Yamaha MT-01


Há poucas semanas ganhamos mais um companheiro para as motocadas que frequentemente realizamos e ele chegou montado numa monstra (ano 2008) chamada Yamaha MT-01: entre outros efeitos, ela gera uma sucessão de pescoços torcidos por onde passa e em cada parada é preciso falar sobre a moto com os muitos interessados na potência, na velocidade máxima, no conforto e daí por diante.

Apresentada originalmente como um conceito no Tokyo Motor Show de 1999, a MT-01 só começou a ser produzida em 2005 e, desde então, suas credenciais impressionam o mundo das duas rodas: derivado da Yamaha Warrior XV1700, o propulsor de dois cilindros em V (duas velas em cada um) de exatas 1.670 cc da MT gera assombrosos 15,3 kgf/m de torque a 3.750 rpm e 90 cv de potência a 4.750 rpm.

Vou reforçar:

Ela gera um torque de 15,3 kgf/m!

Como era de se esperar, os pneus dessa usina de força são robustos – 120/70-17 na dianteira e 190/50-17 na traseira – e ela possui câmbio de 5 velocidades, tanque de combustível de 15 litros, assento posicionado a 825 mm do solo, transmissão final por corrente, distância mínima do solo de 145 mm e peso seco de 243 kg. Ao contrário do que os números possam sugerir, o consumo é adequado para uma moto desse porte – entre 18 e 19 km/l mesmo antes de completar o amaciamento do motor – e o seguro, pouco menos de R$ 2.000, não pode ser considerado exorbitante.

No comando da bruta

Pilotar essa Yamaha foi uma grata surpresa: por mais que eu esperasse por respostas do motor em qualquer faixa de rotação, jamais imaginei que nas trocas de marcha fosse necessário segurar o guidão com força para não ficar para trás – e isso não se traduz em dificuldade ao pilotar, bem pelo contrário. Além disso, outro aspecto surpreendente é a facilidade de mudar de direção, apesar do encaixe das pernas no tanque ser parcial em função da área disponível. Os freios herdados da Yamaha R1 cumprem com folga seu papel, a vibração do motor não chega a ser um incômodo e a posição de pilotagem é bastante confortável (o garupa, por outro lado, sofre com as pedaleiras demasiadamente altas). Maneável e nervosa, a MT-01 é a própria definição do termo roadster.

11º Salão de Motos de Porto Alegre (17/04/2010)


Começou hoje o 11º Salão de Motos de Porto Alegre, evento realizado no Centro de Eventos da FIERGS (no site oficial do evento há, entre outras informações, os horários de abertura e fechamento dos portões e um mapa detalhado da localização do CEF) que segue até o dia 25 de abril.

Além dos fabricantes de motocicletas (Suzuki, Yamaha, Shineray, Honda, Kasinski, Garinni, Kawasaki, Dafra, KTM, MVK e Piaggio), estão presentes no Salão várias lojas de equipamentos e acessórios (Impacto Motos, Sobre Rodas Racing, SuperBike Store e R1 Fashion, entre outros) e entidades de vários segmentos da sociedade (Polícia Rodoviária Estadual, Batalhão de Operações Especiais, Polícia do Exército, Associação dos Motociclistas do RS, Federação Gaúcha de Motociclismo, etc); o espaço é amplo – no ano passado mais de 60 mil pessoas passaram pelo evento – e, além do estacionamento (que custa R$ 4 para motocicletas e R$ 8 para automóveis), há uma lancheria e um café à disposição do público.

Por conta da concentração de lojas, o Salão de Motos é um bom local para adquirir equipamentos de segurança – mas é preciso ter preparo físico e uma boa dose de paciência para caminhar por vários estandes e pechinchar: a gama de capacetes, jaquetas, luvas e botas (itens essenciais no guarda-roupas de qualquer motociclista) ofertada é imensa.

Edições anteriores do Salão de Motos aqui no Diário de Bordo:

O tempo passa, o tempo voa (10/04/2010)


Como dizia aquele popular comercial de TV dos anos 1990, o tempo passa, o tempo voa: no último dia 9, entrou para a casa dos inta um dos integrantes mais jovens da Facção RS da Lista Shadow 600 – e a comemoração, que começou na sexta e foi até o domingo, aconteceu em um sítio no Morro da Borússia.

Morro da Borússia: área de proteção ambiental

Localizado no Litoral Norte do Rio Grande do Sul, o Morro da Borússia pertence ao município de Osório (RS) e é uma das partes da Serra Geral cobertas pela exuberante Mata Atlântica. Por mais de uma vez este local foi citado aqui no blog, mas vale a pena registrar novamente que, seja para rodar pelas estradas do morro, subir até seu ponto mais alto ou apreciar a vista do novo mirante, a visita é imperdível.

Festa de três dias? É kerb!

Seguindo a orientação do aniversariante, já na sexta-feira alguns convidados encostaram suas motos no local da festa ignorando a noite, o piso ruim e a sinalização discutível. Quando chegamos no sábado pela manhã, o costelão já assava desde a noite anterior: nos instalamos ao redor do fogo de chão e entramos tarde adentro discutindo desde a situação política atual até as preferências motociclísticas dos envolvidos, quando customs, bigtrails, supersports e outras categorias foram defendidas e atacadas com mais veemência à medida em que o chopp sumia dos barris. Do meio da tarde em diante, a farra gastronômica rolou solta e, não bastasse um dos costelões aterrissar – e ser abatido – sobre uma mesa na rua, logo surgiu um café da tarde (com direito a cucas de vários sabores) e uma panela no fogo já adiantava que a janta vinha por aí.

A julgar pelo meu parágrafo acima, um leitor desavisado poderia pensar que a festa se resumiu a uma grande comilança; apesar das refeições estarem no centro dos ajuntamentos (e eu preciso ressaltar que estavam excelentes), cabe dizer que, na verdade, foram 3 dias de celebração à amizade, com velhos e novos amigos em volta do fogo, nas rodas de chimarrão ou simplesmente tomando uma caneca de chopp à sombra da mata nativa. Uma verdadeira família, com todas as suas qualidades e defeitos, formada por pessoas com uma afinidade impagável e difícil de reproduzir em palavras.

Parabéns, Ogro. Que venham muitos anos mais!

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