Rota: Porto Alegre/Viamão/Capivari do Sul/Mostardas/Capivari do Sul/Viamão/Porto Alegre
Distância percorrida: 460 km
A cidade de Mostardas, onde residi por um par de anos no início da década de 1980, é um dos locais do Rio Grande do Sul colonizados por casais vindos do Arquipélago dos Açores que ainda preserva a herança (na gastronomia e nas edificações, para citar dois exemplos importantes) açoriana.
Situada entre a Lagoa dos Patos e o Oceano Atlântico, a Freguesia de Mostardas (como era chamada no século XVIII) está em uma área de fauna e flora exuberantes (a quarta foto foi capturada nos fundos de uma das casas onde morei), preservadas, entre outros motivos, pelo difícil acesso à região: batizada de “Estrada do Inferno”, a RSC-101 fez com que os usuários do trecho compreendido entre os municípios de Palmares do Sul e Mostardas demorassem comumente mais de 10h para vencer seus pouco mais de 100 km.
Com a chegada do asfalto à cidade, muitos problemas foram resolvidos (como o escoamento da produção agrícola e a remoção por via terrestre a qualquer momento de doentes); atualmente, apesar de alguns trechos (apenas 4 ou 5 de aproximadamente 500 metros cada um) estarem sendo reconstruídos, a viagem é tranquila – mas é necessário ficar de olho nos buracos que ainda não foram cobertos. Os muitos anos de uso, com trânsito pesado e aparentemente sem a manutenção adequada, cobraram seu preço.
Depois de almoçar muitíssimo bem, dei uma caminhada pela cidade, revi os lugares da minha infância e conversei com a gurizada que cercava a moto quando voltei; em muitos aspectos, me vi neles. Conversei com amigos (que me informaram das ótimas condições da RSC-101 dali para frente – até Tavares e São José do Norte, de onde é possível atravessar de balsa para Rio Grande) e, como a tarde ainda estava pela metade, resolvi tentar ir até o Farol da Solidão. Eu sabia que a estrada era de chão batido, mas não de areia: como a CB não se dá bem com estradas deste tipo, por segurança, deixei as fotos do farol para outro dia.
Mais informações:
- http://www.mostardas.rs.gov.br/
- http://pt.wikipedia.org/wiki/Açores
- http://pt.wikipedia.org/wiki/Parque_Nacional_da_Lagoa_do_Peixe





Mais fotos no álbum Mostardas do meu Picasa.





















Chê,
Tu és de Mostardas?!
EL GDM
Só de coração, GDM.
Abraço!
Rá, que quase-coragem, hem? Encarar esse areal com uma speed! (Está certo, não é uma speed. Mas é um areal!). Grandes histórias na QG de 16/04/09. Se papai do céu permitir, serei parceiro para algumas indiadas dessas.
Muito interessante esses resgates afetivos. Há alguns anos estive em São Pedro do Sul, em Tupanciretã, onde meu pai nasceu e para onde fomos algumas vezes, na minha infância, para pescarias temerárias na beira do Rio Toropi. Ainda voltarei lá, nem que seja na literatura…
Baita abraço.
http://www.kleberboelter.com
…
É, KD… Como a tenteada é livre, entrei no areal; depois de 2 minutos tentando rodar sem cair, achei melhor voltar ao asfalto que é o habitat da CB.
Ainda faltam alguns resgates e todos eles são boas desculpas para rodar mais uns quilômetros com a motoca… Terapia dupla.
Abraço!
Colocar a “speed” (Kkkkkkk!) de ré no areial e tirar foto num vale!
Ah, ah, ah!
Abraçôlhetas;
Adv – doido de pedra, mas que tbm num ia rodar nesse pó, salvo de Nazá, logicamente…
Adv, olha lá no álbum do Picasa o quanto andei no areal… Deu para mais de 6 metros
Acho que vou começar a carregar correntes para colocar nos pneus: estão sobrando estradas de chão que levam a lugares que não conheço nas redondezas.
Abraço!
Beleza de fotos. Para o farol da solidão podemos afirmar que é muita areia para uma moto dessas.
Agora que esse trecho foi desbravado, vamos descolar uma data e fazer aquela voltinha PoA+SJN+balsa+Rio Grande e retornamos para PoA.
Avélinho
Vamos nessa. Segundo me informa o site da Hidrovias (http://www.hidrovias.net/horarios.html), em horário comercial a balsa sai de 30 em 30 minutos.
Abraço!
eheheheheheheh
Depois de toda indiada do sul, tava faltando só eu: ae rapá, legal essa ‘voltinha’. Mas é duro: quando que os caras vão ajeitar aqueles lados, em termos de estrada? Tem coisas sem explicação.
Pirex, meu véio: sucesso nas motocadas. Volta e meia retorno aqui, pra matar saudade do sul.
Tio
É, Zemão… Tem uns cantos do nosso Rio Grande que mereciam um pouco mais de atenção. E apareça sempre que possível para colocarmos o papo em dia.
Abraço!
Cara, estou impressionado com suas fotos. Você andou fazendo um bom curso é?! Realmente estão ótimas! E olha que sou fotógrafo. Outro belo passeio! Muito bom!
Abraço!
Vindo de ti, isso é um grande elogio, Neto – mas eu nem sempre acerto a foto e ainda preciso aprender muito sobre pós-produção para conseguir resultados melhores. Um dia eu chego lá
Grande abraço!
[...] corri durante um par de anos da minha infância e, quando alguns companheiros de estrada leram o artigo que escrevi sobre o passeio, sugeriram que deveríamos reunir um grupo para seguir até São José do Norte, cruzar de balsa [...]
Estou pensando em realizar esse passeio. Já fui até Palmares do Sul e retornei. A foto onde aparece o trecho não pavimentado fica aonde? Tem quantos quilometros? O resto do trajeto possui bom asfalto?
Agradeço
Cyro:
Estivemos novamente em Mostardas no último final de semana e seguimos adiante, passando por Tavares, São José do Norte e atravessando de Balsa para Rio Grande (veja no artigo http://www.pirex.blog.br/a-volta-da-lagoa-dos-patos/).
A situação da estrada melhorou um pouco: por cerca de 40 km a partir de Bacopari há buracos na pista (que nos obrigaram a reduzir a velocidade para 50 km/h) e só há um trecho de 500 metros sem asfalto; depois disso ela está boa e entre Mostardas e São José do Norte o asfalto está um tapete.
Abraço!
se for se preocupa com a condiçao da estrada ninguem vai pra Mostardas
:D
mas sempre tem uns loucos que enfrentam.
só nao me considero esse “louco” porque eu nao cartera porque nao tenho idade ainda, mas todos os anos eu passo o veraneio la e é muito massa *–*
uma epoca atraz tinha 40km se eu nao me engano de areia, pra muitos era locura passa por ali, mas pro meu pai nao
muito tive que empurrar o carro mas nao da nada, o mar compensava tudo isso!
agora asfaltaram esse trexo e posso afirmar pra voces que perdeu a graça de passar por ali :T
só uma dica:
se tu nao foi a mostardas nao perde teu tempo e vai logo
abraçao
É verdade, Alisson: quem ainda não foi à Mostardas não sabe o que está perdendo – ainda mais que da Estrada do Inferno só sobrou o nome
Grande abraço!