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	<title>Piréx - Diário de Bordo &#187; Geral</title>
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	<description>Moto na estrada, cerveja gelada e considerações algo filosóficas         </description>
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		<title>Honda CB 400, uma guerreira nacional</title>
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		<pubDate>Tue, 07 Sep 2010 14:55:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Piréx</dc:creator>
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		<category><![CDATA[cb 400]]></category>
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		<description><![CDATA[O mercado brasileiro de motocicletas está &#8211; para dizer o mínimo &#8211; em ponto de ebulição, já que muitos fabricantes produzem seus veículos em território nacional, outros tantos importam diversos modelos e chega a ser difícil imaginar (especialmente para os motociclistas com menos de 40 anos) um Brasil com poucos modelos à disposição dos compradores. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O mercado brasileiro de motocicletas está &#8211; para dizer o mínimo &#8211; em ponto de ebulição, já que muitos fabricantes produzem seus veículos em território nacional, outros tantos importam diversos modelos e chega a ser difícil imaginar (especialmente para os motociclistas com menos de 40 anos) um Brasil com poucos modelos à disposição dos compradores. Não faz muito que esta era a realidade brasileira e neste contexto, com as importações de bens supérfluos proibidas, se destacava uma das herdeiras da <a title="Moto do século XX" href="http://www.pirex.blog.br/sete-galo-a-herdeira-legitima-da-moto-do-seculo-xx/" target="_self">moto do século XX</a>: a Honda CB 400.</p>
<p>Para mim, que comecei a me interessar por motociclismo no início dos anos 1980, a CB 400 era um sonho inalcançável e me restava apenas admirar os poucos felizardos que podiam pilotar uma moto realmente imponente. A importância dela podia ser medida na época pela quantidade de fabricantes que produziam acessórios para as CBs (alguns incomuns até hoje, como carenagens) e atualmente, para minha satisfação, pelos <a title="Moto Grupo CB Brasil" href="http://www.cbbrasil.com.br/" target="_blank">muitos apaixonados pelo modelo</a> que mantêm a lenda viva.</p>
<p>Vida longa à CB 400, inspiração de gerações de motociclistas.</p>

<a href='http://www.pirex.blog.br/honda-cb-400-uma-guerreira-nacional/dsc_2289_800/' title='Carenagem Super Sport'><img width="150" height="150" src="http://www.pirex.blog.br/wp-content/uploads/DSC_2289_800-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Carenagem Super Sport" title="Carenagem Super Sport" /></a>
<a href='http://www.pirex.blog.br/honda-cb-400-uma-guerreira-nacional/dsc_2291_800/' title='Carenagem Toya'><img width="150" height="150" src="http://www.pirex.blog.br/wp-content/uploads/DSC_2291_800-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Carenagem Toya" title="Carenagem Toya" /></a>
<a href='http://www.pirex.blog.br/honda-cb-400-uma-guerreira-nacional/dsc_2296_800/' title='Carenagem Toya'><img width="150" height="150" src="http://www.pirex.blog.br/wp-content/uploads/DSC_2296_800-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Carenagem Toya" title="Carenagem Toya" /></a>
<a href='http://www.pirex.blog.br/honda-cb-400-uma-guerreira-nacional/dsc_2298_800/' title='Carenagem Motoart'><img width="150" height="150" src="http://www.pirex.blog.br/wp-content/uploads/DSC_2298_800-150x150.jpg" class="attachment-thumbnail" alt="Carenagem Motoart" title="Carenagem Motoart" /></a>

<p>[Imagens: reprodução (Revista Duas Rodas, meados da década de 1980)]</p>
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		<title>Bob Biker: ser coxa é&#8230;</title>
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		<pubDate>Sat, 14 Aug 2010 21:30:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Piréx</dc:creator>
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		<description><![CDATA[[Via Bob Biker]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.pirex.blog.br/wp-content/uploads/bob-biker42.jpg"><img class="cartum" title="Bob Biker #42" src="http://www.pirex.blog.br/wp-content/uploads/bob-biker42.jpg" alt="Bob Biker #42" /></a></p>
<p>[Via <a title="Blog do Bob Biker" href="http://www.bobbiker.com/" target="_blank">Bob Biker</a>]</p>
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		<title>Bob Biker: ser coxa é&#8230;</title>
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		<pubDate>Wed, 28 Jul 2010 01:16:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Piréx</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.pirex.blog.br/wp-content/uploads/bob-biker29.jpg"><img class="cartum" title="Bob Biker #29" src="http://www.pirex.blog.br/wp-content/uploads/bob-biker29.jpg" alt="Bob Biker #29" /></a></p>
<p>[Via <a title="Blog do Bob Biker" href="http://www.bobbiker.com/" target="_blank">Bob Biker</a>]</p>
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		<title>Bob Biker: ser coxa é&#8230;</title>
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		<pubDate>Thu, 22 Jul 2010 01:42:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Piréx</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.pirex.blog.br/wp-content/uploads/bob-biker28.jpg"><img class="cartum" title="Bob Biker #28" src="http://www.pirex.blog.br/wp-content/uploads/bob-biker28.jpg" alt="Bob Biker #28" /></a></p>
<p>[Via <a title="Blog do Bob Biker" href="http://www.bobbiker.com/" target="_blank">Bob Biker</a>]</p>
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		<title>Pilotagem em condições adversas: frio</title>
		<link>http://www.pirex.blog.br/pilotagem-em-condicoes-adversas-frio/</link>
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		<pubDate>Sat, 17 Jul 2010 21:23:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Piréx</dc:creator>
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		<category><![CDATA[condições adversas]]></category>
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		<category><![CDATA[pilotagem]]></category>

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		<description><![CDATA[Apesar do Brasil ser um país tropical, abençoado por Deus e bonito por natureza, aqui na altura do paralelo 30 o inverno dá as caras com força: a ensolarada tarde de ontem foi a mais fria da última década e teve temperaturas máximas abaixo dos 6°C em muitas cidades do Rio Grande do Sul (a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Apesar do Brasil ser um país tropical, abençoado por Deus e bonito por natureza, aqui na altura do paralelo 30 o inverno dá as caras com força: a ensolarada tarde de ontem foi a mais fria da última década e teve temperaturas máximas abaixo dos 6°C em muitas cidades do Rio Grande do Sul (a mínima foi de -2,6ºC em Bagé, na fronteira com o Uruguai).</p>
<p>Nessa época do ano, a pergunta que mais me fazem é &#8220;Mas tu vai andar de moto com esse frio, guri?&#8221; e a resposta, invariavelmente, é sim &#8211; mas com alguns cuidados adicionais, que passo a listar junto com outras observações.</p>
<p>1. Minhas <strong>armas contra o frio</strong> são poucas e eficientes. Veja só:<strong><br />
</strong></p>
<ul>
<li>balaclava, luvas, camiseta manga longa e calça do tipo &#8220;<a title="Segunda pele" href="http://www.google.com.br/images?hl=pt-BR&amp;q=segunda+pele+solo" target="_self">segunda pele</a>&#8220;;</li>
<li>jaqueta, luvas e botas de couro;</li>
<li>meias longas de algodão;</li>
<li>calça jeans.</li>
</ul>
<blockquote><p>Ok, <em>calça jeans</em> não é arma contra coisa alguma. Foi uma opção pessoal: me incomodam tanto a calça de couro quanto a de <a title="Calça de cordura" href="http://www.google.com.br/images?hl=pt-BR&amp;q=calça+cordura" target="_self">cordura</a>, então (apesar de não recomendar pela baixa resistência à abrasão) sou usuário da velha calça jeans de guerra.</p></blockquote>
<p>Nos meses de frio mais intenso, costumo colocar por baixo da jaqueta de couro uma blusa de gola alta para manter o tronco e o pescoço aquecidos (papel que é desempenhado em parte pela balaclava). Em uma <a title="Nova Roma do Sul" href="http://www.pirex.blog.br/nova-roma-do-sul/" target="_self">motocada que calculei mal o frio</a>, apelei até para a capa de chuva em um dia de sol, mas ela pouco ou nada resolveu.</p>
<div id="attachment_954" class="wp-caption alignnone" style="width: 650px;">
<p><img title="Balaclava contra o frio de Bento Gonçalves (RS)" src="http://www.pirex.blog.br/wp-content/uploads/16062007_2.jpg" alt="Balaclava contra o frio de Bento Gonçalves (RS)" width="640" /></p>
<p class="wp-caption-text">Balaclava contra o frio de Bento Gonçalves (RS)</p>
</div>
<p>2. Não se deixe enganar: <strong>a sensação térmica é que importa. </strong>Enquanto estamos parados, o clima pode ser ameno mesmo nos meses de inverno; em movimento, entretanto, a coisa muda de figura. Se o destino for uma região serrana, cuidado  redobrado: não esqueça de levar uma roupa a mais (lembre-se que em  muitos momentos os morros vão obstruir completamente os raios do sol),  já que a sensação térmica sobre a moto pode transformar uma motocadinha  de inverno em um filme de terror que pode se estender por várias horas.</p>
<p>3. <strong>Sentir mais ou menos frio é pessoal </strong>e por este motivo perguntar a alguém quais são os equipamentos necessários para uma determinada viagem é útil mas não definitivo. Utilize a internet e informe-se sobre as condições que o aguardam (frio, chuva, cerração, geada, etc) no trecho a percorrer e tenha sempre em mente que roupas a mais não são um problema, mas não tê-las é.</p>
<p>4. <strong>Alongamentos são imprescindíveis.</strong> Antes de inicar um novo trecho &#8211; e não somente no começo da viagem -, comece pelo pescoço e vá descendo: ombros, braços, punhos, coluna, joelhos e tornozelos são bastante exigidos e precisam de aquecimento (para minimizar a ocorrência de lesões) antes de entrarem em ação. Na chegada, repita todo o processo novamente para aliviar as tensões acumuladas durante a viagem.</p>
<div id="attachment_954" class="wp-caption alignnone" style="width: 650px;">
<p><img title="Nova Petrópolis (RS): cerração e 6°C às 13h" src="http://www.pirex.blog.br/wp-content/uploads/DSC_0516_640.JPG" alt="Nova Petrópolis (RS): cerração e 6°C às 13h" width="640" /></p>
<p class="wp-caption-text">Nova Petrópolis (RS): 6°C às 13h</p>
</div>
<p>5. <strong>Rodar por longos períodos sem uma vestimenta adequada pode trazer  consequências desastrosas</strong> que vão desde um resfriado até o  encerramento precipitado da viagem por conta de uma hipotermia. As  extremidades &#8211; principalmente mãos e pés &#8211; exigem atenção especial,  já que o uso de roupas apertadas pode prejudicar a circulação sanguínea e  potencializar a ação do frio.</p>
<p>6. <strong>É do piloto a reponsabilidade de alertar quem vai na garupa</strong> sobre o as condições climáticas que serão enfrentadas. Por mais que nossas companheiras gostem de vestir roupas da moda, eventualmente pode ser necessário trocar um sapato de salto por uma bota impermeável ou uma jaqueta social por uma de motociclismo.</p>
<p>7. <strong>Alimente-se bem, mas sem exageros.</strong> Como o corpo gastará mais energia para manter-se aquecido, é preciso que as refeições sejam feitas de forma equilibrada: se por um lado aquela feijoada (ou churrascada, ou mocotó, ou &#8230;) de beira de estrada fornecerá energia para muitas horas de viagem, por outro será uma refeição difícil de ser digerida e que poderá causar mal-estar, sonolência e outros resultados incompatíveis com o ato de pilotar uma motocicleta.</p>
<div id="attachment_954" class="wp-caption alignnone" style="width: 650px;">
<p><img title="Frio e chuva em Urubici (SC)" src="http://www.pirex.blog.br/wp-content/uploads/DSC02247_640.JPG" alt="Frio e chuva em Urubici (SC)" width="640" /></p>
<p class="wp-caption-text">Frio e chuva em Urubici (SC)</p>
</div>
<p>8. Ao contrário do verão, quando a brisa da noite traz conforto aos enjaquetados viajantes, <strong>durante o inverno o anoitecer faz com que a temperatura caia bruscamente </strong>e o desconforto causado pelo frio se torne insuportável em questão de minutos (rodar durante uma hora à noite no verão é pura festa, mas com uma  sensação térmica abaixo de zero é um castigo).</p>
<p>9. Na revisão anterior à viagem, <strong>certifique-se que o aditivo anticongelamento foi colocado na proporção correta no radiador</strong>: especialmente em cidades do interior, pode ser necessário deixar a moto dormir ao relento e uma noite inteira de temperaturas negativas pode ser suficiente para congelar o líquido de arrefecimento.</p>
<p>10. <strong>Essas dicas tomam como base o inverno que temos na região Sul do Brasil</strong>: para realizar uma viagem que envolva invernos ainda mais rigorosos &#8211; como o da Patagônia, Europa ou Estados Unidos -, é necessário adquirir vestimentas e acessórios que ajudem a suportar temperaturas baixíssimas (como jaquetas, manoplas ou bancos com aquecimento).</p>
<p>Se tens mais alguma dica, sinta-se convidado a deixá-la nos comentários: informação nunca é demais e a troca de experiências torna as novas aventuras menos arriscadas e mais agradáveis. Boas estradas neste inverno!</p>
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