No final do mês passado a Harley-Davidson liberou um press-release falando dos seus lançamentos 2010 e, entre eles, estão os criados pelo programa Custom Vehicle Operations, dentre os quais destaco aqui (em ordem de aparição nas fotos abaixo) os modelos Softail Convertible, Fat Bob, Street Glide e Ultra Classic Electra Glide.
Veja só se isso não casa perfeitamente com o artigo Rodar é o que importa que escrevi há alguns dias:
No ano de 1999, a H-D lançou o programa Custom Vehicle Operations para atender à demanda de motos exclusivas: cada modelo apresentado possuía um conjunto único de acessórios e o proprietário podia dar seu toque pessoal à motocicleta. As vantagens do programa CVO eram difíceis de serem duplicadas, já que os acessórios não podiam ser adquiridos em outros locais e as pinturas exclusivas só podiam ser feitas em motocicletas existentes se o proprietário apresentasse o CVO Vehicle Identification Number.
Ao comemorar este tipo de comportamento por parte de um fabricante, pode parecer ao leitor que eu esteja sendo ingênuo o suficiente para achar que a H-D está fazendo um favor aos seus clientes e não apenas suprindo uma demanda com o objetivo puro e simples de ganhar mais mercado e dinheiro – mas não estou: como eu já disse e escrevi no passado, a maioria das marcas de peso do segmento não estão muito interessadas em saber o que querem seus clientes (e os que ainda não o são, o que é pior) e tampouco em fidelizá-los.
Trazendo isso para a minha realidade, seria como se a Honda (de quem comprei minhas últimas 6 motos) atendesse ao clamor de seus clientes da linha de média cilindrada e trouxesse para o Brasil a CB 400 Super Four: este modelo eliminaria o vácuo existente entre a CB 300 R e a CB 600 F Hornet e faria com que os clientes tivessem uma categoria de entrada, fossem subindo de cilindrada (que é o desejo da maioria) com o passar do tempo e criassem um vínculo com a marca, o que é uma razão boa o suficiente para comercializá-la mesmo se sua venda não fosse um negócio altamente lucrativo.
Em um mercado globalizado e competitivo como o nosso (onde BMW e Dafra unem forças para produzir uma moto), mesmo gigantes como a Honda não podem – ou não deveriam – se dar ao luxo de relaxar.
Mais informações:




[Via Dale Franks, All About Bikes e AutoBlog]




















