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Honda CB 1300 Super Four, 30000 km depois

19, junho, 2010 Piréx 10 comentários

Pois é. Dois anos e trinta mil quilômetros se passaram desde que a Gorda entrou para a família. Pela riqueza de detalhes das minhas lembranças, entretanto, parece que isso aconteceu há duas semanas: na manhã do dia 25 de abril de 2008, fui até a concessionária, deixei a Honda CB600F Hornet que me deu muitas alegrias e saí em direção ao meu trabalho – a vontade não era exatamente esta – montado na CBzona.

Apesar de nos primeiros momentos a bordo da nova máquina ter me passado pela cabeça que minha escolha poderia não ter sido adequada – já que eu procurava uma moto boa no trânsito urbano e no rodoviário, com ou sem garupa -, bastaram alguns poucos quilômetros para que eu me sentisse à vontade com as reações da minha nova parceira, fazendo jus à fama de dócil que as Citizen Band antecessoras criaram.

Manutenção, consumo e seguro, os vilões de sempre

Nestes dois anos de uso, precisei apenas trocar o óleo, os pneus (o par de Michelin Pilot Road 2 merece uma menção honrosa pela durabilidade) e as pastilhas de freio; para minha surpresa – certamente em função dos meus cuidados constantes -, a relação está em perfeito estado, ainda na marca verde da balança e com os 20~30 mm de folga recomendados no manual. Visualmente, mesmo nos itens de maior atrito (banco, manoplas, etc) não há desgaste aparente e com uma limpeza criteriosa a CB passaria facilmente por uma moto mais nova.

As médias de consumo, tomando por base uma velocidade média de 100 km/h, têm se mantido na casa dos 19 km/l – o que considero excelente para uma motocicleta de quase 1300 cilindradas e mais de 110 cavalos de potência. Mesmo em viagens, quando a gasolina utilizada era de qualidade duvidosa, a injeção eletrônica se adaptou bem e não percebi falhas ou consumo exagerado.

Na semana passada renovei o seguro pela terceira vez (a primeira apólice e as duas renovações seguintes custaram, respectivamente, R$ 2,3 mil, R$ 2,7 mil e R$ 2,2 mil) e o valor foi de R$ 1,9 mil: não dá para chamar de bom, já que é cerca de 6% do valor de mercado da moto, mas é aceitável.

Pontos negativos? Tem sim senhor – mas não na moto

O único aspecto no qual a CB13 deixa a desejar é quanto aos acessórios – e isso não é difícil de explicar, já que temos menos de 1.700 unidades emplacadas segundo a FENABRAVE. A solução é procurar alguém com os conhecimentos específicos a respeito do item que se deseja e solicitar que seja fabricado (como fiz com a flange do escape, o afastador de alforges, o suporte do baú traseiro e o para-brisa). Ainda há nas lojas algumas unidades dos itens que foram importados quando a Honda anunciou a vinda da CB (protetores de motor, sliders, para-brisas e escapamentos), mas é preciso garimpá-los.

A experiência com a CBzona tem sido amplamente positiva e ela é uma das melhores – no sentido de mais completa, polivalente – motos que já tive (senão a melhor) e apesar das poucas unidades rodando, certamente será um daqueles modelos que veremos na estrada daqui a 30 anos.

Mais CB1300SF aqui no Diário de Bordo:

Mais informações sobre a CB1300SF:

CB 1300 Super Four 1 x 0 Serra do Umbu (03/03/2010)

4, março, 2010 Piréx 12 comentários

Rota: Porto Alegre/Osório/Maquiné/São Francisco de Paula/Taquara/Gravataí/Porto Alegre

Distância percorrida: 330 km

Já fazia um bom tempo que me assombrava a ideia de subir a Serra do Umbu, partindo de Maquiné (RS) e chegando até  São Francisco de Paula (RS) – mas como fazer isso com a CBzona e seus 260 quilos apoiados em pneus de rua? Hoje pela manhã, meio por acaso – outros compromissos foram cancelados -, fui até Maquiné para ver in loco o tamanho do problema.

Ao chegar lá, já perto do meio-dia, parei em um posto de combustível e as informações que levantei sobre a estrada não eram animadoras: “É possível”, me disse o frentista, “mas são 56 km de estrada de chão. Show mesmo é ir até Terra de Areia e subir a Rota do Sol”. Como já fiz e refiz esse trajeto várias vezes, essa não era uma alternativa e o jeito foi encarar com muita calma a RS-484 sem a expectativa de chegar até São Chico.

A primeira parte da estrada, plana e sempre com um rio por perto, foi uma tranquilidade só e inverteu a lógica, pois a calmaria veio antes da tempestade: quando a sucessão de curvas em aclive começou, precisei me concentrar para escolher os melhores trechos da estrada (em alguns momentos foi necessário colocar os pés no chão para dar direção à moto, pois parecia que as pedras soltas ditavam o rumo da CB). Quando cheguei no topo da serra, o prêmio foi a vista deslumbrante, mas ainda faltavam os quilômetros finais que, apesar de planos, estavam sendo patrolados e sem o trabalho finalizado, manter um rumo se tornou um trabalho hercúleo. Depois de quase comprar um terreno nos Campos de Cima da Serra – não me pergunte como não caí -, cheguei à RS-020 que, apesar de não estar em sua melhor forma, me pareceu o asfalto mais perfeito do mundo.

Resumo da ópera: o lugar é belíssimo, possui fauna e flora exuberantes, o povo é muito acolhedor mas a CB1300SF não é a ferramenta mais adequada para executar esse serviço; o ideal seria utilizar uma trail de média cilindrada, já que as curvas em aclive também seriam um problema para motos como a Honda XL1000V Varadero ou da Suzuki DL1000 V-Strom principalmente por conta do movimento inercial. Mesmo com elas, como disse o frentista, é possível.


Honda CB1300S ABS 2010

23, fevereiro, 2010 Piréx 14 comentários

Segundo o site italiano MotoBlog, a Honda europeia acabou de anunciar o preço sugerido da versão 2010 da CB1300S ABS 2010 que chegará no final de março às concessionárias: € 11.650 (já com o IVA incluído) ou aproximadamente R$ 28.700 pela cotação de hoje.

Dois tópicos para reflexão:

  1. Ainda me lembro claramente do desembarque da versão 2007 da CBzona no Brasil por R$ 44.000 – e era a naked e sem ABS; em algumas semanas o preço dela baixou para R$ 40.000 e o praticado ficou a maior parte do tempo na casa dos R$ 37.000 (exceto durante a recente promoção que reduziu em cerca de 25% o preço dos modelos 2008 em estoque e colocou os proprietários em pé de guerra).
  2. Já estamos quase no mês de março e ainda não há uma definição no que diz respeito à improvável continuidade da CB1300 (foram emplacadas 431 unidades em 2007, 649 em 2008 e 350 em 2009) ou do início da importação da CB1000R (modelo que, segundo rumores, substituiria a CBzona e seria apresentado no Salão Duas Rodas 2009).

Aguardemos, órfãos da CBzona, aguardemos.

Mais CB1300SF aqui no Diário de Bordo:

Honda CB1300S ABS 2010 - Foto 1

Honda CB1300S ABS 2010 - Foto 2

Honda CB1300S ABS 2010 - Foto 3

Honda CB1300S ABS 2010 - Foto 4

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Para-brisa na Honda CB 1300 Super Four

12, fevereiro, 2010 Piréx 18 comentários

Apesar de nunca ter negado que a ventania no piloto é o grande calcanhar de aquiles das naked – especialmente em longas viagens, onde o cansaço chega mais cedo para quem não possui proteção aerodinâmica -, sempre defendi que qualquer acessório descaracteriza esse tipo moto, já que sua beleza está justamente em ter suas partes íntimas reveladas.

Na iminência de mais uma motocada ao sul do Paralelo 30, optei por colocar um para-brisa na CB para que a viagem se torne menos cansativa, mas minha opinião segue a mesma: estou trocando a beleza da Gorda pelo conforto de não precisar lutar contra o vento ao longo de mais ou menos 3 mil quilômetros (a decisão de colocar o discutível acessório foi tomada na semana passada em Nova Petrópolis quando vi o modelo que o Bender utiliza na sua Thirteen).

Seja como for, agora – pelo menos em viagens – as bolsas laterais ganharão a companhia de um para-brisa (fabricado e instalado pela Acrilsul, telefone 51 3488 8023, e-mail acrilsul@yahoo.com.br), ofuscando a beleza da minha parceira de viagens mas me trazendo muita tranquilidade (pelo que percebi hoje na BR-290, é possível manter uma velocidade de cruzeiro razoável sem esforço algum).

Para-brisa na CB1300SF - Foto 1

Para-brisa na CB1300SF - Foto 2

Alforges e baús na Honda CB 1300 Super Four

8, outubro, 2009 Piréx 13 comentários

Conforme eu já disse aqui no blog, quase inexistem acessórios para a CB13 aqui no Brasil e isso se deve certamente à pequena quantidade (que deve estagnar se a Honda realmente deixar de importar o modelo) de unidades rodando. Para colaborar com os demais proprietários, seguem abaixo duas sugestões para o transporte dos equipamentos necessários durante as viagens.

Ambos – suporte e afastadores – foram confeccionados sob medida e custaram R$ 150 cada. Ainda não desisti da idéia de usar baús laterais rígidos, mas como vou viajar em breve e carregar uma mochila está fora de questão, os alforges Texx TX-09 resolverão bem o caso (se alguém quiser investir na construção de suportes para baús laterais rígidos, o que vem no modelo 2010 da CB 1300 Bol d’Or pode servir de inspiração).

Suporte de baú traseiro

Suporte de baú para CB1300SF - Foto 1

Suporte de baú para CB 1300 - Foto 2

Afastadores de alforges

Afastador de alforge da CB1300SF - Foto 1

Afastador de alforge da CB1300SF - Foto 2

Afastador de alforge da CB1300SF - Foto 3

Afastador de alforge da CB1300SF - Foto 4