Yamaha XVS 950 Midnight Star


No início deste ano, ao escrever sobre a Flecha Prateada do André (um dos meus parceiros na viagem mais recente ao Uruguai), comentei da provável substituição no mercado brasileiro da Drag Star 650 pela Midnight Star 950 em função dos comentários surgidos na International Motorcycle, Scooter and Bicycle Fair 2008. A suposição dos especialistas do setor se confirmou e em junho deste ano a Estrela da Meia-Noite chegou para disputar a atenção dos apreciadores das customs.

Apesar do pouco tempo de mercado (dominado até então pela Shadow 750, com 1.144 unidades emplacadas em 2009; no mesmo período, a segunda colocada é a Drag Star 650, com 1.046 unidades), a Midnight Star já mostrou a que veio e assumiu no mês de agosto a liderança da sua categoria com 132 unidades emplacadas contra 108 da Suzuki Boulevard M800, 102 da Harley-Davidson Sportster XL 883, 91 da Honda Shadow 750 e 78 da Yamaha Drag Star XVS 650.

Há poucos dias estive em Florianópolis (SC) e aproveitei para dar uma olhada com mais calma na recém-adquirida Midnight Star do Vôdegar (que aparece nas fotos abaixo):  segundo ele, já foi possível conseguir média de 24 km/l antes de completar os primeiros 1000 km, nada mal para uma moto deste porte (ela é empurrada por um bicilíndrico em V refrigerado a ar que gera 53,6 cv a 6.000 rpm e 7,83 kgf/m a 3.000 rpm, calça pneus 130/70-18 na dianteira e 170/70-16 na traseira, freios a disco, possui assento a 675 mm do solo, tanque de combustível com capacidade de 17 litros, transmissão final por correia dentada e peso seco de 261 kg).

O segmento custom, hoje capitaneado pelas motocicletas citadas no segundo parágrafo, pode ser novamente chacoalhado se a nova fábrica da Kawasaki em Manaus (AM) produzir também, parcial ou totalmente, a imponente Vulcan 900 Classic: se isso acontecer, ganhamos nós, consumidores, com mais uma alternativa e a potencial disputa de mercado.

Mais informações:

Yamaha XVS 950 Midnight Star - Painel

Yamaha XVS 950 Midnight Star - Lateral direita

Yamaha XVS 950 Midnight Star - Lateral esquerda

Yamaha XVS 950 Midnight Star - Traseira

Quinta Gaudéria no Acampamento Farroupilha (17/09/2009)


Fazendo jus ao seu nome de batismo, a Quinta Gaudéria (a saber, reunião semanal dos integrantes da Facção RS da Lista Shadow 600) foi realizada ontem – debaixo de chuva, como era de se esperar – no Acampamento Farroupilha, evento anual que acontece na Estância da Harmonia.

Para melhor contextualizar o leitor, cito o site Semana Farroupilha:

As comemorações da Revolução Farroupilha – o mais longo e um dos mais significativos movimentos de revoltas civis brasileiros, envolvendo em suas lutas os mais diversos segmentos sociais – relembra a Guerra dos Farrapos contra o Império, de 1835 a 1845. O Marco Inicial ocorreu no amanhecer de 20 de setembro de 1835. Naquele dia, liderando homens armados, Gomes Jardim e Onofre Pires entraram em Porto Alegre pela Ponte da Azenha.

A chuva e suas consequências (notadamente a dificuldade de transitar pelo parque e o lamaçal que toma conta das ruas, este último mais uma característica que um defeito) afastaram os convivas habituais das QGs na noite passada: apesar do quórum reduzido – mas de qualidade! -, foi ótimo trotear por entre os piquetes, conversar com os acampados e por fim degustar uma costela gorda e uma cerveja gelada.

Mais informações:

Vista aérea do Acampamento Farroupilha

Costelão assando no fogo de chão do piquete

Piquete Oitavados no Balcão

Costelão assando na churrasqueira do piquete

Piquete Chão Missioneiro

Churrasqueira em plena atividade

Quinta dos Lordes – A volta (11/09/2009)


Rota: Florianópolis (SC)/Urubici (SC)/Bom Jardim da Serra (SC)/Torres (RS)/Porto Alegre (RS)

Distância percorrida: 640 km

Apesar do dilúvio no dia anterior, minhas expectativas haviam melhorado bastante depois que voltamos da Quinta dos Lordes sem chuva: talvez o retorno fosse com tempo seco, o que nos permitiria rodar com segurança até a Serra do Rio do Rastro e com isso evitar uma boa parte da BR-101.

Talvez.

Depois de uma noite seca, o dia amanheceu úmido na Ilha da Magia – mas, ao sairmos da região metropolitana de Florianópolis, o tempo clareou e a chuva se foi por alguns instantes, o suficiente para nos convencer a pegar o rumo da Serra do Rio do Rastro.

Quando chegamos a Uruka (como foi carinhosamente apelidada a cidade de Urubici depois que a Lista Shadow 600 fez um encontro lá), ao redor do meio-dia, a chuva se apresentou novamente. Rumamos então para Bom Jardim da Serra, onde o frio também deu as caras (o termômetro da moto marcava 11 graus, mas em função da chuva e do vento a sensação térmica era bem menor) e foi preciso muita concentração para manter o foco na estrada, ainda mais que a visibilidade em alguns trechos não era maior do que 5 metros.

Em uma motocada recente, encontramos a Serra do Rio do Rastro completamente encoberta às 17h, o que de certo modo foi frustrante já que a vista é um dos atrativos do local. Desta vez, entretanto, sequer era possível enxergar o mirante e suas instalações (lojas, banheiros, etc): a descida foi feita desviando das rochas que caíram das partes mais altas e, quando possível, das cachoeiras que se formaram em função das fortes chuvas; sobre a pista, uma lâmina d’água descia a serra conosco. Dali para diante já não era mais possível contar (no capacete ou na capa de chuva) por quantos lugares entrava água e o frio, apesar de menor se comparado ao do topo da serra, nos empurrava para casa – mas ainda faltavam 300 longos quilômetros… Paciência.

Depois de pouco mais de 9 horas desde a saída de Florianópolis, encostei a moto na garagem e finalmente relaxei – afinal, estava a poucos metros de um banho quente e uma cama; ali, pouco antes de entrar em casa, me lembro de ter pensado “motocar para onde no próximo final de semana?”. Que vício.

Mais informações:

Florianópolis (SC)

Botas remendadas

BR-282 (SC)

Urubici (SC)

Bom Jardim da Serra (SC)

Serra do Rio do Rastro

GPS - Florianópolis - Serra do Rio do Rastro - Porto Alegre

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