12, fevereiro, 2010
Piréx
Apesar de nunca ter negado que a ventania no piloto é o grande calcanhar de aquiles das naked – especialmente em longas viagens, onde o cansaço chega mais cedo para quem não possui proteção aerodinâmica -, sempre defendi que qualquer acessório descaracteriza esse tipo moto, já que sua beleza está justamente em ter suas partes íntimas reveladas.
Na iminência de mais uma motocada ao sul do Paralelo 30, optei por colocar um para-brisa na CB para que a viagem se torne menos cansativa, mas minha opinião segue a mesma: estou trocando a beleza da Gorda pelo conforto de não precisar lutar contra o vento ao longo de mais ou menos 3 mil quilômetros (a decisão de colocar o discutível acessório foi tomada na semana passada em Nova Petrópolis quando vi o modelo que o Bender utiliza na sua Thirteen).
Seja como for, agora – pelo menos em viagens – as bolsas laterais ganharão a companhia de um para-brisa (fabricado e instalado pela Acrilsul, telefone 51 3488 8023, e-mail acrilsul@yahoo.com.br), ofuscando a beleza da minha parceira de viagens mas me trazendo muita tranquilidade (pelo que percebi hoje na BR-290, é possível manter uma velocidade de cruzeiro razoável sem esforço algum).


10, fevereiro, 2010
Piréx
Em setembro do ano passado escrevi aqui no blog sobre a BMW S1000R, uma tetracilíndrica impresssionante, adjetivo comumente associado aos produtos da marca bávara; pouco depois, em outubro, vi a máquina de perto no Salão Duas Rodas e reforcei minhas impressões iniciais.
Há alguns dias, a MAX BMW Motorsport publicou em seu blog um vídeo de uma S1000RR sendo preparada para rodar no gelo e depois em ação, desconstruindo a noção de diversão no rigoroso inverno norteamericano.
Ficar em casa curtindo a lareira? Nem pensar.
[Via TwoWheels]
Rota: Porto Alegre/Novo Hamburgo/Nova Petrópolis/Novo Hamburgo/Porto Alegre
Distância percorrida: 200 km
O calor infernal que tem feito no Rio Grande do Sul não diminuiu o brilho da festa em Nova Petrópolis: repetindo o sucesso de todos os anos (estive lá em 2008), o evento organizado neste final de semana pelo Capetas da Serra Moto Clube reuniu na praça central da cidade, além da população, uma grande quantidade de motociclistas e triciclistas.
Para o grupo que saiu de Porto Alegre, a diversão começou no encontro dos amigos no Posto Laçador, prosseguiu na Tenda do Umbú (com uma roda de chimarrão à sombra das árvores), esquentou – literalmente! – na Sociedade Cultural e Recreativa Tiro ao Alvo (onde fizemos uma refeição leve: feijoada e joelho de porco) e continuou no evento, onde agregamos mais alguns amigos ao grupo para mais um par de horas de muitas risadas. Para encerrar o dia, a descida da serra serviu para dar uma folga ao sistema de arrefecimento dos pilotos e das motos.
Gracias, paisanos!
Mais informações:
No final da tarde de ontem a Capital dos Gaúchos – recentemente apelidada de Forno Alegre por conta das altas temperaturas – foi assombrada por uma densa nuvem de chuva que rapidamente transformou o dia em noite; o temporal durou aproximadamente 1 hora mas não assustou os participantes da Quinta Gaudéria (a saber, o encontro semanal dos integrantes e amigos da Lista Shadow 600) que compareceram embarcados em suas motos.
Como já é de praxe, foi uma noite de revelações – mas duas delas merecem destaque: nosso anfitrião, detentor do título de porta-voz do grupo em função da sua conhecida eloquência, se mostrou um excelente assador (contrariando a expectativa de alguns faladores). Além disso, mais uma lenda foi agregada ao bonde do Sul – uma Harley-Davidson Heritage Softail Classic – e em breve terá sua intimidade exposta aqui no blog.
Por fim, quero registrar um sincero pedido de desculpas aos moradores do prédio do Landão por terem aguentado a bagunça zoeira esculhambação gritaria conversa no salão de festas até a meia-noite de ontem e a posterior sinfonia de Harleys no início da madrugada. Não acontecerá novamente (pelo menos nessa semana).






Mais rápido do que eu poderia imaginar e não da forma como eu supunha na semana passada, minha primeira pergunta no artigo Yamaha Fazer FZ8 foi respondida. Sim, a Fazer FZ6 será substituída, mas não pela FZ8: até março deste ano, a Fazer 600 continuará nas concessionárias e de lá em diante passará o bastão para a XJ6, modelo que desembarcou por aqui nas versões N (pelada) e F (carenada).
Com preço sugerido de R$ 27.500 (R$ 30.500 para a versão F), a XJ6 certamente agitará o segmento dominado atualmente pela Honda CB600F Hornet e talvez alcance também a fatia de mercado que pertence à Suzuki GSX650F. Comparemos as potenciais concorrentes:
|
Yamaha XJ6 |
Honda CB600F Hornet |
Suzuki GSX650F |
| Motor |
Tetracilíndrico de 600 cc |
Tetracilíndrico de 600 cc |
Tetracilíndrico de 650 cc |
| Potência |
77 cv a 10.000 rpm |
102 cv a 12.000 rpm |
85 cv a 10.500 rpm |
| Torque |
6.05 kgf/m a 12.000 rpm |
6,50 kgf/m a 10.500 |
6,27 kgm a 8.900 rpm |
| Câmbio |
6 velocidades |
6 velocidades |
6 velocidades |
| Tanque de Combustível |
17 litros |
19 litros |
19 litros |
| Suspensão Dianteira |
Telescópica |
Upside-down |
Telescópica |
| Pneus |
120/70-17 e 160/60-17 |
120/70-17 e 180/55-17 |
120/70-17 e 160/60-17 |
| Altura do Assento |
785 mm |
804 mm |
770 mm |
| Peso |
205 kg (N) e 211 kg (F) |
173 kg |
216 kg |
A leitura que faço desses dados é que a Yamaha identificou uma lacuna no mercado (talvez o mesmo público que a Kawasaki deseja atingir com a sua ER-6n) para uma motocicleta com preço competitivo, de comportamento urbano e que permite o uso confortável em rodovias: se o preço sugerido realmente for praticado, a saudável concorrência vai tirar os peso-pesados do mercado de sua zona de conforto – o que é ótimo para nós, consumidores.
[Fotos e vídeo: divulgação]