E lá se foi o pneu traseiro…


No final de agosto, a motocada de ida ao aniversário do SombreroS foi interrompida por conta de um pneu furado e um rolamento quebrado na região de Jaguarúna, Santa Catarina. Depois de todos os transtornos decorrentes do problema (viagem cancelada, moto guinchada, conserto dos estragos, etc etc), julguei encerrada a novela. Ledo engano: no dia seguinte ao retorno do Natal das Sombras 2010, percebi algo diferente no pneu traseiro e quando olhei de perto é que vi a lasca de borracha que havia se desprendido da região perfurada.

Depois de lembrar que um pneu custa muito menos que consertar um estrago na minha carcaça, decidi pelo óbvio – trocar o pneu traseiro -, coisa que já devia ter feito há muito tempo mas a possibilidade de rodar um pouco mais somente fazendo um remendo me seduziu. Batido o martelo, substituí o Dunlop 200/55-17 (que custa R$ 1.200 na autorizada) por um Bridgestone BT020 200/50-17 (que custou R$ 740 instalado e balanceado): minha decisão se baseou, além do preço, na opinião de outros proprietários de Fat Boy que aprovaram o modelo.

Como a roda traseira precisou ser desmontada, aproveitei para avaliar a saúde dos novos rolamentos (todos passam bem, obrigado) e trocar as pastilhas do freio traseiro: o desgaste maior de um lado que de outro quase me levou a calcular mal o momento da troca, portanto tente visualizá-las por mais de um ângulo e se possível, desmonte-as (substituí as originais por um par EBC sinterizadas que custou R$ 160).

Já nas primeiras curvas com o Bridgestone, ficou fácil perceber que as deformações do Dunlop (e o estresse que ele sofreu com o furo e a quebra do rolamento) já começavam a atrapalhar a pilotagem; hoje, duas semanas e cerca de 800 km rodados depois, é possível afirmar que esse é um bom pneu para a Fat (bom escoamento da água – problema crônico dos 200 mm – e ótimo grip), mas visualmente ainda prefiro o perfil 55: apesar da pouca diferença, o perfil 50 parece não preencher o para-lama traseiro.

8 Comentários

Camarada Piréx.

Tenho um primo que possui uma Fatboy e, no início deste ano, foi dar um bordejo pelo mercosur.
Trocou o pneu dele na HD de Montevideo e disse que, além de ser bem mais barato que no Brasil, o atendimento é de primeiríssimo mundo. Elogiou um monte a HD dos amigos Uruguayos.
Não sei te precisar o valor, mas ele andou pesquisando no Brasil antes de se atirar pro sul do continente.
Fica a dica.

Fraternal Abraço.
Pedro Rogério Martins

Tchê, faltou contar em qual loja/oficina tu fostes. abraco.

Já ouvi falarem isso, Pedro – e um amigo meu foi muitíssimo bem atendido na concessionária de Buenos Aires. Parece que os hermanos estão bem servidos com suas lojas H-D. Valeu pela dica.

Bem lembrado, Redfish: foi na Mototech (http://www.mototech.com.br/).

Abraços!

Bom agora que tem pneu novo, tem que dar um geito de fugir até Sta. Maria, claro que aqui não tem nada mas umas pecuarias sempre sai…abração…

Que beleza… mas é isso nada de economia porca.
Quando comprei a Felícia, o ex dono disse: o pneu dianteiro dá para rodar mais uns 5000 km…
Bem menos de 1000 depois já troquei. e tm fugi das medidas originais. Saí dos 140/75-17 para o 140/70-17.

E não percebi nada de diferente, nem no visual.

Fica aqui então as duas dicas para os pneus das Gordinhas.

Abração
Seo Craudio

Gilberto, essa ida a Santa Maria está na minha lista há horas… Passando essa confusão das festas de final de ano eu me programo e vamos tocar fogo numa carne aí.

Valeu pela dica, Seo Craudio. Em ambos os casos, dianteiro e traseiro, ainda há a opção do Metzeler Marathon (o traseiro, 200/55-17, custa cerca de R$1.110).

Abraços!

[...] nas malas ou as imperfeições no asfalto, mas a verdade é que o Bridgestone BT020 200/50-17, trocado no começo de dezembro do ano passado e com pouco mais de 5000 quilômetros rodados, já está mostrando o indicador de desgaste [...]

[...] mais durável e preciso passar um tempo sem comprar pneus (o primeiro foi espetado por um parafuso, o segundo durou 6.000 km e já estou no terceiro): nesse ritmo e com os preços praticados pelo comércio, em pouco tempo [...]

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