Honda XR250 Tornado


Quem anda pelas estradas desse Brasilzão sabe que em muitos lugares o asfalto não é exatamente um tapete e motos como a Harley-Davidson Fat Boy não toleram pisos imperfeitos; além disso, ampliar o leque de estradas passíveis de uso levando em consideração as de chão batido me parece uma ótima ideia – tanto que na semana passada adquiri uma Honda XR250 Tornado.

Produzida no Brasil entre 2001 e 2008, a Tornado possui um propulsor monocilíndrico arrefecido a ar (carburado, com radiador de óleo) de 250 cm3 e seis velocidades que gera 23,3 cv a 7.500 rpm e 2,42 kgf/m a 6.000 rpm, freio a disco na roda dianteira e tambor na traseira, tanque de combustível de 11,5 litros, pneus 90/90-21 na dianteira e 120/80-18 na traseira, aros de alumínio, distância mínima do solo de 242 mm e peso seco de 134 kg.

Em 2009 a Honda XRE 300 desembarcou no mercado brasileiro com a dura missão de substituir ao mesmo tempo a Tornado e a Honda NX4 Falcon – que chegou em 1999 para substituir a Honda NX350 Sahara -, ambas motocicletas de sucesso: segundo a FENABRAVE, apenas nos seus dois últimos anos de produção, foram emplacadas 52.209 Tornados e 32.280 Falcons (quantidades que seguramente servirão para manter os dois modelos na ativa por muitos anos).

Depois de um bom tempo afastado das estradas de chão (quase 20 anos: a última experiência aconteceu com a saudosa Agrale Explorer 27.5), é preciso reaprender a andar, já que a posição de pilotagem, o centro de gravidade da Tornado e o piso irregular e com pouca tração diferem muito do que eu estou acostumado. Antes de qualquer coisa, passei alguns dias lendo todos os tópicos de que pude do fórum Tornadeiros e me atualizei com as dicas dos mais experientes: pneus, suspensões, acessórios e comportamento da Tornado no fora de estrada foram o meu foco principal; agora, no feriado de carnaval, vou colocar em prática os conhecimentos teóricos adquiridos.

Volto já com imagens e histórias da vida off-road.

Honda Shadow 750 2011


Como um ex-proprietário de duas Shadows, passei um bom tempo namorando a Spirit, modelo que nunca chegou ao Brasil. No Salão Duas Rodas de 2009 achei que finalmente a teríamos por estas bandas, já que uma delas descansava diante dos meus olhos: para minha tristeza, uma das promotoras do estande da Honda me informou que aquela era apenas uma Shadow 750 customizada. Agora, com a chegada da 750 2011, imagino que a marca das asas douradas estava interessada na reação do público quando exibiu uma versão ligeiramente alterada em seu estande – e parece que a receptividade foi grande, já que há muitas semelhanças entre a que vi em 2009 e a que acabou de chegar.

Mistura de Spirit e Phantom, a nova Shadow 750 traz um opcional de peso – o C-ABS, que combina a distribuição da frenagem com o dispositivo anti-travamento – e mantém as demais características mecânicas praticamente inalteradas (à exceção do trem dianteiro, que perdeu o pneu 120/90-17 e ganhou um 90/90-21); o propulsor segue com exatas 745 cc (que gera 45,5 cv a 5.500 rpm e 6,5 kgf/m a 3.500 rpm) e a transmissão final é o conhecido e aprovado eixo-cardã. Reforçando o visual esportivo, o para-lama traseiro não é envolvente e o novo banco é praticamente um monoposto.

Antever o comportamento do mercado frente à uma mudança como essa é uma tarefa que foge às minhas habilidades e o máximo que consigo é, na qualidade de consumidor, registrar a minha opinião: eu realmente gostei bastante do resultado. Se eu pudesse usar as tais habilidade que não possuo, diria que essa será mais uma motocicleta de sucesso da casa de Hamamatsu.

A mais nova integrante da família das Sombras está disponível nas cores preta e vermelha metálica e o preço sugerido é de R$ 28.880 para a versão standard e R$ 31.880 para a versão C-ABS com garantia de um ano sem limite de quilometragem.

Mais informações:

[Imagens: divulgação]

Honda CB 600F Hornet 2011


Depois de muitas suposições desencontradas, finalmente a marca das asas douradas apresentou a versão 2011 da consagrada CB 600F Hornet para o mercado brasileiro: talvez para explorar mais um modelo de sucesso, a Honda adotou uma postura conservadora e apenas as cores mudarão na líder das nakeds.

Repriso o que escrevi sobre o modelo 2010:

(…) propulsor tetracilíndrico arrefecido a líquido de 599 cc que gera 102 cv a 12.000 rpm e 6,5 kgf/m a 10.500 rpm e que possui câmbio de 6 velocidades, tanque de combustível de 19 litros, pneus 120/70-17 e 180/55-17, suspensão dianteira upside-down, assento a 804 mm do solo e peso seco de 173 kg ou 177 kg na versão com ABS (…)

Parafraseando nossos irmãos d’além-mar, esta tudo como dantes no quartel d’Abrantes… E o mercado, como reagirá? É certo que o case da Hornet é emblemático – anos e anos na liderança absoluta da sua categoria – e as concorrentes estão correndo atrás de um pedaço maior desse bolo. A julgar pela fatia de mercado que atualmente cabe à representante da Honda, a briga está esquentando: se em 2007 cerca de 4.000 unidades emplacadas representavam mais da metade do segmento, as mais de 5.000 de 2010 não chegam nem a 40% (dados da FENABRAVE), o que justificaria o lançamento no Brasil da versão apresentada no Salão de Milão.

Emplacamentos Honda Hornet - 2007 a 2010

As cores disponíveis para o modelo 2011 são o azul e o verde metálicos, mas o “verde” é discutível: alguns dirão que homens só enxergam 16 cores, mas veja e tire suas próprias conclusões. O preço sugerido é de R$ 33.260 para a versão sem ABS e de R$ 36.680 com o opcional.

Mais informações:

[Imagens: divulgação]

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