Rota: Florianópolis (SC)/Urubici (SC)/Bom Jardim da Serra (SC)/Torres (RS)/Porto Alegre (RS)
Distância percorrida: 640 km
Apesar do dilúvio no dia anterior, minhas expectativas haviam melhorado bastante depois que voltamos da Quinta dos Lordes sem chuva: talvez o retorno fosse com tempo seco, o que nos permitiria rodar com segurança até a Serra do Rio do Rastro e com isso evitar uma boa parte da BR-101.
Talvez.
Depois de uma noite seca, o dia amanheceu úmido na Ilha da Magia – mas, ao sairmos da região metropolitana de Florianópolis, o tempo clareou e a chuva se foi por alguns instantes, o suficiente para nos convencer a pegar o rumo da Serra do Rio do Rastro.
Quando chegamos a Uruka (como foi carinhosamente apelidada a cidade de Urubici depois que a Lista Shadow 600 fez um encontro lá), ao redor do meio-dia, a chuva se apresentou novamente. Rumamos então para Bom Jardim da Serra, onde o frio também deu as caras (o termômetro da moto marcava 11 graus, mas em função da chuva e do vento a sensação térmica era bem menor) e foi preciso muita concentração para manter o foco na estrada, ainda mais que a visibilidade em alguns trechos não era maior do que 5 metros.
Em uma motocada recente, encontramos a Serra do Rio do Rastro completamente encoberta às 17h, o que de certo modo foi frustrante já que a vista é um dos atrativos do local. Desta vez, entretanto, sequer era possível enxergar o mirante e suas instalações (lojas, banheiros, etc): a descida foi feita desviando das rochas que caíram das partes mais altas e, quando possível, das cachoeiras que se formaram em função das fortes chuvas; sobre a pista, uma lâmina d’água descia a serra conosco. Dali para diante já não era mais possível contar (no capacete ou na capa de chuva) por quantos lugares entrava água e o frio, apesar de menor se comparado ao do topo da serra, nos empurrava para casa – mas ainda faltavam 300 longos quilômetros… Paciência.
Depois de pouco mais de 9 horas desde a saída de Florianópolis, encostei a moto na garagem e finalmente relaxei – afinal, estava a poucos metros de um banho quente e uma cama; ali, pouco antes de entrar em casa, me lembro de ter pensado “motocar para onde no próximo final de semana?”. Que vício.
Mais informações:





















Fita crepe nos pés, hahahahahaha…
ESSA FOI DEMAIS.
Me faz lembrar aquela fantasia do Cebolinha que usaste numa festa!!!
EL CO
Ahauhauhaa também adorei a foto dos pés! COMANDOU!!!!
É amigo, na hora que a chuva cai não importa pé bonito, mas sim pé seco !
Valeu as dicas da estrada. É bom saber como vão as coisas na BR 101.
Onde motocar na próxima semana ? Abraçando o Rio Grande é uma opção. Eu vou !
Grande abraço e Keep Riding.
GDM:
Não ficou ótimo? Se o Maurício de Sousa me conhecesse, certamente substituiria os pés atuais do Cebolinha pelas minhas polainas de chuva remendadas com fita crepe. Fiz sucesso com elas por onde passei.
Billy:
Quando estávamos saindo do hotel, um pai disse para o filho pequeno “Olha, meu filho… Um modelo novo de sapato…”. O guri ficou impressionado, talvez imaginando que o pai o faria usar um daqueles.
Pedro:
Apesar do meu esforço, os remendos não chegaram inteiros a Porto Alegre – mas consegui manter meus pés razoavelmente secos. Ainda não sei se no próximo final de semana poderei motocar, mas o Abraçando é uma ótima alternativa.
Abraços!
Pirex, sem palavras, nem acreditei quando acessei o blog, pegar a 101 com esse diluvio todo da semana passada ? Não é para qualquer um parceiro, parabens !!! Belíssima aventura, daquelas que ficam marcadas para sempre.No mais, esperamos que o tempo dê uma trégua para o próximo final de semana.
Ainda continuamos “nos devendo” uma motocada juntos…
Abraço e até breve.
Roger:
Eu acabei encarando essa viagem porque estava organizada há algumas semanas e eu dificilmente conseguiria tão cedo outra folga para visitar os amigos de Floripa. Além disso, eu esperava que a chuva prevista não se transformasse em dilúvio: passamos em Araranguá na sexta à tarde e no sábado pela manhã a BR-101 foi interditada por conta da água que invadiu a pista. Como eu disse no texto, moto, chuva e BR-101 não combinam.
Abraço!
Parabéns??? Esse guri devia é tomar uma tunda de laço!!!
Te aquieta aê, rapaz. Tu fazes falta aos Ilibados…
Kleber Diabolin
Pois é, KD… O El Niño nos pegou na estrada. A chuva estava na previsão, mas o temporal não: de livre e espontânea vontade, eu jamais tomaria esse toró na cabeça. Bom, pelo menos não daqui para frente
Abraço!
[...] estava mais animado e encarei a chuva, mas hoje cancelei a motocada (a bem da verdade, na volta da Quinta dos Lordes gastei o que ainda restava da minha cota de chuva/moto/BR-101 para o próximo [...]