Todo dia é dia de estrada (30/05/2011)


Fat Boy na BR-116

Até mesmo segundas-feiras.

Tempo fechado na Serra da Boa Vista (14/05/2011)


Rota: Porto Alegre/Osório/Maquiné/Barra do Ouro/Riozinho/Rolante/Taquara/Gravataí/Porto Alegre

Distância percorrida: 290 km

O farol da Tornado, como eu disse outro dia, é sofrível e rodar à noite só em caso de extrema necessidade; à noite e com chuva então, nem pensar. No último sábado, depois de uma motocada, a tal extrema necessidade se apresentou: noite, chuva torrencial e apenas um farolzinho para iluminar os 90 km que separam Rolante (RS) de Porto Alegre (RS).

A previsão do tempo – sempre ela – dizia na sexta-feira que a chance de chuva para o dia seguinte era de 10%, o que me deixou bastante animado, já que o local escolhido para rodar no sábado (a Serra da Boa Vista) seria mais ou menos difícil de percorrer em função da presença ou não da chuva.

Apesar das muitas nuvens escondendo o céu no sábado, saímos (eu e os Tornadeiros Ribas e Ade) de Porto Alegre no começo da tarde e antes de Osório, com menos de 100 km no odômetro parcial, a primeira chuva caiu; um chuvisco, a bem da verdade, mas já me serviu como aviso: eu me arrependeria em breve por acreditar na previsão do tempo e sair sem a capa de chuva. Adiante de Osório a chuva desapareceu e me fez pensar que talvez aquele aguaceiro na BR-290 tivesse sido pontual e teríamos tempo seco dali para frente.

Não.

Entre Maquiné e Barra do Ouro veio a primeira chuva forte que desapareceu tão rápido quanto chegou; quando começamos a subida da Serra da Boa Vista somente um chuvisco leve nos acompanhava, mas bastaram algumas curvas para que o horizonte desaparecesse – e em seguida a própria estrada – em função da forte neblina. Continuamos nessas condições até Riozinho, onde a chuva voltou a cair com força e de Rolante a Taquara, já noite fechada, precisamos rodar devagar com trânsito intenso nos dois sentidos. De Taquara a Porto Alegre a intensidade da chuva diminuiu, mas o precário farol da Tornado exigia a mesma velocidade reduzida nas curvas da RS-020.

Chegamos sãos e salvos em Porto Alegre depois das 20h e a tensa última parte da motocada foi a situação mais crítica na qual me envolvi nos últimos anos: via de regra sou muito cuidadoso com esses detalhes, mas dessa vez fui pego de surpresa. No motociclismo sempre é tempo de aprender, não importam as décadas ao comando do guidão.

(N. do E.: a culpa dos poucos registros fotográficos, como o amigo leitor deve imaginar, foi da chuva. Além da câmera, entraram no banho a carteira e o telefone, mas no final das contas todos se salvaram com algumas poucas sequelas.)

No topo da serra, o Ninho das Águias (20/04/2011)


Rota: Porto Alegre/Nova Santa Rita/São José do Hortêncio/Nova Petrópolis/Portão/Porto Alegre

Distância percorrida: 250 km

Duas conversas, uma no fórum Tornadeiros e outra no M@D, chamaram a minha atenção nas últimas semanas para um lugar que eu, apesar de transitar pela região com frequência, sequer havia ouvido falar: o Ninho das Águias, onde há um clube de voo livre e uma bela vista do Vale do Caí.

Com a ajuda do sabe-tudo Google, localizei na serra gaúcha o morro que fica em Fazenda Pirajá (no município de Nova Petrópolis) e comecei a rascunhar as rotas prováveis: melhor ir pela BR-116 ou pela RS-122? Olhando com um pouco mais de calma os mapas, percebi que o mais divertido – e não o mais rápido ou o mais sensato – seria percorrer as vicinais do interior até lá e subir por uma trilha que dá acesso ao Ninho das Águias.

Apenas os 30 primeiros quilômetros até Nova Santa Rita foram percorridos no asfalto das BRs 116 e 386; dali em diante foram outros 90 km passando por Capela de Santana, Campestre, São José do Hortêncio, Linha Nova, Linha Temerária e finalmente o objetivo da motocada.

Duas observações importantes:

  1. O acesso leste do Ninho das Águias é uma estrada de chão batido em boas condições que pode ser vencida por quase qualquer tipo de motocicleta; o oeste, por outro lado, é uma trilha 4×4 (ou pelo menos é isso que o GPS diz: custo a imaginar como um veículo pode subir por ali) que em alguns trechos é íngreme e instável – por conta das pedras soltas da pista – a ponto de tornar a parada impossível: quando tentei, para fotografar, a moto simplesmente descia com ambos os freios acionados.
  2. Como fui até a Tenda do Umbú para almoçar, percorri um trecho cheio de curvas da BR-116 em um horário de pouco movimento, o que me permitiu avaliar o comportamento da Honda Tornado nesse tipo de estrada e resumir em um único comentário: ela faz curvas como se estivesse andando em trilhos – e eu já passei por estes mesmos lugares de Shadow 600, Hornet, CB1300 e, mais recentemente, de Fat Boy. Ela não é uma supersport, naturalmente, mas me surpreendeu muito nesse aspecto.

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