Motocicletas que compartilham entre si componentes sempre me pareceram uma ótima alternativa tanto para o fabricante, que em função da quantidade produzida pode reduzir seus custos, quanto para os compradores, que podem combinar os itens de acordo com seu gosto. Seguindo uma linha inaugurada pela Honda Fury (mais esportiva que a família VTX), os modelos Interstate, Stateline e Sabre possuem muitas partes – motor, pneus, etc – coincidentes e outras exclusivas, como o ABS que não está disponível no modelo Interstate.
Com preços sugeridos variando entre US$ 11.799 (R$ 21.000) e US$ 12.799 (R$ 22.800), os modelos têm em comum um propulsor v-twin refrigerado à água de 1.312 cc que gera 74 cv a 5.000 rpm e 12,5 kgf/m a 3.000 rpm e possui câmbio de 5 velocidades, transmissão final por cardã, freios a disco, pneus 140/80-17 (90/90-21 na Sabre) na dianteira e 170/80-15 na traseira, assento posicionado a 680 mm do solo e tanque de combustível de 16,5 litros.
Quando será que essas meninas aparecerão por aqui? Como sempre, aguardemos.
Mais informações:
[Imagens: divulgação]
Não é novidade para quem lê os artigos que escrevo a minha preferência por motos naked: tenho uma, já tive outras (que nasceram assim ou foram peladas por mim) e é provável que no futuro eu ainda continue com um exemplar da categoria. Dito isto, preciso confessar – me sentindo um traidor – que a CBR 600RR 2010 com a pintura alusiva à HRC é uma moto tão espetacularmente bonita que abala as minhas convicções.
Da Wikipedia:
A Honda Racing Corporation (HRC) é uma divisão da Honda Motor Company formada em 1982. A companhia combina a participação em corridas de motocicleta ao redor do mundo com o desenvolvimento de máquinas de alto desempenho.
Em fevereiro de 2009, apontei aqui no Diário de Bordo as principais características que – na minha opinião – faziam da versão 2008 da 600RR uma moto especial: no estande da Honda no Salão Duas Rodas, no final do ano passado, pude ver de perto a beleza de uma RR branca, vermelha e azul e agora bate à porta dos consumidores brasileiros tudo isso reunido na versão 2010 (que chegará antes do final do mês nas concessionárias).
Confira os números da máquina: motor de 599 cc, transmissão de 6 velocidades, 120 cv a 13.500 rpm e 6,73 kgf/m a 11.000 rpm, pneus 120/70-17 na dianteira e 180/55-17 na traseira, tanque de combustível com capacidade para 18 litros, assento posicionado a 823 mm do solo e peso seco de 155 kg. Haja braço para domar esse potro…
Segundo o concessionário a quem consultei, a moto criada em 2003 a partir da Honda RC211V virá vestida também, na versão 2010, de vermelho ou azul. Todos com os R$ 49 mil que ela deverá custar (aqui em Porto Alegre) na mão? Agora é só escolher uma revenda e correr para o abraço. Pelo menos para mim, sonhar não custa nada.
[Fotos e vídeo: divulgação]
23, fevereiro, 2010
Piréx
Segundo o site italiano MotoBlog, a Honda europeia acabou de anunciar o preço sugerido da versão 2010 da CB1300S ABS 2010 que chegará no final de março às concessionárias: € 11.650 (já com o IVA incluído) ou aproximadamente R$ 28.700 pela cotação de hoje.
Dois tópicos para reflexão:
- Ainda me lembro claramente do desembarque da versão 2007 da CBzona no Brasil por R$ 44.000 – e era a naked e sem ABS; em algumas semanas o preço dela baixou para R$ 40.000 e o praticado ficou a maior parte do tempo na casa dos R$ 37.000 (exceto durante a recente promoção que reduziu em cerca de 25% o preço dos modelos 2008 em estoque e colocou os proprietários em pé de guerra).
- Já estamos quase no mês de março e ainda não há uma definição no que diz respeito à improvável continuidade da CB1300 (foram emplacadas 431 unidades em 2007, 649 em 2008 e 350 em 2009) ou do início da importação da CB1000R (modelo que, segundo rumores, substituiria a CBzona e seria apresentado no Salão Duas Rodas 2009).
Aguardemos, órfãos da CBzona, aguardemos.
Mais CB1300SF aqui no Diário de Bordo:




16, fevereiro, 2010
Piréx
A fábrica da Honda localizada na cidade de Kumamoto, no Japão, é uma das mais modernas e ecológicas daquele país: de sua linha de produção – que possui apenas 130 metros -, sai uma VFR1200F a cada 90 segundos.
No vídeo institucional abaixo é possível acompanhar o meticuloso trabalho de montar essa V4 que ainda não deu as caras no Brasil mas que certamente encontraria seu espaço no concorrido segmento das sport touring. Quem sabe em 2010? Aguardemos.
[Via Moto22]
12, fevereiro, 2010
Piréx
Apesar de nunca ter negado que a ventania no piloto é o grande calcanhar de aquiles das naked – especialmente em longas viagens, onde o cansaço chega mais cedo para quem não possui proteção aerodinâmica -, sempre defendi que qualquer acessório descaracteriza esse tipo moto, já que sua beleza está justamente em ter suas partes íntimas reveladas.
Na iminência de mais uma motocada ao sul do Paralelo 30, optei por colocar um para-brisa na CB para que a viagem se torne menos cansativa, mas minha opinião segue a mesma: estou trocando a beleza da Gorda pelo conforto de não precisar lutar contra o vento ao longo de mais ou menos 3 mil quilômetros (a decisão de colocar o discutível acessório foi tomada na semana passada em Nova Petrópolis quando vi o modelo que o Bender utiliza na sua Thirteen).
Seja como for, agora – pelo menos em viagens – as bolsas laterais ganharão a companhia de um para-brisa (fabricado e instalado pela Acrilsul, telefone 51 3488 8023, e-mail acrilsul@yahoo.com.br), ofuscando a beleza da minha parceira de viagens mas me trazendo muita tranquilidade (pelo que percebi hoje na BR-290, é possível manter uma velocidade de cruzeiro razoável sem esforço algum).

