VIII Aniversário do SombreroS (27/08/2010)


Não há dúvida que viagens de moto exigem de uma certa organização e que quanto mais longa, mais detalhes precisam ser acertados; o que me mata, a bem da verdade, é a espera: os ajustes da motocada para o aniversário do SombreroS (em Limeira, São Paulo) começaram há cerca de um mês e de lá até a data da partida tive a impressão que o relógio andou mais devagar que o normal… Mas finalmente o dia chegou. Já para a estrada!

Fazia alguns dias que o tempo no Rio Grande do Sul andava fechado e a expectativa para a sexta 27, data da partida, era chuva e mais chuva – apesar do tempo bom, segundo a meteorologia, nos esperar no destino. Como tudo se resolve colocando a moto na estrada, fizemos isso (eu, Landão e Tara: os demais gaúchos, Diabolin, Daisson e Russo, saíram na quinta 26) e logo nada mais incomodava, apesar da chuva que caía sobre Porto Alegre (RS) às seis da matina e doía no lombo.

Até Torres (RS) o cenário foi praticamente o mesmo, mas dali para frente o sol apareceu e com a estrada seca, longos trechos da BR-101 com a pista duplicada, rock no mp3 player e a capa de chuva nos alforges (onde é o lugar dela), parecia que a motocada seria tranquila.

Parecia.

Adiante de Criciúma (SC), comecei a perceber uma vibração estranha na Fat: passei a prestar atenção no comportamento da moto e em uma ultrapassagem a roda traseira deu uma escorregada forte sem nada – água, óleo, etc – que justificasse. Ato contínuo ao escorregão, parei a moto no acostamento e um ruído semelhante a um moedor de carne cheio de parafusos me fez começar a pensar na causa daquilo. Motor? Primária? Coroa? Desci da moto e com ela desligada comecei a movimentá-la para tentar descobrir o motivo da barulheira; cinco segundos depois, para do meu lado um ciclista nitidamente alterado pelo álcool e sentencia:

- Óóóóóó, é no motor. Deu defeito. Tem uma oficina ali na frente. Sabe?

Eu não me lembro exatamente o que respondi, mas o fato é que, rodando devagar, o barulho sumia mas a roda traseira parecia solta. Depois de arrastar a moto até um posto de gasolina, apareceu o causador do susto: o rolamento da roda traseira. Fiz algumas ligações e decidi acionar o seguro e voltar de guincho para casa, o que me pareceu ser o mais sensato – ainda mais quando descobri que o pneu traseiro havia sido furado por um parafuso inacreditavelmente grande. Encerrou-se ali, a pouco mais de 300 km de casa, uma esperada motocada de 2.600 km.

Visto de fora, parecia um pequeno parafuso

Vilões: o rolamento quebrado e o parafuso que furou o pneu

Deixo registrado o meu agradecimento aos amigos que ligaram oferecendo ajuda e os parabéns aos integrantes do SombreroS pelo aniversário: a intenção era cumprimentá-los pessoalmente, mas não foi possível. Fica para o próximo ano.

Abraços a todos!

1ª Confraternização Entre Motociclistas (21/08/2010)


Amigos são anjos invisíveis.

Com esse indiscutível tema, aconteceu entre a quinta 19 e o domingo 22 a 1ª Confraternização Entre Motociclistas, comemoração alusiva ao aniversário do César “Texano” (ele era o proprietário da minha primeira moto), um dos integrantes do Pé de Vento Moto Clube.

Sendo Osório minha cidade natal, voltar lá para uma festa é sempre divertidíssimo: encontro amigos de décadas e, entre umas e outras, relembramos as muitas histórias – algumas impublicáveis – que protagonizamos. Um deles, Gilberto Bassani, era um querido amigo e companheiro de viagens (ele aparece em primeiro plano na página do Jornal Revisão que reproduzi no artigo Páginas do passado e estava no bonde que viajou à Criciúma para o I Motomix) e recebeu uma justa homenagem, já que certamente nos protege do plano em que se encontra.

Parabéns, Texano: que venham por aí muitos anos mais, todos recheados de quilômetros de estrada, cerveja gelada e muita festa entre os teus incontáveis amigos e tua família. Grande abraço!

(N. do E.: mais imagens da festa no site do Cassola.)

Kawasaki Ninja 650R 2010


A revista Motociclismo deste mês traz em destaque o provável lançamento no Brasil da versão full fairing da ER-6n, modelo que me impressionou bastante no Salão Duas Rodas 2009. Mais uma vez volta à baila uma pergunta recorrente: por que um fabricante importante como a Honda não cria uma versão carenada de sua naked de maior sucesso? Enquanto isso não acontece, Yamaha (com as suas XJ6) e Kawasaki saem na frente e disponibilizam seus modelos vestidos para atender a gregos e troianos.

Empurrada por um propulsor bicilíndrico parallel twin de 649 cc que gera 72 cv de potência a 8.500 rpm e 6,7 kgf/m de torque a 7.000 rpm, a ER-6f (como é conhecida Ninja 650R a em alguns mercados) possui tanque de combustível de 15,5 litros, pneus 120/70-17 na dianteira e 160/60-17 na traseira, assento posicionado a 795 mm do solo, câmbio de seis velocidades e 204 kg em ordem de marcha. O preço estimado é de R$ 27.500.

Fique esperta, marca das asas douradas: a concorrência está de olho na sua fatia do bolo.

Mais informações:

[Fotos e vídeo: divulgação]

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