Honda CB 1300 Super Four, 30000 km depois


Pois é. Dois anos e trinta mil quilômetros se passaram desde que a Gorda entrou para a família. Pela riqueza de detalhes das minhas lembranças, entretanto, parece que isso aconteceu há duas semanas: na manhã do dia 25 de abril de 2008, fui até a concessionária, deixei a Honda CB600F Hornet que me deu muitas alegrias e saí em direção ao meu trabalho – a vontade não era exatamente esta – montado na CBzona.

Apesar de nos primeiros momentos a bordo da nova máquina ter me passado pela cabeça que minha escolha poderia não ter sido adequada – já que eu procurava uma moto boa no trânsito urbano e no rodoviário, com ou sem garupa -, bastaram alguns poucos quilômetros para que eu me sentisse à vontade com as reações da minha nova parceira, fazendo jus à fama de dócil que as Citizen Band antecessoras criaram.

Manutenção, consumo e seguro, os vilões de sempre

Nestes dois anos de uso, precisei apenas trocar o óleo, os pneus (o par de Michelin Pilot Road 2 merece uma menção honrosa pela durabilidade) e as pastilhas de freio; para minha surpresa – certamente em função dos meus cuidados constantes -, a relação está em perfeito estado, ainda na marca verde da balança e com os 20~30 mm de folga recomendados no manual. Visualmente, mesmo nos itens de maior atrito (banco, manoplas, etc) não há desgaste aparente e com uma limpeza criteriosa a CB passaria facilmente por uma moto mais nova.

As médias de consumo, tomando por base uma velocidade média de 100 km/h, têm se mantido na casa dos 19 km/l – o que considero excelente para uma motocicleta de quase 1300 cilindradas e mais de 110 cavalos de potência. Mesmo em viagens, quando a gasolina utilizada era de qualidade duvidosa, a injeção eletrônica se adaptou bem e não percebi falhas ou consumo exagerado.

Na semana passada renovei o seguro pela terceira vez (a primeira apólice e as duas renovações seguintes custaram, respectivamente, R$ 2,3 mil, R$ 2,7 mil e R$ 2,2 mil) e o valor foi de R$ 1,9 mil: não dá para chamar de bom, já que é cerca de 6% do valor de mercado da moto, mas é aceitável.

Pontos negativos? Tem sim senhor – mas não na moto

O único aspecto no qual a CB13 deixa a desejar é quanto aos acessórios – e isso não é difícil de explicar, já que temos menos de 1.700 unidades emplacadas segundo a FENABRAVE. A solução é procurar alguém com os conhecimentos específicos a respeito do item que se deseja e solicitar que seja fabricado (como fiz com a flange do escape, o afastador de alforges, o suporte do baú traseiro e o para-brisa). Ainda há nas lojas algumas unidades dos itens que foram importados quando a Honda anunciou a vinda da CB (protetores de motor, sliders, para-brisas e escapamentos), mas é preciso garimpá-los.

A experiência com a CBzona tem sido amplamente positiva e ela é uma das melhores – no sentido de mais completa, polivalente – motos que já tive (senão a melhor) e apesar das poucas unidades rodando, certamente será um daqueles modelos que veremos na estrada daqui a 30 anos.

Mais CB1300SF aqui no Diário de Bordo:

Mais informações sobre a CB1300SF:

15 Comentários

Bom dia, Pírex.
Como sempre, informação de forma e conteúdo na medida exata.
Obrigado por compartilhar experiências.
Grande abraço.

Já ia me esquecendo: Só vejo dois senões em relação à Superfour: O diâmetro das rodas em relação ao tamanho da moto (visualmente pequenas)e o peso da bruta. De resto, é o quem você afortunadamente já sabe…

Concordo com tudo o que você falou. Quanto aos acessórios, “é preciso garimpá-los”. Eu gostaria de instalar um suporte que vi em uma foto de uma CB 13 (provavelmente do Japão), com vários acessórios de ponta e dentre eles, um suporte para o motor em alumínio, que além de não ficar feio, a meu ver tem a função de enrijecer o chassi. Mas acho que vou seguir a sua sugestão e procurar alguém que fabrique. No mais, estou adorando a minha CB13.
Abs.,

Ronaldo:
Eu não sei se me acostumei às rodas ou se sempre as achei belas, mas hoje em dia o conjunto me agrada muito (no passado, conforme já escrevi aqui no Diário de Bordo, os amortecedores traseiros eram – segundo minha opinião àquela época – o ponto fraco do visual).

Danilo:
Lá no CB1300SF Clube (http://www.cb1300sf.com.br/1300sf/) existem discussões que podem ser úteis na hora de decidir sobre a fabricação ou não de um acessório e um dos foristas inclusive está fabricando alguns itens.

Abraços!

Pirex,
Obrigado pelo retorno. Faço parte do clube CB1300SF. Vou ver se tem algo a este respeito.
Abraços.

Excelente, Danilo: somos poucos, então precisamos agregar a maior quantidade de proprietários que pudermos para compartilhar dúvidas e ideias.

Grande abraço!

que xuna foi um adeus……………………

Pois é, foi. Mas ela está rodando em boas mãos :)

[...] dia 1º de julho, a Gorda foi fazer outro motociclista feliz e seu lugar na minha garagem foi tomado pela Jane Fonda, a Fat [...]

Pessoal,
Tenho uma XT660 com 2,5mil KM 2010 e não é a moto que eu queria. Quero uma Varadero ou a CB13 também pouco rodada. se alguem se interessa em trocar…
altomar.macedo@gmail.com

Boa sorte na troca, Altomar.

Abraço!

Tenho uma cb 2008, gostaria de saber se existe no mercado um escape corneta para ela, pois acredito que a mesma ficará com o ronco bem parecido como da galo e esteticamente deve ficar maravilhoso, se alguem souber por favor me informe, onde conseguir no Brasil ou fora.

Lestir:

Eu não tenho conhecimento desse tipo de escape. Dois bons lugares para perguntar se alguém conhece é o CB1300 Clube (http://www.cb1300sf.com.br/) e o Honda CB1300 Forum (http://www.hondacb1300.net/).

Abraço!

Caro Lestir,
Tenho uma CB 2008, está com 2500 km. Quando nova, troquei a ponteira original por outra Micron Oval, de Fibra com redutor de saída removivel. Ficou com o visual muito bom e o ronco melhorou muito, más ainda não era o que queria. Acabo de receber, direto da Eslovenia (via RRMotosport) um Kit de Escapamento Akrapovik Full S-H13S3-LC, também 4/2/1 porém com sonda lambda e sem o catalizador. É um escape esportivo, devido ao ronco, não homologado para cidade. Aumenta o desempenho para 121HP. Vou instalar no próximo fim de semana.
Não acredito que fique, ainda, com o inesquecivel ronco da sete galo, mas deve ficar próximo.
Detalhe: O custo desse Kit completo desde a saida do motor (preço de junho 2011) ficou mais em conta que a Ponteira Micron com preço de agosto 2009.
Depois de pronto eu conto como ficou.
Abraços a todos.
Gouveia

Gouveia, esse é “o” escape – ainda mais full system. Além de ter sido projetado para a CB, é bonito de doer. Parabéns pela aquisição. Quando puderes, compartilhe conosco o que for possível (imagens, vídeos, etc): não conheço outra com esse equipamento no Brasil.

Abraço!

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