Pelas areias da Interpraias (07/12/2009)


Rota: Porto Alegre/Capão da Canoa/Tramandaí/Balneário Pinhal/Viamão/Porto Alegre

Distância percorrida: 330 km

Dia desses, um letrado – na vida e nos bancos escolares – amigo me esclareceu sobre os resgates afetivos tomando como exemplo os lugares que vivi aos quais volto com frequência (e eventualmente escrevo sobre isso aqui no blog). Na tarde chuvosa de hoje, após um almoço em Capão da Canoa (RS), me veio à mente essa conversa enquanto percorria a Interpraias, estrada por onde passei inúmeras vezes com minha família na década de 1970.

Se no passado ela era a única forma de transitar entre as praias do Litoral Norte do Rio Grande do Sul, hoje em dia não só perdeu a preferência dos usuários para a RS-389 (Estrada do Mar) como também passou a ser utilizada quase que exclusivamente por quem não tem outra alternativa: como o trânsito de ônibus e caminhões é proibido na Estrada do Mar, não resta outra alternativa senão a velha Interpraias de guerra, abandonada à própria sorte em alguns trechos (como os que aparecem nas duas primeiras fotos).

Nos documentos do governo, a Interpraias se chama RS-786 e existe somente entre Quintão e Tramandaí; na vida real, entretanto, ela avança desde o Balneário Dunas Altas (em Palmares do Sul), passa pelas áreas centrais de vários municípios – entre eles, Cidreira, Tramandaí e Capão da Canoa – e termina em Torres.

Em um futuro próximo, a estrada que mistura asfalto, barro, dunas, avenidas e toda sorte de possibilidades poderá mudar de ares: aprovada como uma das prioridades na Consulta Popular do Governo do RS em 2003, a Avenida do Litoral Norte deverá resgatar as funções da Interpraias e facilitar a vida dos pouco menos de 200 mil habitantes (segundo censo do IBGE de 2000) que residem nos municípios diretamente atingidos pela obra e que chegam a 2 milhões nos meses de veraneio. É esperar para ver.

Av. Beira-Mar entre Atlântida Sul e Imara (RS) - Foto 1

Av. Beira-Mar entre Atlântida Sul e Imara (RS) - Foto 2

Barra do Rio Tramandaí em Imbé (RS)

Petroleiros em Tramandaí (RS)

Passarela sobre as dunas em Tramandaí (RS)

Túnel Verde em Balneário Pinhal (RS)

Demostener D1200R


A arte de customizar motocicletas sempre esteve em destaque no extenso universo das duas rodas e recentemente vem atraindo as luzes dos holofotes por conta de programas como o reality show American Chopper (que estreou em 2002): construir uma moto com as próprias mãos ou modificar um modelo existente é diversão garantida para qualquer pessoa minimamente envolvida com o motociclismo.

O começo de tudo

Com o fim da Segunda Guerra Mundial, os veteranos norteamericanos voltaram às suas cidades de origem envolvidos com o mundo das motorbikes e começaram a modificar (chopping e bobbing) suas motos – essencialmente Harleys e Indians – produzidas em massa.

Apesar das choppers serem bastante populares há muitos anos, foi só em 1969, com o lançamento do filme Easy Rider, que elas foram alçadas ao posto de objetos de desejo juntamente com a liberdade que representavam: há uma cena muito representativa do filme na qual Wyatt, interpretado pelo ator Peter Fonda, tira o relógio do pulso, dá uma boa olhada para ele e o atira no chão, partindo em seguida para a estrada com sua moto.

Customização

Usando uma abordagem mais ampla e sem nos prendermos a definições ortodoxas, tanto as bobbers quanto as choppers são motos que passaram por uma transformação para que atendessem ao uso ou ao gosto de alguém. Mas e a customização?

A palavra customização é empregada no sentido de personalização, adaptação. Desta forma, customizar é adaptar algo de acordo com o gosto ou necessidade de alguém. Customização pode ser entendida como sendo adequação ao gosto do cliente. (Wikipedia)

Podemos, seguindo essa mesma lógica, entender que ambas, bobbers e choopers,  foram customizadas e também que esse processo pode ser aplicado a qualquer motocicleta apesar de o termo estar quase sempre associado às customs.

Dechavesgarage e a BMW R1200R customizada

Se a maioria de nós pensa em uma moto estradeira quando se fala em customização, a Dechavesgarage desconstrói essa imagem e utiliza uma BMW R1200R como base para criar, em um ano de trabalho, um protótipo batizado de Demostener D1200R.

Os principais pontos modificados na R1200R – suspensão dianteira, chassi e design – dão o tom da personalização, mas é impossível não notar o freio dianteiro (pinças e disco) Buell, a ponteira Akrapovic e a suspensão Öhlins. Apesar da distância entre-eixos maior, a D1200R é trinta quilos mais magra e os leds utilizados na iluminação reforçam seu aspecto futurista.

Mais informações:

D1200R - Imagem 1

D1200R - Imagem 2

D1200R - Imagem 3

D1200R - Imagem 4

D1200R - Imagem 5

D1200R - Imagem 6

D1200R - Imagem 7

    REDES:  

  • rss
  • youtube
  • Twitter
  • flickr
  •  
  • PESQUISAR NOS ARQUIVOS: