Arquivo

Arquivo de outubro, 2009

Honda CBR1000RR 2010

29, outubro, 2009 Piréx 12 comentários

Pouquíssimas motos possuem tanta presença no imaginário coletivo dos motociclistas quanto as da família Fireblade: desde 1992, quando o primeiro modelo – a CBR900RR – foi lançado, a RR se tornou sinônimo de esportividade. Desenvolvida pela mesma equipe que criou a RC211V para o MotoGP, ela ganhou em 2004 as linhas gerais que carrega atualmente e em 2008 recebeu uma reformulação geral que atingiu a motorização, o quadro, os freios, a bateria, as rodas e até o pezinho, entre outros componentes.

Incluído nas modificações do modelo 2009, o C-ABS (Combined Anti-lock Brake System) segue no 2010 e é certamente o equipamento que mais gera discussão: o argumento dos que pilotam esportivamente é que em algumas situações pode ser necessário acionar somente o freio traseiro ou o dianteiro – e como o C-ABS da RR não pode ser desativado, ele pode atrapalhar (para não perder os clientes adeptos da pilotagem agressiva, há uma versão sem o C-ABS).

A 1000RR 2010 possui um propulsor tetracilíndrico de 999 cc e seis velocidades, discos de freio de 320 mm na dianteira e 220 mm na traseira, pneus 120/70-17 na dianteira e 190/50-17 na traseira, 199 kg em ordem de marcha e tanque de combustível de 18 litros (autonomia estimada: 280 km). Apesar do fabricante não ter declarado a potência do modelo 2010, baseados no modelo 2009 (que gera 178 cv a 12.000 rpm e tem torque de 11,4 kgf/m a 8.500 rpm) podemos deduzir que permanece a relação de 1 cv para transportar cada 1,1 kg.

Apesar do conjunto de cores – que varia em função do mercado – ser a maior mudança perceptível em relação ao modelo 2009, é provável que a rainha das liter-bikes continue seu reinado em 2010 (a 1000RR é a primeira colocada na categoria sport com 1.037 unidades emplacadas entre janeiro e setembro de 2009 segundo a FENABRAVE). Aguardemos as novidades das concorrentes.

Honda CBR1000RR 2010 - Foto 1

Honda CBR1000RR 2010 - Foto 2

Honda CBR1000RR 2010 - Foto 3

Honda CBR1000RR 2010 - Foto 4

Honda CBR1000RR 2010 - Foto 5

Honda CBR1000RR 2010 - Foto 6

Honda CBR1000RR 2010 - Foto 7

Honda CBR1000RR 2010 - Foto 8

Honda CBR1000RR 2010 - Foto 9

[Fotos e vídeo: divulgação]

Categories: Impressões Tags: ,

VertiGO mais perto das ruas

27, outubro, 2009 Piréx 14 comentários

Em julho deste ano escrevi um artigo chamado VertiGO, uma supersport elétrica onde, com imagens gentilmente cedidas pelo próprio Maarten Timmer, seu criador, falei brevemente sobre combustíveis fósseis, fontes de energia renovável e uma das suas aplicações: mover a belíssima superesportiva VertiGO.

Agora a VertiGO está participando de uma competição de design na Delft University que premiará o vencedor com €7,500. Se vencer, Maarten usará o dinheiro para transformar o que hoje é uma moto-conceito em um protótipo funcional. Veja a VertiGO em vídeo:

Para ajudar a VertiGO a vencer a competição, basta clicar aqui para acessar o site da Delft, informar seu nome e email e clicar em Vote. Inovações como essa merecem nosso apoio. Vote lá. É rapidinho.

[Via Hell For Leather]

Categories: Geral Tags: ,

V Moto & Vento (24/10/2009)

24, outubro, 2009 Piréx 10 comentários

Chimarrão na mão, vi da minha sacada o sol se apresentando para o serviço no início desta manhã de sábado: Porto Alegre despertou sob nuvens altas e me pareceu inevitável que as previsões de chuva se confirmassem. Poucas horas depois, lá pelo meio da manhã, chegou a chuva prevista acompanhada de granizo; de qualquer maneira, depois de me livrar dos compromissos do começo dia, me fui à minha terra natal.

Organizado pelo Pé de Vento Motoclube, o Moto & Vento é uma festa que me agrada prestigiar: muito rock, cerveja gelada, amigos por todos os lados (entre indas e vindas, vivi em Osório (RS) durante pouco mais de duas décadas) e nada de zoeira. Este ano, repetindo o que aconteceu 2007, a chuva deu as caras novamente mas não apagou o brilho do evento: mesmo que alguns motociclistas tenham desistido de rodar até a Terra dos Bons Ventos, os que lá estiveram – e ainda estão enquanto escrevo estas linhas – transformaram o Largo dos Estudantes em uma grande festa.

Para minha surpresa, enquanto eu voltava para Porto Alegre (pela BR-290), o sol surgiu no horizonte por entre as nuvens – o que, imagino, deve indicar tempo seco para hoje à noite e domingo: sem chuva, a festa certamente ficará melhor ainda.

Visão geral da área coberta do evento

Visão geral do público do evento

Visão geral do palco do evento

Banda Cadillac

Banda Dicidência

Yamaha Drag Star 650

Honda CBR600RR e Kawasaki ZX-6R

Chuva no filtro de ar da Suzuki Boulevard M800

Kawasaki ZX-10R

Kawasaki Z750

Kawasaki ZX-12R

Sol no final de tarde na BR-290

Tokyo Motor Show 2009

23, outubro, 2009 Piréx 2 comentários

Entre amanhã e 4 de novembro o público terá acesso à 41ª edição do Tokyo Motor Show, evento que é um dos termômetros do motociclismo mundial: no segmento motocicletas, apenas Honda, Yamaha, Suzuki e Harley-Davidson estão expondo (além das menos conhecidas – pelo menos no Brasil – Bombardier, Kymco e Adiva).

Se alguém ainda tinha dúvidas quanto à aposta dos grandes fabricantes nas motos elétricas, o salão de Tóquio as elucidou – e aparentemente confirmou também o investimento no design retrô: a Honda CB1100 é um exemplo da tendência que certamente vai acertar em cheio no gosto (e quem sabe no bolso) dos que admiram moto com cara de moto.

Por fim mas não menos importante, matei minha curiosidade de proprietário: continua em linha a Honda CB 1300 Super Four. Além da versão SF, continuará a já conhecida Super Bol D’Or (com propulsor de 400 ou 1300 cc) e a Super Touring – esta última, equipada, convida a percorrer grandes distâncias.

Mais informações:

Honda
Honda CB1300 Super Touring

Honda CB1100

Honda Eve-Neo

Honda EV-Cub

Yamaha
Yamaha SR400

Yamaha EC-03

Yamaha EC-Fs

Suzuki
Suzuki Boulevard 400

Suzuki Gladius 400 ABS

Harley-Davidson
Harley Davidson FXDWG Dyne Glide

Harley-Davidson FHLTCUSE5

Harley Davidson FXDF2 CVO

A volta da Lagoa dos Patos (17 e 18/10/2009)

19, outubro, 2009 Piréx 20 comentários

No início de abril estive em Mostardas (RS) para visitar os lugares por onde corri durante um par de anos da minha infância e, quando alguns companheiros de estrada leram o artigo que escrevi sobre o passeio, sugeriram que deveríamos reunir um grupo para seguir até São José do Norte, cruzar de balsa para Rio Grande, dormir por lá e depois voltar pela BR-116 até Porto Alegre, fazendo uma volta completa na Lagoa dos Patos.

Depois de algumas semanas de negociação, conseguimos montar um bonde de 7 motos e 9 pessoas (quase todos participantes da Lista Shadow 600) para a empreitada: sabíamos, pelo que eu tinha visto em abril e segundo os comentários de outros viajantes, que as condições da RST-101 entre Capivari do Sul e Mostardas poderiam não ser das melhores, mas nada que esfriasse os ânimos dessa galera para lá de animada.

A ida

Rota: Porto Alegre/Viamão/Capivari do Sul/Mostardas/São José do Norte/Rio Grande

Distância percorrida: 400 km

Como toda motocada que se preze, na noite anterior à partida ainda não havia um consenso sobre o horário e o local da saída: através dos meios eletrônicos disponíveis (MSN, e-mail, SMS, etc), ficou combinado quando e onde nos encontraríamos – mas, para diversão dos demais, pelo menos um entendeu mal e foi parar do outro lado da cidade. Quando o perdido chegou, teve que aguentar a gozação generalizada (a primeira de muitas: sobrou para todo mundo ao longo do final de semana) até a hora de partir.

Da partida até a primeira parada, em Capivari do Sul – onde agregaríamos dois integrantes ao grupo -, rodamos pouco mais de 80 km, a maior parte deles na RS-040 (que está em boas condições e motos não pagam no único pedágio existente). Lá, depois do efusivos cumprimentos que sempre permeiam os encontros de amigos, parti, estudioso que sou do assunto, em busca de um pastel com café preto seguido das risadas e comentários de sempre (“O Piréx não pode parar que já pede um pastel”, “Que vício”, etc).

Saímos da RS-040 para a RST-101 com o espírito preparado, já que os comentários não eram dos melhores sobre o trecho adiante da entrada de Palmares do Sul: realmente aquela parte da estrada está esburacada, mas dos 4 ou 5 segmentos sem asfalto sobrou apenas um e a quase inexistência de tráfego no sentido contrário nos permitiu ziguezaguear na pista, criando um belo e hipnotizante balé de motos.

Almoçamos em Mostardas, onde as motos viraram ponto turístico (fato que se repetiria outras tantas vezes no sábado e no domingo) e pouco depois do meio da tarde já estávamos em São José do Norte à espera da barca que nos levaria a Rio Grande. Lá chegando, depois de uma chuva leve para tirar a poeira, descarregamos as tralhas e, duas horas depois, estávamos todos ao redor de uma mesa de bar para encerrar com chave de ouro o dia: apesar de alguns problemas de comunicação, conseguimos jantar, tomar umas geladas e rir – quase sempre de nós mesmos – muito.

Saída de Porto Alegre

Motos estacionadas em Mostardas

Aviso no restaurante em Mostardas

Depois do almoço, todos felizes

Diabolin e Avélinho contemplativos

Motos na balsa para Rio Grande

Avélinho e Diabolin na balsa para Rio Grande

A volta

Rota: Rio Grande/Pelotas/Jaguarão/São Lourenço do Sul/Porto Alegre

Distância percorrida: 620 km

No dia seguinte, não muito depois do sol dar as caras e completamente desorientados em função do horário de verão (ao contrário do que me informaram no hotel, o Uruguai também adianta seus relógios), voltamos à estrada para uma esticada até a divisa Brasil/Uruguai onde compraríamos os regalos da viagem: fomos às lojas de Rio Branco (UY) em apenas 3 motos, já que a ala preguiçosa do grupo ficou na cama até mais tarde.

A chuva leve nos encontrou outra vez, alguns minutos após a passagem sobre a ponte do Canal São Gonçalo (que liga as Lagoa dos Patos e a Mirim), agora na praticamente vazia BR-116; sem muito o que olhar, os cerca de 200 km que separam a Praia do Cassino de Jaguarão pareceram muitos mais e só depois de 2h30min chegamos na fronteira: após a peregrinação no comércio uruguaio, carregamos as motos e em seguida comemos uma a la minuta honesta às margens do Rio Jaguarão. Com as motos prontas para o retorno, voltamos à BR-116 para cruzar os 400 km que nos separavam de Porto Alegre.

Como a ala preguiçosa do grupo havia parado em São Lourenço para almoçar, combinamos um encontro às margens da BR-116 para que nos reuníssemos novamente e percorrêssemos juntos o último trecho do passeio: como demoramos (dizem que as patroas recomendaram que voltassem cedo para casa), eles acabaram saindo cerca de 20 minutos antes da nossa chegada.

Entrando em Porto Alegre, me veio à mente o comentário de um dos integrantes do grupo que sintetiza bem o final de semana: “É barato ser feliz”. Complemento meu: entre amigos, até mesmo pedido trocado, comida demorada, chopp sem gás e pizza sem recheio se tornam apenas mais uma história divertida. Obrigado pela companhia, paisanos: espero que possamos repetir a dose em breve.

Ponte sobre o Canal São Gonçalo

Nuvens no céu de Jaguarão

Ponte entre Jaguarão (Brasil) e Rio Branco (Uruguai)