Canha, cachaça, pinga ou branquinha, é tudo marvada (23/01/2010)


Rota: Porto Alegre/Estância Velha/Ivoti/Nova Petrópolis/Feliz/Montenegro/Canoas/Porto Alegre

Distância percorrida: 330 km

Produzidas através dos processos de fermentação e destilação, as aguardentes são bebidas fortemente alcoólicas e, entre elas, a cachaça – tipo de aguardente produzido a partir da cana-de-açúcar e e com raízes profundas na cultura brasileira – certamente é a mais popular. A cachaza brasileira possui uma regulamentação que a define (Instrução Normativa nº 13, de 29 de junho de 2005) e um profissional especializado em tudo o que lhe diz respeito (o cachacier, versão do termo sommelier).

Foi para aprender mais sobre o assunto que saímos ontem no começo da tarde, eu e o Roger (participante do fórum HornetOnLine que também estava no grupo de gaúchos que foi ao Salão Duas Rodas 2009), rumo à cachaçaria Weber Haus, em Ivoti (RS): pretendíamos rodar até lá por estradas vicinais, mas um grave acidente interrompeu a VRS-815 e acabamos desviando pela BR-116 .

Weber Haus

Instalada na localidade de Picada 48 Alta, a Casa dos Weber produz, desde 1948, sua famosa cachaça de alambique: hoje em dia há um  monitoramento completo, desde o plantio até o produto final, assegurando um resultado premiado e consumido, entre outros, por mercados exigentes como o alemão, o italiano e o norteamericano.

Com o único objetivo de escrever relato fidedigno, me submeti à dura tarefa de degustar os produtos dos Weber e atesto que a decisão de escolher a melhor cachaça (branca, amarela, com limão, com abacaxi, etc etc), além de difícil, certamente está ligada apenas às minhas preferências; partindo desse pressuposto, recomendo que os nobres leitores visitem a cachaçaria e tirem suas próprias conclusões, mas informo que voltou na garupa da moto uma garrafa da multipremida Weber Haus Prata que degusto enquanto escrevo essas mal traçadas linhas.

Hora de voltar

Eu li em algum lugar que percorrer caminhos diferentes na ida e na volta ajuda a manter os neurônios saudáveis – e levo isso muito a sério (alguém dirá que é apenas uma desculpa para rodar mais de moto, mas estou apenas cuidando da minha saúde): ao sairmos de Ivoti, continuamos subindo a serra até pouco depois de Nova Petrópolis – com uma parada na Tenda do Umbú para um café com pastel – e descemos por Feliz. Nada mal para uma motocadinha de sábado à tarde.

Mais informações:

(N. do E.: nas estradas por onde rodamos – BR-116, RS-235, RS-452, RS-122, RS-240 e BR-386 -,  o único segmento que exige cuidados adicionais na pilotagem é o da BR-116 na região de Picada Café, onde há saibro na pista por conta das obras de recapeamento.)

Encontro de Carros Antigos – Veteran Car Club do Brasil (17/01/2010)


Aconteceu hoje (entre 9h e 13h) o Encontro de Carros Antigos, evento organizado pelo Veteran Car Club do Brasil que reuniu automóveis, caminhonetas e motos no Largo Cultural do Shopping Total em Porto Alegre (RS). Segundo os critérios do Veteran Car Club, o veículo precisa ter sido fabricado há pelo menos 30 anos para ser considerado antigo, mas em eventos como este são facilmente encontrados automóveis construídos na década de 1920.

O local do encontro é uma atração à parte: concluído em 1911, o que hoje é um prédio histórico tombado pelo município foi utilizado pela Cervejaria Continental entre 1924 e 1946, quando ela foi adquirida pela Cervejaria Brahma (as operações desta última duraram até 1998, quando um shopping foi instalado no local).

Mais informações:

Quinta Gaudéria: Fabelho no RS (14/01/2010)


Parece que a minha reclamação na última Quinta Gaudéria de 2009 surtiu efeito, pois ainda nem chegamos ao meio de janeiro e já estamos na segunda edição da QG: a primeira, da qual não pude participar em função de compromissos familiares mas fui muito bem representado, comemorou a passagem do catarinense Xucrutz pela capital de todos os gaúchos; na noite de ontem, foi a vez de receber o paulista Fabelho acompanhado do casal de conterrâneos Henrique e Ester (que residem atualmente para cá do Mampituba).

No final da tarde, encostei a CB na Cia do Baurú e já encontrei um par de folgados gelando a goela – na tentativa de aplacar o calor inclemente do verão portoalegrense – e colocando a conversa em dia; me juntei a eles na prática do halterocopismo e não muito tempo depois chegaram, em suas motos, as visitas que aguardávamos. Antes mesmo que a conversa embalasse, eis que surge um conhecido motoqueiro malvadão em versão social: preciso dizer que, acostumado a ver os amigos envergando botas e jaquetas de couro, chega a ser estranho quando me deparo com a versão civil dos companheiros de estrada.

O divertido papo ao redor da mesa, com a zoeira bagunça gritaria chafurda elegância de sempre e como era de se esperar, entrou noite adentro dissecando os mais diversos assuntos – os quais, naturalmente, não posso revelar aqui (mas asseguro que só falamos mal de quem gostamos). Hoje, recuperado, me resta agradecer aos amigos pela visita e lembrar daquela célebre propaganda que usava o bordão “certas coisas não tem preço”: obrigado pela companhia e boa viagem!

Quinta Gaudéria - Foto 1

Quinta Gaudéria - Foto 2

Quinta Gaudéria - Foto 3

Quinta Gaudéria - Foto 4

Quinta Gaudéria - Foto 5

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