No final da semana passada recebi uma newsletter da Harley-Davidson falando dos lançamentos 2010 e com o seu modelo Sportster 1200 Nightster X 2009 (que aparece abaixo, em foto de divulgação do fabricante, com uma pintura espetacular) em destaque. Desconsiderando o lado marqueteiro do e-mail – sobre o qual também quero falar -, a frase muito bem escolhida que aparece no seu topo (e que, em uma tradução livre, dá título a este artigo) me fisgou:
What matters is that you ride.
Motocar realmente é o mais importante. Por escrever na maior parte das vezes sobre motos de média ou grande cilindrada, eventualmente sou interpretado como alguém que só considera viajar se for comandando centenas de cavalos de potência – e isso não representa a verdade: respeitados os limites (tanto da moto quanto do piloto), qualquer motocicleta me serve como companhia para momentos agradáveis. Rodar, antes de qualquer coisa – marca, modelo, potência, etc – é o que me faz bem e repudio com frequência comentários (na internet ou em meu círculo de amizades) que sugerem a existência de uma casta de proprietários em função da moto que possuem.
A Harley-Davidson fideliza seus clientes. Ao longo de sua história, a H-D soube manter um estreito vínculo com os motociclistas e fez com que sua marca se transformasse em sinônimo de motocicleta – a ponto de outras motos da categoria custom serem apontadas como “harleys” pelos leigos. Ainda me lembro de uma campanha da marca de Milwaukee que dizia algo como “uma coisa é ter pessoas utilizando uma moto da sua marca, outra é vê-los dispostos a tatuar essa marca no corpo”.
Como deve saber o nobre leitor, eu não possuo uma Harley – o que me torna isento o suficiente para escrever um artigo como este e imaginar que seria ótimo ver os outros grandes players do mercado fazendo o que a H-D faz para envolver seus clientes e atrair outros.
Boas motocadas!
Mais informações:






















Caro Piréx.
Concordo contigo que motocar é o mais importante, se isso não fosse verdade, não teria a diversidade de motos que aparecem nos encontros. Outro exemplo é o abraçando o Rio Grande. Por ser um evento controlado há motos de todos os pêlos andando juntas.
Se analisarmos e cenário brasileiro, acredito que para os players de mercado mais tradicionais, seria muito mais fácil de envolver os seus clientes do que para a H-D, pelo número de revendas que possuem e pela tradição dessas marcas no Brasil.
Pergunta: tú irás no encontro de Cruz Alta semana que vem ?
Grande abraço e keep riding !
É verdade, Pedro Rogério – e que siga assim: todos na estrada aproveitando o que de melhor o motociclismo tem para dar, independente de marca, modelo, cilindrada ou potência.
Ainda não sei se irei a Cruz Alta, camarada: vou decidir mais adiante.
Grande abraço!
[...] só se isso não casa perfeitamente com o artigo Rodar é o que importa que escrevi há alguns dias: No ano de 1999, a H-D lançou o programa Custom Vehicle Operations [...]