Honda CB 1300 Super Four
(N. do E.: artigo originalmente escrito para o blog Cultura de Privada.)
Foi com alegria que recebi o convite do Seo Craudio para escrever aqui no Cultura de Privada sobre a CB1300 Super Four, moto para a qual migrei (e que batizei de “Gorda”) há algumas semanas depois de passar um bom tempo com uma CB600F Hornet (a “Sheilinha”). Obrigado pelo convite, Duxo. Vamos aos fatos.
História
As origens da CBzona remontam ao final da década de 70: as linhas gerais (mecânicas e visuais) apresentadas pela CB750 Bol D’or de 1979 ainda estão presentes na atual CB1300SF S; entretanto, a X-4 (apresentada em 1997 no Tokyo Motor Show e produzida daquele ano até 2003) é quem tem o título de “mãe da SF” por já carregar o motorzão de 1300cc. Ainda naquele Tokyo Motor Show, foi apresentada a CB1300 Super Four com um motor derivado da X-4: o apelo do público fez com que ela começasse a ser produzida em 1998 e rapidamente se tornasse um sucesso de vendas.
Em 2003 ela sofreu a primeira atualização e ganhou o aspecto que carrega até hoje; de lá para cá, algumas melhorias foram feitas no modelo (lançamento das versões com ABS, uma “race” – a CB1300 Super Four Type R – para o mercado japonês, etc), mas sem alterar muito sua identidade: a versão 2008 mantém viva uma história de três décadas.
CB1300SF x CB600F
Com propostas bastante distintas, as CBs só têm em comum o fato de serem “Citizen Band”; de resto, diferem em tudo – e esse tudo foi o que me levou à troca. Para um observador desavisado, a CB1300 pode parecer uma Hornetona – e, na maioria das vezes, essa lógica explica a minha migração: o Piréx comprou a irmã maior da moto que ele já tinha. Ledo engano.
De proposta mais esportiva, a Hornet não oferece conforto algum ao garupa ou ao piloto (o que condiz com a sua proposta): o pouco peso, aliado ao motor herdado da CBR600F 1998 (que tem a faixa vermelha no contagiros entre 13000 rpm e 15000 rpm com pico de potência – 96 cv – aos 10000 rpm), faz dela uma moto urbana com uma veia esportiva.
O projeto da SF, por outro lado, privilegiou o conforto dos usuários – seja no bancão que parece um sofá, no motor que possui muito torque mesmo em baixas rotações ou nos 115 cv (aos 7500 rpm) que estão às ordens se o piloto quiser abusar. Com essas características, a CBzona se enquadrou melhor no meu perfil: a garupatroa anda confortavelmente, o seguro é acessível, o consumo é razoável e mesmo no trânsito da cidade ela se vira bem. Minha única ressalva era a existência dos amortecedores traseiros; com o passar do tempo, acabei me acostumando e no uso eles provaram que atendem muito bem à proposta naked/touring/muscle bike da CB1300: há várias combinações possíveis (pré-carga da mola, velocidade de retorno, etc) e as regulagens também estão presentes na suspensão dianteira. O painel, digno de elogios, é bastante completo: além das informações tradicionais, traz ainda temperatura externa, marcador de combustível, dois odômetros parciais, quilometragem diária, quilometragem regressiva, cronômetro, etc, etc.
Na estrada
A primeira motocada com a CBzona aconteceu durante o XI Mar&Motos de Tramandaí (RS), num percurso tranqüilo de aproximadamente 250 km. Obedecendo o manual, fiquei sempre abaixo dos 5000 rpm (3500 rpm = 100 km/h) e a média foi de 19 km/l, mais ou menos o que a Hornet fazia (abaixo de 120 km/h) com seus quatro carburadores: sem enrolar o cabo, o tanque de 21 litros da CBZona rende uma autonomia de quase 400km.
Entre a primeira saída para a estrada e este artigo, aconteceu em Ivoti (RS) o 3º Aniversário dos Dinossauros do Asfalto: nas curvas da BR-116, a CB1300 se comportou muito bem – mas quem tiver uma tocada mais esportiva vai precisar endurecer a suspensão; na volta, à noite, tive a impressão que o farol da CB ilumina menos que o da Hornet. No mais, a CBzona é espetacular (para quem tem um uso parecido com o meu) e – espero – veio para ficar na minha garagem.
Mais informações
- http://www.cb1300.com.br
- http://www.hondacb1300.net
- http://en.wikipedia.org/wiki/Honda_CB1300
- http://world.honda.com/Tokyo2003/motor/lineup/cb/cb1300sf/
Grande abraço!
Piréx














Meu’s! que motoca! Já faz algum tempo que admirava a antiga 1000 SUPERFOUR. Com certeza a CB-1300 deriva dela. Já possuí uma 750F ano 74, que para mim foi o máximo. Quando eu chegava com ela nos encontros, apesar de na área haver uma diversidade muito grande de motos, todos queriam ouvir o URRO da ANCIÃ (era assim que era chamada carinhosamente pelos amigos); pediam para dar uma voltinha, enfim, era uma verdadeira festa em torno da 750F. Hoje não tenho mais condições financeiras de possuir uma moto grande. Se tivesse, com certeza iria atrás da CB 1.300 (é o que chamamos aqui no nordeste de MOTO DO CAR—-). Um abraço a todos.
Luiz, realmente as 750 da década de 1970 são verdadeiras jóias: eu tive durante algum tempo uma RD350 1975 – que aparece no artigo http://www.pirex.blog.br/viuva-negra-a-moto-que-marcou-geracoes/ -, mas almejava a 750 Four. O ruído que o motor dela produz é único.
Grande abraço!
Com certeza se algum dia for trocar a minha velhinha uma Cbx 750 – 88, será por essa CB…… Parabéns, bela moto !!!
Roger, a CBX750 88 (é a preta?) não é uma moto para se trocar… Essa é para ficar na família o resto da vida: eu tive uma 750 Indy e até hoje lembro do ronco espetacular daquele motor.
Abraço!
um rapaz dono de uma agencia de moto na minha cidade foi empinar uma moto dessa…a moto e muito pesada e entortou o garfo …ele ta na cadeira de rodas….tomem cuidado galera…moto e no chao… e essa e uma motassa
@Piréx
Exatamente Pirex, é preta conhecida como “Magia Negra”, apesar da moto estar bem conservada considerando sua idade, tenho ela a +- 2 anos, aos poucos estou restaurando ela, para deixar impecavel… tens razão venderei essa moto em último caso, desde que comprei ela so tenho alegrias
http://img158.imageshack.us/i/34314278.jpg/
Thiago:
E além dos riscos óbvios envolvidos no ato de empinar, vale lembrar que isso também faz com que as limalhas de ferro depositadas na parte mais baixa do cárter voltem a passar pelas partes móveis do motor, reduzindo sua vida útil drasticamente.
Roger:
Esse modelo é sensacional: até me animei a tirar do baú um artigo que havia rascunhado sobre a minha CBX e devo publicá-lo nos próximos dias.
Abraços!
@Piréx
!!!
É isso ai Piréx, fico no aguardo desse artigo
Abraço
Roger:
Publiquei o artigo sobre a CBX em http://www.pirex.blog.br/sete-galo-a-herdeira-legitima-da-moto-do-seculo-xx/. Foi ótimo relembrar dos detalhes e das andanças com a minha galo.
Grande abraço!
excelente consumo… uma 1300cc fazer médias de 19km/l tá mais do que bom
Realmente a CB1300 é bastante econômica, Antonio – mas só ali pela casa dos 100 km/h: depois disso, como era de se esperar, o motorzão abre a goela. Para mim, que na maior parte do tempo ando nessa velocidade, o consumo geral (cidade/estrada) é muito bom.
Abraço!
ola amigos tenho uma cb 1300,é concordo com os comentarios feitos
pelo piréx….a CBZONA É SHOW…abraços.
É verdade, André… Dia desses li um comentário de um proprietário que disse tudo: ela é uma clássica, nunca envelhece.
Abraço!
Comprei uma e estou aguardando a chegada. Pelo q estou lendo, vai ser d+. Alguém sabe de acessórios para incoporar na SF?
Celso, a CB1300 é uma moto sensacional, mas pobre de acessórios aqui no Brasil: que eu saiba, temos uma marca de protetor de motor, uma de bolha, duas de escapamentos (caríssimos) e uma de suporte do baú traseiro (podes ler o que escrevi sobre isso nos artigos http://www.pirex.blog.br/honda-cb-1300-super-four-15000-km-depois/ e http://www.pirex.blog.br/alforges-e-baus-na-honda-cb-1300-super-four/).
Grande abraço!
olha pessoal concordo com vcs comprei um cb1300 estou muito satisfeito…realmente é uma grande moto.
Sem sombra de dúvidas a CB1300 é uma moto impecável, Ivan… Boas estradas com a nova parceira.
Abraço!