Nova ação da campanha Vida por Vida Riffel


Não é de hoje que a Riffel, fabricante de equipamentos para motocicletas e motociclistas, invade o mercado com ações inovadoras: em novembro do ano passado, ela promoveu o sorteio de uma motocicleta BMW G 650 GS (à época, recebi uma caixa com itens que foram sorteados entre os leitores do Diário de Bordo e devidamente entregues ao sortudo em uma Quinta Gaudéria) e um pouco antes disso, em setembro, lançou a campanha Vida por Vida.

Veja só o recado da Riffel:

Para a maioria dos motociclistas – eu inclusive -, falar sobre os riscos associados às duas rodas é uma tarefa complicada: como aceitar que o mesmo objeto que proporciona tantos momentos de prazer possui um lado perigoso? Apesar da dificuldade, é preciso fomentar o debate e o apontamento das alternativas (praticar a pilotagem defensiva, correr somente em autódromos, seguir as leis de trânsito, etc) que visem minimizar os riscos atrelados ao motociclismo.

Dito isto, preciso fazer um mea-culpa: apesar de escrever repetidas vezes aqui no blog sobre o trânsito e suas consequências (me metendo de pato a ganso, até sobre segurança eu me arrisquei a falar), sou um condutor que erra tanto quanto os demais e, em dois destes erros, me envolvi em acidentes que resultaram em algumas poucas fraturas e cirurgias – mas os danos foram abreviados pelos equipamentos que eu utilizava.

De volta à carga, a Riffel novamente provoca uma saudável discussão entre os motociclistas com a nova etapa da campanha Vida por Vida: impressas em um baralho, estão as experiências traumáticas de 32 pessoas que se envolveram em acidentes. Se por um lado é difícil imaginar eventos tão sérios associados a um jogo, por outro a forma como os fatos são apresentados alerta, sem meias palavras, que os equipamentos de proteção são indispensáveis.

Eu honestamente não me vejo jogando uma espécie de Super Trunfo no qual as cartas possuem impressos alguns dos piores momentos das vidas de motociclistas, mas o recado está dado da forma mais direta possível: proteja-se. Se também respeitarmos as regras de trânsito, seguramente criaremos um ambiente mais seguro para todos e deixaremos nossas famílias e amigos mais tranquilos.

Bob Biker


Bob Biker #50

[Via Bob Biker]

Harley-Davidson WLA, Capitão América e o flathead


Chegou hoje aos cinemas de todo o Brasil o celebrado (não pela crítica) Capitão América: O Primeiro Vingador, filme que conta a história de um magricelo que é submetido a um tratamento para se transformar em um supersoldado – nada mais adequado para um país que, à época da criação do personagem, estava mergulhado na 2ª Guerra Mundial. Apesar de coadjuvante, quem vai prender os olhares dos entusiastas das duas rodas é a sua companheira de aventuras, uma Harley-Davidson WLA 1942, modelo que fez história na casa de Milwaukee.

Com mais de 90 mil unidades produzidas sob medida para o exército norteamericano (daí o A da sigla: Army), a WLA foi feita com base na WL, versão civil que utilizava o mesmo motor flathead de 45 polegadas cúbicas do Servi-Car, uma aposta da H-D durante a Grande Depressão. O modelo que ora vemos na telona, por supuesto, não é da década de 1940: usando como base uma H-D Cross Bones, a Salvaggio Automotive Design produziu a versão pilotada pelo soldado Steve Rogers no filme.

Além do aparato militar que carrega, a WLA chama a atenção também por conta de sua suspensão springer, uma verdadeira obra de arte; na minha opinião, entretanto, quem realmente merece os holofotes é o flathead (com baixa taxa de compressão: 5:1 neste modelo), um motor de arquitetura muito diferente dos Over Head Valve que chegaram em 1957.

Nos motores de Ciclo Otto, as válvulas estão envolvidas nos 4 tempos ideais – admissão, compressão, ignição e exaustão – e influenciam diretamente nos resultados que se pretende alcançar com um determinado propulsor (sobre esse assunto, recomendo o ótimo artigo Influência das Válvulas do também motoqueiro Fábio Magnani). Ao contrário do OHV, que possui válvulas no cabeçote, a válvula do flathead está posicionada no bloco, ao lado do pistão, o que torna a construção do motor mais simples.

Concorde aí comigo: mecânica é sinônimo de diversão, não é?

Mais informações:

[Imagens: Wikipedia Commons/Divulgação]

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