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Textos com Etiquetas ‘br-101’

Quinta dos Lordes – A volta (11/09/2009)

12, setembro, 2009

Rota: Florianópolis (SC)/Urubici (SC)/Bom Jardim da Serra (SC)/Morro da Fumaça (SC)/Porto Alegre (RS)

Distância percorrida: 640 km

Apesar do dilúvio no dia anterior, minhas expectativas haviam melhorado bastante depois que voltamos da Quinta dos Lordes sem chuva: talvez o retorno fosse com tempo seco, o que nos permitiria rodar com segurança até a Serra do Rio do Rastro e com isso evitar uma boa parte da BR-101.

Talvez.

Depois de uma noite seca, o dia amanheceu úmido na Ilha da Magia – mas, ao sairmos da região metropolitana de Florianópolis, o tempo clareou e a chuva se foi por alguns instantes, o suficiente para nos convencer a pegar o rumo da Serra do Rio do Rastro.

Quando chegamos a Uruka (como foi carinhosamente apelidada a cidade de Urubici depois que a Lista Shadow 600 fez um encontro lá), ao redor do meio-dia, a chuva se apresentou novamente. Rumamos então para Bom Jardim da Serra, onde o frio também deu as caras (o termômetro da moto marcava 11 graus, mas em função da chuva e do vento a sensação térmica era bem menor) e foi preciso muita concentração para manter o foco na estrada, ainda mais que a visibilidade em alguns trechos não era maior do que 5 metros.

Em uma motocada recente, encontramos a Serra do Rio do Rastro completamente encoberta às 17h, o que de certo modo foi frustrante já que a vista é um dos atrativos do local. Desta vez, entretanto, sequer era possível enxergar o mirante e suas instalações (lojas, banheiros, etc): a descida foi feita desviando das rochas que caíram das partes mais altas e, quando possível, das cachoeiras que se formaram em função das fortes chuvas; sobre a pista, uma lâmina d’água descia a serra conosco. Dali para diante já não era mais possível contar (no capacete ou na capa de chuva) por quantos lugares entrava água e o frio, apesar de menor se comparado ao do topo da serra, nos empurrava para casa – mas ainda faltavam 300 longos quilômetros… Paciência.

Depois de pouco mais de 9 horas desde a saída de Florianópolis, encostei a moto na garagem e finalmente relaxei – afinal, estava a poucos metros de um banho quente e uma cama; ali, pouco antes de entrar em casa, me lembro de ter pensado “motocar para onde no próximo final de semana?”. Que vício.

Mais informações:

Florianópolis (SC)

Botas remendadas

BR-282 (SC)

Urubici (SC)

Bom Jardim da Serra (SC)

Serra do Rio do Rastro

GPS - Florianópolis - Serra do Rio do Rastro - Porto Alegre

Piréx Festas , ,

Quinta dos Lordes – A ida (10/09/2009)

12, setembro, 2009

Rota: Porto Alegre (RS)/Torres (RS)/Tubarão (SC)/Florianópolis (SC)

Distância percorrida: 475 km

Já fazia um bom tempo que eu estava tentando conciliar folgas e alvará para motocar até Florianópolis e comparecer à Quinta dos Lordes; na última quinta-feira, finalmente, surgiu uma oportunidade e o meu conterrâneo Daisson, em um momento de insanidade temporária (pelos motivos que veremos adiante), topou participar da indiada.

Durante a semana passada a meteorologia avisava que um enfurecido El Niño pairava sobre a região sul do Brasil (segundo o jornal Zero Hora), mas a vontade de rodar me levou a lembrar de um velho adágio gaudério (“quem quer mentir que fale do tempo”) e nem me ocorreu que a chuva poderia tirar o brilho do passeio e nos acompanhar o tempo todo – e foi exatamente isso o que aconteceu: foram pouco mais de 1100 quilômetros debaixo de chuvas que variaram do aguaceiro à tempestade. Foi sem sombra de dúvidas a maior quantidade de chuva que já encarei sobre uma moto e, para piorar, estávamos utilizando a BR-101, já cantada em prosa e verso aqui no blog.

BR-101: mais do mesmo

Em linhas gerais, a BR-101 entre Osório e Florianópolis segue do mesmo jeito – cheia de desvios e esburacada – e a única novidade é a colocação em uso de alguns trechos já duplicados: o maior deles tem mais ou menos 15 km e os demais entre um e quatro. Há muito o que reclamar, mas para não torrar a paciência do nobre leitor, destaco:

  • as irregularidades da pista fazem a moto dançar, dando a sensação de pneu furado; com chuva (e os sprays que os caminhões e ônibus projetam) e a consequente diminuição do alcance da visão, as deformações nos pegam de surpresa quase sempre;
  • alguns condutores ainda não adquiriram o hábito de acender os faróis quando está chovendo, tornando as ultrapassagens mais arriscadas do que deveriam ser (na medida em que podemos não enxergar um veículo em sentido contrário);
  • as muitas placas indicando os possíveis caminhos em cada desvio (retorno, trânsito local, continuação da BR-101, etc) se tornam ilegíveis e confusas à uma certa distância – mas desacelerar pode significar uma buzinada ou até uma batida;
  • em função das obras, há muitos segmentos de pista alagados que podem facilmente desestabilizar a moto ou tirar temporariamente a visão do piloto se um veículo passar em sentido contrário (naturalmente a culpa não é da obra ou de São Pedro: faltou prever o escoamento).

Se você pretende passar pelo trecho da BR-101 entre Osório e Florianópolis de moto e a previsão é chuva, tente pelo menos evitar a noite: a água acumulada na viseira a transforma em um caleidoscópio (com as luzes dos veículos em sentido contrário) e o que deveria ser prazer se transforma em pesadelo. Por fim, a maior de todas as ironias: um pouco antes de Florianópolis há um belo e formoso pedágio no qual as motos também pagam.

Hora da bóia

Em condições normais, a hora do almoço já seria bem-vinda; depois de encarar uma BR-101 em obras, com muito trânsito pesado e debaixo de um dilúvio, desembarcar da moto e tirar a capa de chuva é ótimo. Em Tubarão, Teneré e Azul nos receberam e fizeram companhia durante a hora da bóia: me pareceu que a chuva estava desistindo de nos acompanhar, mas ela logo daria as caras com intensidade novamente (nem durante a parada que precisamos fazer em Laguna por conta da retirada de um caminhão da lateral da pista parou de chover).

Parados sobre a BR-101 em Laguna, aconteceu um evento daqueles que só quem roda de moto conhece: começamos a bater um papo com outro motociclista (que estava indo para Joinville) e ele comentou que precisava de um banheiro – mas onde? Ele mesmo deu a solução: uma das casas à margem da estrada. Ficamos acompanhando de longe a aventura do motociclista, que não só obteve sucesso em pedir para usar o banheiro como foi convidado para o café da tarde. Aliviado, ele voltou depois de um bom tempo e ainda batemos mais um papo até que a estrada fosse liberada; em seguida, tocamos juntos até Floripa, onde nos separamos e ele seguiu para os seus 180 quilômetros finais.

Quinta dos Lordes

Logo que chegamos na Ilha da Magia, avisei o Vôdegar que estávamos instalados e fui informado que a partir das 19h os convidados começariam a chegar. Depois uma volta pelo continente à procura de um posto de gasolina, encostamos as motos no local do evento semanal: em poucos minutos já havíamos sidos apresentados a todos e, como de costume, estávamos muito à vontade entre os Lordes e seus amigos.

Ao longo da noite revimos amigos, fizemos outros, tornamos reais as amizades até então virtuais e comemos um belo entrevero: para não cometer uma falha imperdoável, não vou citar nomes – exceto o do Vôdegar e o da Iraide, nossos anfitriões e elos de ligação com essa turma nota 10 – e agradecerei a todos pela bela acolhida. Valeu a pena encarar a BR-101 para comparecer à Quinta dos Lordes.

Mais informações:

Engarrafamento em Laguna

Parados em Laguna

GPS - Trecho Porto Alegre - Florianópolis

Entrevero na Quinta dos Lordes

Mais entrevero na Quinta dos Lordes

Quinta dos Lordes

Piréx Festas ,

Rota do Sol (27/06/2009)

27, junho, 2009

Rota: Porto Alegre/Osório/Terra de Areia/São Francisco de Paula/Taquara/Gravataí/Porto Alegre

Distância percorrida: 360 km

Dirija com seriedade.

Essa frase, que mais parece um slogan de campanha pela paz no trânsito, estava grafada no para-choque de um caminhão (com placas do RJ) que trafegava hoje pela manhã na BR-290 quando rumávamos, eu e o Avélinho, para a Rota do Sol: por conta dela, acabei fazendo uma projeção desse cenário, onde todos usam o indicador de direção, só buzinam quando necessário, respeitam a sinalização e os outros motoristas, etc etc. Quem sabe um dia?

O primeiro sábado do inverno (que deveria ser de sol, pelo menos segundo a previsão do tempo) amanheceu nublado e assim se manteve ao longo do dia: em algumas localidades mais altas por onde rodamos (como a região de Cambará) a estrada simplesmente sumiu debaixo de um forte nevoeiro. Desnecessário dizer que a sensação térmica estava para lá de desconfortável, apesar do termômetro da moto indicar razoáveis 10 graus; o mesmo frio, entretanto, fez a bela cidade de São Francisco de Paula ficar tomada pelo perfume de nó de pinho na lareira e pinhão cozido.

Conforme eu havia comentado no artigo 1º Moto Chuleio (20/06/2009), o trecho da BR-101 entre Osório e Morro Alto está em grande parte duplicado; mais ao norte, entretanto, há muitos desvios e piso deformado, exigindo cautela e baixa velocidade dos usuários: em Terra de Areia, o acesso à Rota do Sol está mal sinalizado e não conseguimos identificar a forma de mudar de rodovia (da BR-101 para a RS-486) para quem transita no sentido sul/norte. Além deste, apenas o segmento da RS-020 entre o acesso da Rota do Sol e São Francisco de Paula exige atenção (especialmente por parte dos motociclistas) em função dos buracos no asfalto.

Mais Rota do Sol aqui no Diário de Bordo:

Motos no acostamento da Rota do Sol

Viadutos de acesso aos túneis da Rota do Sol

Entrada de um dos túneis da Rota do Sol

Pichação em um dos túneis da Rota do Sol

Ligação entre os túneis da Rota do Sol

Piréx Motocadas , ,

1º Moto Chuleio (20/06/2009)

22, junho, 2009

Rota: Porto Alegre/Osório/Capão da Canoa/Morro Alto/Osório/Porto Alegre

Distância percorrida: 275 km

Aconteceu nos dias 19 e 20 deste mês na praia de Capão da Canoa (RS), balneário que recebeu na década de 1920 os primeiros veranistas (principalmente de Porto Alegre e da Serra Gaúcha), o 1º Moto Chuleio e 2º Aniversário do Moto Club, evento organizado pelo Moto Club Galera do Chuleio.

O sábado de sol e temperatura amena incentivou muitos motociclistas a colocarem suas máquinas na estrada: por onde andei (BR-290, RS-389, RS-407 e BR-101), encontrei muitos aproveitando o último dia de outono do ano.

Na volta, rodei pelo trecho Morro Alto/Osório da BR-101 (estrada que já mereceu alguns parágrafos aqui no blog nos artigos 2º Evento Nacional de Motociclistas e Natal das Sombras 2008) e fiquei positivamente surpreso: ainda há muito o que ser feito (especialmente para o norte da RS-407), mas, a julgar pelos segmentos concluídos (um deles aparece na última foto), o resultado final será muito bom.

Visão geral do evento

Suzuki Hayabusa

Harleys

Triciclo

BR-101

Mais fotos no álbum 1º Moto Chuleio.

Piréx Encontros , , ,

2º Evento Nacional de Motociclistas (20/10/2007)

22, outubro, 2007

Rota: Porto Alegre/Osório/Torres/Tubarão/Braço do Norte/Tubarão/Torres/Osório/Porto Alegre

Distância percorrida: 720 km

Paralelo ao 2º Evento Nacional de Motociclistas em Braço do Norte (SC), ocorreu o encontro batizado de ASFARC-SUL, que reuniu cerca de 30 integrantes da Lista Shadow600 na cidade. Na festa, muita cerveja gelada, costelão assado e aquela muvuca padrão dos eventos de motociclismo: uns se divertindo em reencontrar os amigos e outros em acelerar suas motos até o final do conta-giros (tem gente que se diverte com cada coisa…).

Mais uma vez (o mesmo já havia acontecido em Urubici no carnaval deste ano), nossos dedicados anfitriões Membro e BonéLee armaram uma festa nota 11: além dos reencontros, também os que se conheciam apenas virtualmente se encontraram (debaixo de um sol de rachar, que se converteu em chuva de pedras no final da tarde de sábado) e a festa rolou desde a noite de sexta até o meio-dia de domingo.

A BR-101 entre Osório e Tubarão (mais adiante, segundo sei, o quadro não é diferente) merece um parágrafo – mas, infelizmente, não é para falar bem. Como morei durante muitos anos à sua margem, ela é uma velha conhecida minha: a usei para chegar ao primeiro grande encontro de motos que fui (em Criciúma, no ano de 1996); nos verões, como tantos outros gaúchos, rodei por ela incontáveis vezes para ir às praias de SC; para chegar às outras cidades da região, não consigo nem imaginar qual seria a quantidade de quilômetros percorrida nela. Ainda assim, neste final de semana, me surpreendi negativamente com a atual situação da nossa “brioi”. As obras de duplicação transformaram a BR-101 numa maratona com vários complicadores: asfalto original (que ainda está em uso enquanto o novo não fica pronto) em péssimo estado, má sinalização (cheguei a errar um dos tantos desvios), o (normal) trânsito pesado que roda por ali, os bloqueios de pista, os apressadinhos, os sonolentos… Em suma: não rode por ela a menos que seja muito necesário. No RS, entre Osório e Torres, há a alternativa da Estrada do Mar (RS-389); se houver tempo, rodar pela Serra Gaúcha e depois pela Serra Catarinense é uma boa pedida. Se não há outra saída, vá de BR-101 mesmo – mas com muito cuidado. Infelizmente essa situação deve durar muito tempo: apesar das placas “Transtorno temporário, conforto permanente” ao longo da estrada, não acredito que a duplicação (entre Osório e Florianópolis) seja concluída em menos de 3 ou 4 anos.

Braço do Norte - Foto 1

Braço do Norte - Foto 2

Braço do Norte - Foto 3

Braço do Norte - Foto 4

Braço do Norte - Foto 5

Braço do Norte - Foto 6

Braço do Norte - Foto 7

Braço do Norte - Foto 8

Braço do Norte - Foto 9

Piréx Encontros , , ,