Harley-Davidson Sportster XL 883
Desde que o meu camarada Diabolin comprou a Sportster XL 883 (a “Potranca”) que ilustra este artigo, eu e vários malacabados pegamos no pé dele por conta do aparentemente pequeno tanque de combustível. Como a língua é o chicote do falador, acabei de descobrir, ao buscar informações sobre o modelo, que o tanque dela – com capacidade de 12,5 litros – é maior que o da Shadow 600 (11 litros), modelo que possuí por duas vezes. Antes que alguém reclame que autonomia é o que interessa, adianto que a média da 883 (segundo o proprietário) é de 21 km/l na estrada com velocidade de cruzeiro entre 100 e 120 km/h, o que permite rodar aproximadamente 260 km sem paradas para abastecimento.
Quando se depara com a 883, o observador imediatamente identifica a assinatura H-D – seja no ronco grave (neste caso, de um escapamento esportivo Screaming Eagle), nos 251 kg a seco, na transmissão secundária por correia dentada ou no arrefecimento a ar, características que ajudaram a tornar a lendária marca de Milwaukee única e famosa no mundo todo. Ao acionar o botão de partida, o V2 (que tem potência máxima de 49 cv a 4.500 rpm) logo se apresenta e junto com ele a tradicional vibração que rodando não é perceptível: a transmissão das oscilações do motor ao quadro foi reduzida com o uso de coxins. Em movimento, os mais de 250 kg – calçados em pneus 100/90-19 na dianteira e 150/80-16 na traseira – somem e o pico torque (7,14 kgf/m na marca de 3.750 rpm) permite uma pilotagem tranqüila e sem muitas trocas de marcha (que são 5).
Nesta moto (2005, ainda carburada: injeção eletrônica só a partir de 2007), o proprietário acrescentou vários acessórios para ter mais conforto: pára-brisa, encosto do garupa, comando avançado e um guidão seca-sovaco, que sempre gera discussão entre os proprietários de motos custom (o banco, que está a 673 mm do solo, é o original). Para alguns, a posição alta das mãos no guidão gera formigamento (por falta de circulação) e a dirigibilidade fica comprometida; para outros, a beleza vale a pena mesmo se houver desconforto. Na opinião do proprietário, seu guidão não muda em nada a dirigibilidade e também não provoca desconforto algum (a título de comparação, veja outro seca-sovaco).
No blog Cultura de Privada você encontrará uma série de artigos sobre H-Ds desde 1960. Veja lá:
- Harley-Davidson de 1960 até 1970
- Harley-Davidson de 1971 até 1980
- Harley-Davidson de 1981 até 1990
- Harley-Davidson de 1991 até 2000
- Harley-Davidson de 2001 até os dias de hoje
Mais informações:













Tem um problema parecido com o de “Miopia de Marketing”.
Essa moto não é uma custom, apesar do proprietário achar que é e lotá-la de penduricalhos.
Ela é uma sport-ster… E o primeiro nome já diz tudo.
Abrazon e parabéns pela matéria.
El GDM
GDM:
Aprendeste um termo novo no colégio e vieste aqui usá-lo? Eu explico o “custom”:
custom
s. costume, hábito, uso
adj. adaptado, adaptado a gosto pessoal
O termo custom, seguindo a definição acima, se aplica a qualquer coisa que tenha sido adaptada ao gosto pessoal – o que, definitivamente, a moto do Diabolin é.
De nada!
Abraço!
Baita puxa-saco do KD!!! Kkkkkkkkk!
ADV!
Eu escrevo uma pérola dessas e o proprietário nem comenta. Acho que ele não gostou.
Quando a Buell vai estar pronta para eu escrever um artigo sobre ela?
Abraço!
Adoro Harleys…mas…seus atuais proprietários são uma raça que estão em evolução constante, a raça de playboys…trabalham de terno e gravata atrás de uma mesa o dia inteiro (claro que ganham muita grana, pois harley é sinonimo de “tenho grana”), mas quando sobem na motoca…ahhh aí são os reis do asfalto…fodoes até o ultimo KM…já não fazem motoqueiros ou motociclistas (cada um define de uma maneira) como antigamente…
Harley é moda, 125 é foda!!!