Salão Duas Rodas 2011


Logo Salão Duas Rodas 2011Entre os dias 4 e 9 deste mês, o Anhembi foi a Disneylândia dos apaixonados por motociclismo: espalhados em uma área de 110.000 m2, mais de 450 expositores fizeram a alegria de crianças grandes e pequenas na 11ª edição do Salão Duas Rodas.

Com o Brasil alçado à posição de protagonista no cenário mundial e a crise que se instalou em muitos países de primeiro mundo, os fabricantes e prestadores de serviço entenderam que essa é a hora de investir aqui e trouxeram suas novidades para São Paulo (SP), onde aproximadamente 250.000  pessoas puderam ter contato com o que há de mais moderno em todos os segmentos do universo que orbita o mundo das duas rodas (o alcance do salão é grande e envolve venda dos veículos, motopeças, bicipeças, acessórios, equipamentos, vestuário e serviços).

Este ano, repetindo o que aconteceu em 2009, fiz parte de um grupo que saiu de Porto Alegre (RS) no dia 8 exclusivamente para encontrar os amigos e, entre um chope e outro, conhecer as novidades do mundo das motos – não necessariamente nessa mesma ordem. No final das contas, caminhamos por quase 8 horas entre os estandes e, mesmo sem conseguir registrar tudo o que pretendia, tirei mais de 200 fotos e me diverti como sempre (entre outras coisas, para alegria da gurizada, prestei consultoria fotográfica para um visitante do salão que não sabia como utilizar a própria máquina e fui confundido com um funcionário da Harley-Davidson).

O salão é um grande show e seriam necessários vários dias para explorar cada canto do pavilhão principal, atividade que se tornou mais complicada ainda por conta da quantidade de visitantes (apesar de ter voltado várias vezes ao longo do sábado, não consegui sequer entrar no estande da BMW para fotografar): em que pese a falta de tempo, na minha opinião, os destaques do evento foram a Harley-Davidson (com o estande cheio de lançamentos e uma loja de vestuário) e a Honda (que finalmente trouxe a CB 1000R e as CBRs 250R e 600F); a Suzuki, por outro lado, foi a minha maior decepção principalmente por que poderia ter trazido para o Brasil suas novidades – a nova DL-650, por exemplo – já lançadas no exterior. A Yamaha merece uma menção honrosa pelas atrações que trouxe – entre elas um show com kodo drummers – e, antes tarde do que nunca, pelo lançamento da XT 660Z Ténéré (a FZ8 segue sendo uma incógnita: estava lá, mas ninguém sabia dizer com certeza o preço ou a data de desembarque nas revendas). Por fim – mas não menos importante -, a Kawasaki trouxe seu maquinário pesado e o público manteve o estande intransponível durante todo o sábado.

Tão ou mais interessante que analisar os movimentos dos big players do mercado brasileiro é ver como estão se armando os fabricantes que também querem uma fatia desse bolo – e são muitos os que estão de olho no nosso rico dinheirinho:

  • a Traxx exibiu seus produtos em um estande imenso e muito bonito: em destaque, a bigtrail JH600, moto que guarda incontáveis semelhanças com Aprilia Pegaso 650;
  • depois de realizar duas alianças de peso (com a BMW e a MV Agusta), a Dafra adquiriu um novo status no mercado e seus produtos acompanham essa evolução (a empresa investiu R$ 8 milhões na instalação de um Laboratório de Controle de Emissões de Poluentes e Análises Experimentais, considerado o mais moderno da América Latina);
  • os veículos elétricos são uma tendência mundial e a Kasinski, pioneira nesse segmento no Brasil, apresentou seus lançamentos nessa área, além de uma versão em fibra de carbono da Comet GT 650;
  • estreante no Salão, a KTM veio com tudo e apresentou toda a sua linha de motocicletas (e até o X-Bow, superesportivo desenvolvido em parceria com a Audi), demarcando território e avisando às donas do campinho que vai dar dor de cabeça.

Como as imagens falam melhor do que qualquer texto, deixo com vocês os melhores registros que fiz durante os muitos quilômetros caminhados dentro do Anhembi na tarde/noite de sábado; junto com as imagens, deixo também as dúvidas que serão esclarecidas nos próximos meses: o que resultará da briga entre Honda CBR 250R e Kawasaki Ninja 250R? A Yamaha manterá realmente as duas 660, R e Z, no line-up brasileiro? A CBR 600F (ou a CB 1000R) canibalizará o mercado da sua bem-sucedida irmã CB 600F Hornet? A Yamaha XT 660Z Ténéré tomará da BMW G650GS o mercado que já foi da família?

Dúvidas, dúvidas. Aguardemos e comemoremos o belíssimo momento do mercado brasileiro.

Honda CB 600F Hornet 2012


Em time que está ganhando não se mexe.

Mais do que um conhecido provérbio, na frase acima está sintetizado todo o risco associado à alteração de um produto que se tornou um case de mercado – e a medida exata desse risco atende pelo número 34.000, que é a quantidade aproximada de Hornets vendidas no Brasil desde 2004; como se não bastasse, a CB 600F Hornet amealhou uma lista de prêmios, entre eles “Moto do Ano 2008”, “Imprensa Automotiva 2008”, “Moto de Ouro” (2009 e 2010) e “Guidão de Ouro” (2009 e 2010).

A marca das asas douradas, ignorando o adágio popular, reuniu a imprensa especializada na quarta 27 e apresentou a nova versão da Hornet: as novidades são poucas (destaque para o conjunto frontal, que recebeu um novo farol e um painel totalmente digital), mas o resultado do face-lift ficou bom. Além do conjunto frontal, o banco e a rabeta também sofreram pequenas mudanças.

A CB 600F Hornet 2012 estará disponível a partir de agosto nas cores preta e verde metálica e os preços sugeridos são R$ 30.800 (standard) e R$ 33.800 (C-ABS), curiosamente menores que os da versão 2011.

[Fotos e vídeo: divulgação]

Honda Rebel 2012


No dia 1º deste mês a American Honda Motor Company anunciou em Torrance, California, a nova versão de seu modelo Rebel, uma das motocicletas consideradas categoria de entrada no line-up da marca das asas douradas. Nas palavras da própria Honda:

Por anos e anos a Rebel permaneceu como uma das favoritas entre os motociclistas urbanos – e por uma boa razão. Ela tem estilo, é confortável, fácil de manobrar e sua durabilidade é lendária. Seja na cidade ou na estrada, a Rebel é uma grande parceira de viagem.

Disponível nas cores prata e vermelho, a Rebel é empurrada por um propulsor bicilíndrico refrigerado a ar de exatas 234 cc de cinco velocidades e possui transmissão final por corrente, freio a disco na roda dianteira e a tambor na traseira, assento posicionado a 675 mm do solo, tanque de combustível com capacidade para 9,8 litros (autonomia estimada em pouco mais de 500 km) e 150 kg em ordem de marcha.

Fica a pergunta: ela não repetiria o sucesso da Suzuki Intruder 250 no Brasil?

[Fotos: divulgação]

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