Harley Motor Show (07/07/2011)


A cidade de Gramado, no Rio Grande do Sul, sempre esteve nos roteiros dos mototuristas por conta da sua beleza serrana: estradas, paisagens, construções, parques, restaurantes e o frio de renguear cusco são um convite ao lazer e à diversão. Além disso tudo, não se pode deixar de fora o Harley Motor Show, um misto de museu e pub que homenageia as máquinas produzidas pela MoCo.

Espalhadas em uma área de mais de 1000 m2 estão motocicletas que fizeram história – como uma Peashooter 1926, uma Knuclehead 1946, uma Panhead 1954 e outra 1964 e até uma réplica da Captain America, a icônica chopper usada por Peter Fonda no filme Easy Rider. Há ainda Sportsters, Softails, Tourings, uma Indian Chief e uma picape Ford, todos em perfeito estado de conservação.

O museu fica aberto durante todos os dias do ano (das 8h às 18h) e o pub de quarta a sábado (a partir das 21h). Mesmo que você não seja um fã das motos de Milwaukee, vale a pena visitar o Harley Motor Show e desfrutar do ambiente inspirado nos cassinos de Las Vegas.

Mais informações:

Sábado na estrada ou A revisão do tempo (22/05/2010)


Rota: Porto Alegre/São Francisco de Paula/Canela/Gramado/Taquara/Osório/Porto Alegre

Distância percorrida: 400 km

O sábado amanheceu limpo na capital dos gaúchos: lá pelas 10h, nos encontramos – eu, Tara, Landão e Diabolin – na saída de Porto Alegre para uma motocada pela serra e antes de colocarmos as motos na estrada conversamos longamente com outros amigos sobre os assuntos que nos são caros (uma terapia impagável, a bem da verdade). Na saída, olhando para o céu de motoqueiro acima de nós, pensei comigo que a previsão do tempo finalmente acertou uma. Ledo engano.

Preservo a identidade da autora mas cito suas palavras:

Para acertar mais, a previsão do tempo deveria se chamar revisão do tempo e discutir o que já aconteceu. Não há nada parecido com uma previsão nos prognósticos que lemos em sites e jornais e frequentemente o acontece justamente o oposto. Melhor confiar nas juntas doendo.

Ontem, por conta da “previsão” do tempo e da manhã que se apresentou, nenhum de nós levou sua capa de chuva. Até Taquara, algumas poucas nuvens nos acompanhavam; dali em diante, elas se converteram em pingos ralos e estes em um toró de dar gosto. Quando encostamos para o almoço em São Francisco de Paula, estávamos todos embarrados e encharcados – mas, ao longo da refeição, o sol apareceu novamente.

Almoçados e mais ou menos secos, nos preparamos para seguir pela serra e, antes de acionarmos os motores das companheiras de estrada, voltou a chover novamente. Da forma que estávamos antes do almoço, molhados até a alma, seguimos por Canela, Gramado (onde uma forte cerração fez o dia escurecer às 15h) e somente em Igrejinha, como em um passe de mágica, o sol apareceu novamente.

Confesso: por um instante, na subida da serra de São Chico, vociferei alguns impropérios contra mim mesmo na solidão do capacete por não ter me preparado para uma eventual chuva, mas logo relaxei e continuei aproveitando, molhado até as cuecas, os caminhos da serra: moto na estrada não combina com mau humor, ainda mais na companhia dos amigos.

(Post Scriptum: não foi surpresa ver que a RS-118, entre a saída da BR-290 e o acesso à RS-020, continua em péssimas condições. O que eu não sabia é que a RS-020 entre Taquara e São Francisco de Paula está em manutenção (alguns trechos do asfalto foram removidos) e demanda atenção redobrada por parte dos motociclistas – especialmente sob chuva.)

Serra gaúcha: curvas, chão batido e sol na moleira (19/12/2009)


Rota: Porto Alegre/Nova Petrópolis/Gramado/Taquara/Novo Hamburgo/Porto Alegre

Distância percorrida: 280 km

Depois de várias semanas escondido, o astro rei resolveu dar as caras aqui no Rio Grande do Sul: desde o último domingo não chove por estas bandas e na tarde de ontem resolvemos, eu e o Tara, colocar as crianças na estrada para o que deverá ser a última motocada de 2009.

Já na saída, o calor me fez lembrar que estamos a dois dias do verão e que os equipamentos imprescindíveis (botas, luvas e jaqueta) ficam cada vez mais difíceis de serem usados; com ou sem eles, é preciso que haja atenção quanto à hidratação e o uso de protetor solar é recomendável. Se na BR-116 entre Porto Alegre e Novo Hamburgo – a partir de onde a natureza substitui a densa urbanização da região metropolitana da capital – o calor é intenso, no segmento posterior o ar-condicionado natural mantém a temperatura em níveis aceitáveis (o termômetro da moto rondou os 35 graus durante a maior parte tarde).

Para minha surpresa, a BR-116 em Picada Café (RS) ainda está interrompida em função das últimas chuvas e utilizamos um trecho de chão batido com 1,5 km de extensão para contornar o desmoronamento. Quem deu a dica do desvio foi o frentista de um posto de gasolina, que completou a frase com um “cuidado, tem caído muita moto”. Quando saí do posto, não acreditei que um trecho tão pequeno poderia oferecer algum risco, mas pode: as descidas em curva são íngremes e a inércia desconhece freios a disco, ABS, CBS ou qualquer outra traquitana tecnológica. É mandatório rodar devagar, quase parando.

Depois de algumas dezenas de quilômetros em transe, rodando devagar e aproveitando o visual da BR-116 e da RS-235, chegamos a Gramado: logo no pórtico de acesso, as ruas lotadas me lembraram que esta época do ano é altíssima temporada na região, o que sempre sugere cuidado redobrado. Depois de uma garrafa de água gelada, voltei ao transe na bela descida da RS-115 e pouco tempo depois já estávamos de volta à calorenta BR-116 para os quilômetros finais antes de casa.

Rota

Desvio em Picada Café

V-Strom voando baixo

RS-115 entre Gramado e Três Coroas - Foto 1

RS-115 entre Gramado e Três Coroas - Foto 2

Impossível atingir o limite de velocidade

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