A Harley-Davidson e a depressão de 1929


No dia 29 de outubro de 1929, a Quinta-Feira Negra, 16 milhões de títulos de empresas foram colocados à venda na bolsa de valores de Nova Iorque por preços insignificantes e não encontraram compradores: o crash da Bolsa de Wall Street foi o começo de um problema que chegou a quase todos os cantos do mundo.

A Grande Depressão, também chamada por vezes de Crise de 1929, foi uma grande depressão econômica que teve início em 1929, e que persistiu ao longo da década de 1930, terminando apenas com a Segunda Guerra Mundial. A Grande Depressão é considerada o pior e o mais longo período de recessão econômica do século XX. [Wikipedia]

Depois do otimismo e dos excessos dos anos 1920, era preciso buscar alternativas para escapar de um cenário que incluía, entre outros problemas, demissões, bancos quebrados, redução no crédito e fechamento de empresas. Para expandir suas vendas e não ter o mesmo fim de tantas outras indústrias, a Harley-Davidson lançou um novo produto no mercado: projetado inicialmente para atender o segmento automobilístico – na busca e entrega de automóveis -, o Servi-Car acabou sendo utilizado também por proprietários de pequenos negócios e até mesmo a polícia.

Os anos passaram, a Grande Depressão ficou para trás e a aposta da H-D se provou correta, já que, entre as fabricantes norteamericanas de motocicletas, somente ela e a Indian (que iniciou sua produção em 1901, dois anos antes da Harley-Davidson, encerrou em 1953, voltou à carga em 1999, quebrou em 2003 e desde 2006 produz na Carolina do Norte, nos Estados Unidos, seu modelo Indian Chief em pequenas quantidades) sobreviveram.

Apesar do papel importante (e de ter colaborado para a construção da lenda do motor Flathead: o de 45 polegadas cúbicas teve vida longa e equipou o triciclo enquanto foi produzido, entre 1932 e 1973) que o Servi-Car desempenhou na história da marca de Milwaukee, não há muitas referências a ele no material produzido oficialmente pela Harley-Davidson, o que gera um certo desconforto nos entusiastas do modelo. Alguns departamentos de polícia norteamericanos utilizaram o modelo até os anos 1990 e ainda é possível adquirir um em boas condições por cerca de US$ 15 mil.

Mais informações:

Página 1 do manual do Servi-Car 1933

Harley-Davidson Servi-Car 1933

Harley-Davidson Servi-Car 1933

[Imagens: Wikimedia Commons (2) e DL45 Homepage (1 e 3)]

5 Comentários

Servi-car nao e aonde vc vai, de opalao, dar uns pega na tua mina, quando vc ta quebrado e nao pode pagar o motel?

nao eh a toa que eles tem que se associar ao grupo rizzo… os cara desde aquela epoca ja erravam!!!

ra ra rava

Rava, alguns conhecidos nossos – em função do prejuízo vertical – poderiam usar o baú do Servi-Car com as namoradas, não? :D

Abraço!

Bah pirex este Servi-car quebraria um baita galho para levar as impressoras que conserto, se não me engano tem uma empresa perto de caxias que faz isso com as hondas 125 cc e 150cc.

Gilberto, eu vi alguns modelos assim – que são produzidos a partir de motos como a Honda Titan – no Salão Duas Rodas 2009 (http://www.pirex.blog.br/salao-duas-rodas-2009/) e no Salão de Motos de Porto Alegre (http://www.pirex.blog.br/10-salao-de-motos-de-porto-alegre-23042009/) fabricados por empresas como http://www.tricicar.com.br/, http://www.modificarminas.com.br/ e http://www.brazcar.com.br/.

Abraço!

[...] com base na WL, a versão civil que utilizava o mesmo motor flathead de 45 polegadas cúbicas do Servi-Car, uma aposta da H-D durante a Grande Depressão. O modelo que ora vemos na telona, por supuesto, [...]

Deixe um comentário

    REDES:  

  • rss
  • youtube
  • Twitter
  • flickr
  •  
  • PESQUISAR NOS ARQUIVOS: