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Arquivo da Categoria ‘Impressões’

Kawasaki Ninja 650R 2010

17, agosto, 2010 Piréx 10 comentários

A revista Motociclismo deste mês traz em destaque o provável lançamento no Brasil da versão full fairing da ER-6n, modelo que me impressionou bastante no Salão Duas Rodas 2009. Mais uma vez volta à baila uma pergunta recorrente: por que um fabricante importante como a Honda não cria uma versão carenada de sua naked de maior sucesso? Enquanto isso não acontece, Yamaha (com as suas XJ6) e Kawasaki saem na frente e disponibilizam seus modelos vestidos para atender a gregos e troianos.

Empurrada por um propulsor bicilíndrico parallel twin de 649 cc que gera 72 cv de potência a 8.500 rpm e 6,7 kgf/m de torque a 7.000 rpm, a ER-6f (como é conhecida Ninja 650R a em alguns mercados) possui tanque de combustível de 15,5 litros, pneus 120/70-17 na dianteira e 160/60-17 na traseira, assento posicionado a 795 mm do solo, câmbio de seis velocidades e 204 kg em ordem de marcha. O preço estimado é de R$ 27.500.

Fique esperta, marca das asas douradas: a concorrência está de olho na sua fatia do bolo.

Mais informações:

[Fotos e vídeo: divulgação]

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Linha Harley-Davidson 2011

30, julho, 2010 Piréx 12 comentários

Chegou a hora de quebrar o porco, tirar o escorpião do bolso, abrir a mão ou seja lá qual for a sua metáfora preferida para investir alguns milhares de dinheiros na melhoria da sua qualidade de vida: a Harley-Davidson publicou em seu site o catálogo 2011 e há opções para todos os gostos. Confira os preços – em dólares norteamericanos – dos principais modelos (informações sobre os trikes e a linha CVO podem ser encontradas no site da H-D):

Sportster
Nightster: 9.999 XR1200X: 11.799
Superlow: 7.999 Iron 883: 7.999
1200 Low: 9.899 Forty-Eight: 10.499
Dyna
Street Bob: 12.999 Fat Bob: 14.999
Super Glide Custom: 12.999 Wide Glide: 14.999
Softail
Heritage Classic: 16.999 Cross Bones: 16.999
Fat Boy: 15.999 Rocker C: 19.499
Deluxe: 16.999 Fat Boy Lo: 16.299
VRSC
Night Rod Special: 16.699 V-Rod Muscle: 16.699
Touring
Road King: 16.999 Electra Glide Classic: 18.999
Road King Classic: 19.499 Ultra Classic Electra Glide: 20.999
Street Glide: 18.999 Electra Glide Ultra Limited: 23.999
Road Glide Custom: 18.999 Road Glide Ultra: 22.499

Os preços, naturalmente, são os sugeridos lá na terra da MoCo e não é certo que tenhamos todos estes modelos à disposição no Brasil. Apesar disso e da tão conhecida demora na liberação dos documentos, foram emplacadas no primeiro semestre deste ano 108 unidades da Ultra e 46 da Heritage (51,03% da categoria Touring) e 344 da Super Glide, 303 da Fat Boy, 242 da 883 e 170 da Deluxe (13,57% da categoria Custom) segundo a FENABRAVE.

[Fotos: divulgação]

Harley-Davidson FLSTF Fat Boy

24, julho, 2010 Piréx 36 comentários

Há exatos 12 meses, escrevi sobre a Fat Boy aqui no blog. Resgato:

Lançada em 1990, a Fat Boy marcou o retorno da H-D à liderança de vendas nos Estados Unidos entre as motos acima de 750 cc e rapidamente se tornou protagonista de uma lenda urbana: seu nome seria uma combinação dos nomes das bombas atômicas lançadas sobre Nagasaki e Hiroshima (Fat Man e Little Boy) e sua pintura, entre outras características, inspirada no bombardeiro americano B-29. No filme Terminator 2 – Judgment Day, o próprio terminator (representado pelo ator Arnold Schwarzenegger) aparece saltando de uma ponte com uma Fat Boy 1990.

Faltou dizer mais, então sigo adiante.

Nestes 20 anos de vida, a Fat Boy carregou três propulsores de diferentes capacidades cúbicas mas igualmente big twins: entre 1990 e 1998, ela foi empurrada por um motor de 1340 cc (Evolution), entre 1999 e 2006, pelo TC88 (um twin cam de 88 polegadas – ou 1447 cc) e desde 2007 pelo TC96 (de 1573~1584 cc). A versão atual possui câmbio de 6 velocidades, torque de 12,4 kgf/m, pneus 140/75-17 na dianteira e 200/55-17 na traseira, freios a disco, assento posicionado a 698 mm do solo, peso seco de 315 kg e tanque de combustível com capacidade para 19 litros.

Além do nome comercial – Road King, Electra, Deluxe, Rocker, etc – pelo qual as motocicletas restam conhecidas, a Harley-Davidson Motorcycle Company (MoCo para os íntimos) batiza suas crias com uma sopa de letrinhas que indica as características de cada modelo. No caso da Fat Boy, as letras significam o seguinte:

  • F = Big Twin
  • L = High compression
  • ST = Softail
  • F = Fat Boy

A parte que não é autoexplicativa, o Softail, indica que apesar do amortecimento não estar aparente, ele existe – é portanto uma “falsa rabo duro” – e, ao contrário de outros modelos, o conforto do piloto e do passageiro não está a cargo de amortecedores aparentes ou molas sob o banco.

Para finalizar, uma informação adicional.

No dia 1º de julho, a Gorda foi fazer outro motociclista feliz e seu lugar na minha garagem foi tomado pela Jane, a Fat 2008 que aparece nas imagens abaixo. A exemplo do que eu vinha fazendo com a CB, passo a compartilhar aqui as experiências vividas a bordo da nova companheira de estrada.

O primeiro mito que merece ser desfeito é o do comportamento dela na cidade: apesar do peso elevado (pouco menos de 350 kg em ordem de marcha), a Fat se desloca bem em baixa velocidade por conta do baixo centro de gravidade e o escalonamento das marchas (o câmbio impreciso é outro mito) é muito bom, pois exige poucas trocas; o motor refrigerado a ar, naturalmente, penaliza o piloto no trânsito muito travado. Como ela ganhou logo na segunda semana um ape hanger – ou seca sovaco, como queiram – de 16 polegadas, rodar pelo corredor ficou mais fácil pois ele desloca os comandos para uma posição superior aos retrovisores da maioria dos veículos e, ao contrário do que possa parecer, mantém a posição de pilotagem confortável.

Na estrada, seu habitat natural, Jane Fonda mostra as suas armas e roda com tranquilidade em sexta marcha, não apresentando vibração (mais um mito) ou instabilidade no guidão e permite até uma tocada mais forte se o piloto assim desejar – mas a densidade da espuma do banco pode fazer os traseiros mais sensíveis reclamarem depois de algumas horas. Os freios cumprem bem o seu papel (o dianteiro, por sua importância, merecia um disco duplo) e o painel bastante completo para a categoria informa inclusive a quilometragem que pode ser percorrida com o combustível disponível no tanque.

Por enquanto é só: em breve eu volto a falar da Fat para compartilhar os números do consumo, dos alforges, da grelha, do sissy bar e do para-brisa destacáveis, do Power Commander III e das pedaleiras (que substituirão as plataformas).

Honda Interstate, Stateline & Sabre 2010

26, junho, 2010 Piréx 5 comentários

Motocicletas que compartilham entre si componentes sempre me pareceram uma ótima alternativa tanto para o fabricante, que em função da quantidade produzida pode reduzir seus custos, quanto para os compradores, que podem combinar os itens de acordo com seu gosto. Seguindo uma linha inaugurada pela Honda Fury (mais esportiva que a família VTX), os modelos Interstate, Stateline e Sabre possuem muitas partes – motor, pneus, etc – coincidentes e outras exclusivas, como o ABS que não está disponível no modelo Interstate.

Com preços sugeridos variando entre US$ 11.799 (R$ 21.000) e US$ 12.799 (R$ 22.800), os modelos têm em comum um propulsor v-twin refrigerado à água de 1.312 cc que gera 74 cv a 5.000 rpm e 12,5 kgf/m a 3.000 rpm e possui câmbio de 5 velocidades, transmissão final por cardã, freios a disco, pneus 140/80-17 (90/90-21 na Sabre) na dianteira e 170/80-15 na traseira, assento posicionado a 680 mm do solo e tanque de combustível de 16,5 litros.

Quando será que essas meninas aparecerão por aqui? Como sempre, aguardemos.

Mais informações:

[Imagens: divulgação]

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Honda CB 1300 Super Four, 30000 km depois

19, junho, 2010 Piréx 10 comentários

Pois é. Dois anos e trinta mil quilômetros se passaram desde que a Gorda entrou para a família. Pela riqueza de detalhes das minhas lembranças, entretanto, parece que isso aconteceu há duas semanas: na manhã do dia 25 de abril de 2008, fui até a concessionária, deixei a Honda CB600F Hornet que me deu muitas alegrias e saí em direção ao meu trabalho – a vontade não era exatamente esta – montado na CBzona.

Apesar de nos primeiros momentos a bordo da nova máquina ter me passado pela cabeça que minha escolha poderia não ter sido adequada – já que eu procurava uma moto boa no trânsito urbano e no rodoviário, com ou sem garupa -, bastaram alguns poucos quilômetros para que eu me sentisse à vontade com as reações da minha nova parceira, fazendo jus à fama de dócil que as Citizen Band antecessoras criaram.

Manutenção, consumo e seguro, os vilões de sempre

Nestes dois anos de uso, precisei apenas trocar o óleo, os pneus (o par de Michelin Pilot Road 2 merece uma menção honrosa pela durabilidade) e as pastilhas de freio; para minha surpresa – certamente em função dos meus cuidados constantes -, a relação está em perfeito estado, ainda na marca verde da balança e com os 20~30 mm de folga recomendados no manual. Visualmente, mesmo nos itens de maior atrito (banco, manoplas, etc) não há desgaste aparente e com uma limpeza criteriosa a CB passaria facilmente por uma moto mais nova.

As médias de consumo, tomando por base uma velocidade média de 100 km/h, têm se mantido na casa dos 19 km/l – o que considero excelente para uma motocicleta de quase 1300 cilindradas e mais de 110 cavalos de potência. Mesmo em viagens, quando a gasolina utilizada era de qualidade duvidosa, a injeção eletrônica se adaptou bem e não percebi falhas ou consumo exagerado.

Na semana passada renovei o seguro pela terceira vez (a primeira apólice e as duas renovações seguintes custaram, respectivamente, R$ 2,3 mil, R$ 2,7 mil e R$ 2,2 mil) e o valor foi de R$ 1,9 mil: não dá para chamar de bom, já que é cerca de 6% do valor de mercado da moto, mas é aceitável.

Pontos negativos? Tem sim senhor – mas não na moto

O único aspecto no qual a CB13 deixa a desejar é quanto aos acessórios – e isso não é difícil de explicar, já que temos menos de 1.700 unidades emplacadas segundo a FENABRAVE. A solução é procurar alguém com os conhecimentos específicos a respeito do item que se deseja e solicitar que seja fabricado (como fiz com a flange do escape, o afastador de alforges, o suporte do baú traseiro e o para-brisa). Ainda há nas lojas algumas unidades dos itens que foram importados quando a Honda anunciou a vinda da CB (protetores de motor, sliders, para-brisas e escapamentos), mas é preciso garimpá-los.

A experiência com a CBzona tem sido amplamente positiva e ela é uma das melhores – no sentido de mais completa, polivalente – motos que já tive (senão a melhor) e apesar das poucas unidades rodando, certamente será um daqueles modelos que veremos na estrada daqui a 30 anos.

Mais CB1300SF aqui no Diário de Bordo:

Mais informações sobre a CB1300SF: