Tenda do Umbú & I MOPAR (11/06/2009)


Apesar de já ter percorrido muitas vezes (e escrito sobre isso aqui no blog) o trecho da BR-116 entre Novo Hamburgo e Picada Café (RS), não me canso de voltar lá: nesta época do ano, os plátanos estão perdendo suas folhas, o que reforça o clima bucólico da região.

A luz difusa da tarde de hoje convidava para fotografar e a Tenda do Umbú, um democrático ponto de encontro de motociclistas localizado em Picada Café, foi o meu destino. Com o bom piso da BR-116 e o pouco trânsito, motocar até lá nem de perto é um problema – bem pelo contrário: para quem gosta de curvas e belas paisagens, este segmento da Rota Romântica é um prato cheio.

Na volta, uma grata surpresa em Dois Irmãos: o I Encontro MOPAR, ao lado do Café da Vovó, com uma exibição de Dodges espetacular (não sei se alguém fez essa conta, mas a cavalaria total dos automóveis presentes no evento deveria ser algo no mínimo impressionante).


Honda CBR600RR

Painel da Honda Gold Wing

Harley-Davidson Sportster 883

Yamaha RD350R

Dodge

Dodge

Dodge

Dodge

Mais fotos no álbum Tenda do Umbú & I MOPAR.

Pelotas, a Capital Nacional do Doce (08/05/2009)


Rota: Porto Alegre/Guaíba/Camaquã/Pelotas/Camaquã/Guaíba/Porto Alegre

Distância percorrida: 520 km

Satolep
Noite
No meio de uma guerra civil
O luar na janela
Não deixava a baronesa dormir
A voz da voz de Caruso
Ecoava no teatro vazio
Aqui nessa hora é que ele nasceu
Segundo o que contaram pra mim

Joquim, versão de Vitor Ramil* para a música Joey (Levy/Dylan)

Duzentos e cinquenta quilômetros separam, via BR-116 (além de um pequeno trecho de BR-290), Porto Alegre de Pelotas, cidade localizada na metade sul do Rio Grande do Sul. Como este é o caminho das mercadorias que chegam ou saem através do porto de Rio Grande, é preciso redobrar os cuidados: na volta do 11º Moto Lagoa, fui convidado a conhecer o acostamento por um caminhão que vinha em sentido contrário na minha pista. Curiosamente, fui convidado novamente – desta vez por um ônibus, que gentilmente deu sinal de luz – a visitar meu velho amigo acostamento na volta de Pelotas.

Erguida às margens do Canal São Gonçalo (que liga as lagoas dos Patos e Mirim), Pelotas é uma das maiores cidades do Rio Grande do Sul – com mais de 300 mil habitantes – e teve papel destacado na história do estado em função da produção de charque, produto que gerou riqueza em meados do século XVIII. A arquitetura da cidade, com clara influência portuguesa (por conta de sua colonização), também foi favorecida pelos recursos abundantes que as charqueadas movimentavam. Atualmente, a economia da cidade está baseada no agronegócio e no comércio.

A imagem da Pelotas que eu tinha na memória era de uma cidade muito grande, cosmopolita, de prédios imponentes e rebuscados: ainda criança, morei naquela região e me deslocava para lá com meus pais para fazer compras ou simplesmente passear. De volta à cidade, visitei lugares conhecidos (como o Chafariz do Calçadão, ponto obrigatório de parada da minha família no início da década de 1980) e confirmei minhas expectativas sobre a beleza da Freguesia de São Francisco de Paula. Convém lembrar que Pelotas é a Capital Nacional do Doce: passando por lá, não esqueça de visitar uma (ou várias) das muitas confeitarias da cidade.

Mais informações:

Mapa Porto Alegre/Pelotas

Chafariz do Calçadão

Fachada da Escola Eliseu Maciel

Catedral do Redentor (Igreja Cabeluda)

Mercado Público de Pelotas

Biblioteca Municipal de Pelotas

Prefeitura Municipal de Pelotas

Mais fotos no álbum Pelotas.

*Citação do site do Vitor Ramil: “Na passagem dos anos 80 para os 90, Vitor afastou-se dos estúdios e passou a dedicar-se ao palco, pois quase não fizera shows até então. Foi quando nasceu o personagem Barão de Satolep, um nobre pelotense pálido e corcunda, alter-ego do artista.”

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