Serra aqui, serra lá (10 e 11/12/2007)


Rota: Porto Alegre/Caxias do Sul/Vacaria/Lages/São Joaquim/Braço do Norte/Torres/Porto Alegre

Distância percorrida: 940 km (consumo médio: 19 km/l)

Mesmo sendo um roteiro conhecido, a Serra do Rio do Rastro (localizada no município de Bom Jardim da Serra Lauro Müller, em Santa Catarina) segue atraindo motoandantes – alguns deles mais de uma vez, como é o meu caso. Além das famosas curvas (a SC-438 é a estrada mais sinuosa do Brasil), a SRR possui o verde exuberante da Serra Geral e seu cânion mede quase 1500 metros de altura.

Apesar da BR-116 entre Porto Alegre e Novo Hamburgo atrasar qualquer cronograma, o trecho até Vacaria deveria compensar – e compensou: como o trânsito lento de caminhões na serra faz com que os demais veículos fiquem por longos quilômetros rodando devagar, basta ultrapassá-los para que a estrada fique vazia até a próxima fila. A partir de Novo Hamburgo, passando por Nova Petrópolis, Caxias do Sul, São Marcos e Vacaria o cenário se manteve: alguns trechos travados, pouco trânsito e belas paisagens (na foto 1, a ponte do Rio das Antas, entre São Marcos e Campestre da Serra).

Chegando em Vacaria (pouco mais de meio-dia, conforme eu havia previsto), abasteci a moto e fui descobrir a localização do Esquinão Lanches, dica do meu colega Luís Fernando “Didi”. Depois do terceiro pedido de informações, cheguei à lancheria e experimentei o tão propagandeado cheese-burger: ele realmente é muito bom e faz jus à memória do Didi. Recomendo.

Depois do almoço e de um pequeno descanso, segui em direção ao Rio Pelotas (foto 2), onde cenário se repetiu: boas estradas (alguns trechos em reforma, com remendos e trânsito alternado), pouco trânsito e filas de veículos na parte serrana. Na divisa entre o Rio Grande do Sul e Santa Catarina, parei na cabeceira da ponte sobre o Rio Pelotas para tirar algumas fotos e um casal que eu havia cumprimentado há pouco fez o retorno e parou ao meu lado: vinham de Mafra (SC) e estavam indo para Gramado (RS). Conversamos sobre as condições das estradas que havíamos cruzado há pouco e eles me alertaram sobre as más condições da BR-116 a partir do outro lado da ponte (como estavam com uma Hornet, coincidentemente da mesma cor e do mesmo ano que a minha, as impressões deles deveriam ser mais ou menos as que eu teria).

Logo nos primeiros quilômetros de BR-116 após a ponte, as previsões do casal se confirmaram: as deformidades no asfalto faziam a moto pular sem parar, me levando a pensar que uma bigtrail (apesar do asfalto) seria a moto mais recomendada para este trecho da viagem. Até Lages o asfalto continuou irregular e ali saí da BR-116 para tomar o rumo de São Joaquim (para evitar o trânsito de Lages, siga até a saída para a SC-282 BR-282 e dela saia para a SC-438: o acesso do centro de Lages à SC-438 é mal sinalizado e inclui um trecho de calçamento).

Parei para abastecer e esticar as pernas em São Joaquim e logo depois já estava me mandando rumo ao último trecho de estrada antes da SRR: ao longo da SC-438, belas paisagens, asfalto em boas condições, pouco trânsito, várias curvas e um radar da polícia rodoviária (eu estava acima da velocidade permitida, mas nada que uma boa conversa não resolvesse). Pouco tempo depois cheguei à SRR (que dispensa comentários: as fotos 3, 4 e 5 falam por si só) e me diverti nas curvas mais famosas da região sul. Cheguei em Braço do Norte no final do dia, onde me esperavam Boneli e Membro (gracias, malakos!); à noite, juntaram-se a nós Cadinho, Dudu e Ademir: tomamos algumas (fazia um calorão infernal em BN), botamos a conversa em dia e lá pelas 2h da manhã encerramos o expediente.

No dia seguinte, a previsão do tempo se confirmou e a chuva (que me acompanhou até Porto Alegre) deu as caras. Depois de tantos quilômetos de pura festa nas curvas das serras gaúcha e catarinense, não era a chuva que atrapalharia essa bela motocada. Abasteci a moto em BN, coloquei a capa de chuva e cheguei no meio da tarde em Porto Alegre 940 quilômetros mais novo.

Mais informações:

SRR - foto 6

SRR - foto 2

SRR - foto 3

SRR - foto 4

SRR - foto 5

2º Evento Nacional de Motociclistas (20/10/2007)


Rota: Porto Alegre/Osório/Torres/Tubarão/Braço do Norte/Tubarão/Torres/Osório/Porto Alegre

Distância percorrida: 720 km

Paralelo ao 2º Evento Nacional de Motociclistas em Braço do Norte (SC), ocorreu o encontro batizado de ASFARC-SUL, que reuniu cerca de 30 integrantes da Lista Shadow600 na cidade. Na festa, muita cerveja gelada, costelão assado e aquela muvuca padrão dos eventos de motociclismo: uns se divertindo em reencontrar os amigos e outros em acelerar suas motos até o final do conta-giros (tem gente que se diverte com cada coisa…).

Mais uma vez (o mesmo já havia acontecido em Urubici no carnaval deste ano), nossos dedicados anfitriões Membro e BonéLee armaram uma festa nota 11: além dos reencontros, também os que se conheciam apenas virtualmente se encontraram (debaixo de um sol de rachar, que se converteu em chuva de pedras no final da tarde de sábado) e a festa rolou desde a noite de sexta até o meio-dia de domingo.

A BR-101 entre Osório e Tubarão (mais adiante, segundo sei, o quadro não é diferente) merece um parágrafo – mas, infelizmente, não é para falar bem. Como morei durante muitos anos à sua margem, ela é uma velha conhecida minha: a usei para chegar ao primeiro grande encontro de motos que fui (em Criciúma, no ano de 1996); nos verões, como tantos outros gaúchos, rodei por ela incontáveis vezes para ir às praias de SC; para chegar às outras cidades da região, não consigo nem imaginar qual seria a quantidade de quilômetros percorrida nela. Ainda assim, neste final de semana, me surpreendi negativamente com a atual situação da nossa “brioi”. As obras de duplicação transformaram a BR-101 numa maratona com vários complicadores: asfalto original (que ainda está em uso enquanto o novo não fica pronto) em péssimo estado, má sinalização (cheguei a errar um dos tantos desvios), o (normal) trânsito pesado que roda por ali, os bloqueios de pista, os apressadinhos, os sonolentos… Em suma: não rode por ela a menos que seja muito necesário. No RS, entre Osório e Torres, há a alternativa da Estrada do Mar (RS-389); se houver tempo, rodar pela Serra Gaúcha e depois pela Serra Catarinense é uma boa pedida. Se não há outra saída, vá de BR-101 mesmo – mas com muito cuidado. Infelizmente essa situação deve durar muito tempo: apesar das placas “Transtorno temporário, conforto permanente” ao longo da estrada, não acredito que a duplicação (entre Osório e Florianópolis) seja concluída em menos de 3 ou 4 anos.

Braço do Norte - Foto 1

Braço do Norte - Foto 2

Braço do Norte - Foto 3

Braço do Norte - Foto 4

Braço do Norte - Foto 5

Braço do Norte - Foto 6

Braço do Norte - Foto 7

Braço do Norte - Foto 8

Braço do Norte - Foto 9

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