações:

Buell 1125R - Foto 1

Buell 1125R - Foto 2

Buell 1125R - Foto 3

[Fotos: divulgação]

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