Tenho escrito seguidamente aqui no Diário de Bordo a respeito das minhas impressões sobre algumas motocicletas e esse tipo de artigo é o que mais repercute, seja na quantidade de leitores ou de comentários: deduzo, a partir disso, que o objetivo de compartilhar informações sobre os modelos que rodam ou rodarão por aqui – um dos principais do Diário de Bordo – está sendo atingido.
Seguindo nessa linha, vou aproveitar os 15.000 km rodados com a CB 1300 para atualizar os interessados (no passado, escrevi sobre ela nos artigos Honda CB 1300 Super Four e Nova Honda CB 1300 Super Four) abordando assuntos sobre os quais mais recebo perguntas.
1. Seguro
Quando adquiri a Hornet, a Porto Seguro estava com uma promoção para motos Honda zero quilômetro; ao trocá-la pela CB, em abril de 2008, transferi o seguro e o valor total ficou em R$ 2,3 mil; ao renová-lo, acabei pagando R$ 2,7 mil e, este ano, o valor cotado foi de R$ 3,5 mil. Depois de muito bater cabeça e até pensar em me desfazer dela, consegui um valor razoável na BB Ouro Auto (R$ 2,2 mil): pelo menos até a próxima renovação de seguro, sigo com a CBzona.
2. Revisões
Nas duas primeiras revisões, nada foi feito além da lavagem, troca de óleo e filtro: curiosamente chamadas de grátis (aos 1.000 km e 6.000 km), elas custaram R$ 111 (R$ 63 do filtro e R$ 48 do óleo) e R$ 112 (R$ 56 do filtro e R$ 56 do óleo) respectivamente. Nas seguintes, passei a bola para o meu mecânico de confiança que, em geral, cobra R$ 80 pelo serviço e materiais (óleo e filtro).
3. Acessórios
A gama de acessórios para a CB 1300 aqui no Brasil é, para dizer o mínimo, limitada. Com a aproximação da viagem ao Uruguai (que está dividida em 4 artigos aqui no blog e o primeiro é o 1000 quilômetros de Brasil, 1000 de Uruguai – Primeiro dia), decidi mandar fazer um suporte de baú semelhante ao que eu tinha visto em um catálogo europeu (existe um para vender aqui no Brasil, mas a fixação dele é mais trabalhosa e achei que seria muita mão de obra se quisesse colocá-lo e tirá-lo eventualmente; por outro lado, ele deve suportar mais carga): o resultado ficou bom, mas acabei viajando com o suporte sem pintura.
Recentemente coloquei um escapamento Yoshimura (TRS Tri-Oval Stainless Steel, comprado na Power Racing por US$ 387 com frete incluso) e fiquei bastante satisfeito: o consumo não mudou, o ruído não é exagerado e a mudança é perceptível – para melhor – no comportamento geral da moto.
4. Pneu traseiro
Para minha surpresa, pouco depois dos 11.000 km o pneu traseiro entregou os pontos (com uso normal, nada de borrachões ao algo que o valha). Pesquisando no mercado, acabei escolhendo o Michelin Pilot Road 2 (bicomposto e com as mesmas medidas do original, um Dunlop 180/55-17 que é vendido na concessionária por R$ 1.308) que custou R$ 624.
5. Mercado
Segundo a FENABRAVE (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores), no ano de 2008 foram emplacadas 649 unidades da CB 1300 contra apenas 113 nos primeiros 6 meses de 2009: se por um lado isso se traduz em exclusividade, por outro explica a falta de interesse dos fabricantes nacionais de acessórios em criar itens para este modelo.
Até o presente momento, este é o histórico da moto que me acompanha tanto no uso urbano quanto no rodoviário: como eu imaginava quando a comprei, ela se sai bem em ambos os ambientes e não me surpreendeu muito no que diz respeito aos custos envolvidos, apresentando, afinal, uma excelente relação custo/benefício.

























E outra estava vendo uns videos que a bandit 1200 acaba que tem muito mais final que a cb 1300
ja a nova 1250 anda quase a mesma coisa ..
pq a cilidrada tao alta para uma moto que na tem tanto final
Jailson, eu rodei mais de 30 mil quilômetros com a minha CB1300 e posso afirmar que ela foi uma das melhores motos que já tive. Andando ao redor dos 100 km/h, ela fazia médias na casa dos 19 km/l – o que é excelente para uma moto com essa motorização.
Eu acredito que as opções da Honda (de torque, potência, suspensões, estilo, etc) foram muito felizes em função da proposta da moto, já que ela não é uma esportiva – apesar do motorzão. A cilindrada não pode ser sinônimo de velocidade (a Honda CBR 600RR, que tem um motor com a metade do tamanho, é muito mais veloz) e seria impossível sustentar altas velocidades sem a proteção aerodinâmica de uma bolha.
Abraço e parabéns pela CB13!
Po brigadão , isso é verdade e uma moto que vc nao vê muito e botei um escapamento esportivo não sei quando que ela esta fazendo … mais que ela chama atenção chama demais, por exemplo a hornet vejo por todo lado que ando, ja a cb 13 e dificil de se ver, a hornet anda bem , mais acho que não alcança a cbzona não , eu não falo nem de final e falo como que essa moto mantém a velocidade final na media de uns 220 km\h
agora consumo não sei ainda falar bem , porque inclusive essa moto e dificil vc querer andar no media , pq ela tem muito morto responde bem , e não é uma moto que vc precisa ficar esticando muito ..
abraços
Vocês acham que é bom ficar esticando , ate o giro 8, tem alguma coisa que pode prejudicar a vida útil, por ser uma moto que não tem tando final..
Também queria saber qual a temperatura que ela anda normal , sem nem muito aquecer ,e nem muito esfriar..
gostaria de saber algumas especificações , porque apesar sou novato na cbzona
Jailson, a teoria diz que a velocidade máxima de cruzeiro fica nos 3/4 do contagiros (do 0 ao vermelho, o que no caso da CB13 ficaria um pouco abaixo dos 6.500 rpm). Ainda na teoria, esticar até os 8.000 rpm não deve ser prejudicial ao motor, já que só em 8.500 rpm o vermelho começa. Tudo na teoria, claro: levar qualquer motor ao seu limite significa reduzir a sua vida útil – além de exigir um autódromo para isso, já que os limites de velocidade do trânsito das ruas seriam extrapolados (se não estou enganado, na CB1300SF, 3.500 rpm = 100 km/h).
Abraço!