Às vésperas do Salão Duas Rodas, a toda-poderosa Moto Honda da Amazônia acabou com o mistério em torno de um dos seus sucessos de vendas* e disponibilizou um hot site para divulgar a versão 2010 da sua street-fighter CB 600F Hornet.
*Se analisarmos somente os emplacamentos da categoria naked no primeiro semestre de 2009, a Honda tem uma participação de 57,4% (Hornet e CB1300), a Yamaha de 24,49% (MT-03 e Fazer 600) e a Suzuki 17,97% (Bandit 650, Bandit 1250 e GS500). Detalhe sobre a participação da Honda: dos 57,4 pontos percentuais, 55,42 são da Hornet e os outros 1,98 são da CB1300 (dados da FENABRAVE).
Como este modelo passou por uma recente atualização no Brasil, os interessados não esperavam por evoluções na parte mecânica (propulsor tetracilíndrico arrefecido a líquido de 599 cc que gera 102 cv a 12.000 rpm e 6,5 kgf/m a 10.500 rpm e que possui câmbio de 6 velocidades, tanque de combustível de 19 litros, pneus 120/70-17 e 180/55-17, suspensão dianteira upside-down, assento a 804 mm do solo e peso seco de 173 kg ou 177 kg na versão com ABS), mas na pintura sim: foram muitas as previsões – branca, azul, vermelha e branca, etc -, mas, para a tristeza de muitos, em 2010 as cores disponíveis serão as já conhecidas amarela e preta.




[Fotos: divulgação]
Eu escrevi aqui no blog há algumas semanas sobre a Honda CB600F Hornet e, em diversos artigos, fiz referência ao fórum HornetOnLine, uma comunidade com mais de 2000 usuários e um extenso banco de dados sobre a H6 (e, mais recentemente, a NH6) que descobri quando estava levantando informações para adquirir uma.
O fórum está organizado de acordo com o conteúdo das discussões: elas podem estar em Comunidade HornetOnLine (com as subdivisões “Bar”, “Viagens & Aventuras”, etc), Oficina & Modificações na CB600F Hornet (“Catálogos e Manuais”, “Acessórios e Peças”, “Dicas e Truques”, etc) ou Regiões – Encontros e Passeios (“Sudeste”, “Sul”, “Norte”, etc), só para citar algumas. Com a ferramenta de pesquisa, é simples localizar, utilizando uma palavra-chave, qualquer conteúdo que se queira neste enorme banco de conhecimento.
Receptivos ao extremo, todos no HOL se consideram parte de uma família e, ao longo do ano, vários eventos vão transformando as amizades virtuais em reais: mesmo os que não possuem mais suas Hornets permanecem no fórum e este artigo se presta a registrar as máquinas que reuniram esse pessoal.
Com vocês, uma amostra das Hornets do HOL!

ghost rider |

michellyra |

leocarv |

Rafiuscs |

prourique |

acelero mesmo |

Vinícius Goiano |

felipe24bit |

Johnny Bravo |

Poços de Caldas (MG) |

Leandro Câncio |

HELRYNETO |

Sra. HELRYNETO |

DellHumanizer |

Fuza |

Mau |

Lukinha LPMC |

Carlinhosfhornet |

Helvio |

npng |

Cazonato |

Interlagos (SP) |

Alixandre |

Édson |

Piréx |

Felipe |

Cabo Frio |

Gilson |

Rangel |

Marcelo |

Piloto |

FCarlos & Florian |

Bonno |

rodrigonocaute |

João |

Nemo |

Dri |

Gustavo SP |

São Joaquim (SC) |

Londrina (PR) |

sandro |

morette |

decoh6 |
|
Na década de 60, as café racers (designação que serve tanto para uma categoria de motocicletas – motos reduzidas apenas aos componentes indispensáveis – quanto para motociclistas) agitaram a Grã-Bretanha, a Alemanha, a Itália e outros países europeus; apenas no final da década de 80 foi lançada a Honda HawkGT NT650 (a quem poderíamos chamar de mãe das modernas street bikes), primeira moto naked a ser produzida.
No Brasil, a Hornet – destacada representante da categoria das “peladas” – só chegou em 2005 (apesar de existir desde 1998 no Japão e na Europa) e até 2007 se manteve carburada, com contagiros e velocímetro analógicos e suspensão dianteira telescópica (mecanicamente, ela herdou seus componentes da CBR 600F 1997): o modelo 2008 (que possui a mecânica da CBR 600RR 2007) ganhou injeção eletrônica de combustível, velocímetro digital, suspensão dianteira invertida (upside-down) e um novo e arrojado design. A aparência da versão 2008 do vespão, aliás, se transformou em uma queda de braço entre os admiradores do modelo: muitos acharam espetacular e alguns criticaram o gosto duvidoso dos designers da fábrica japonesa.
A Hornet preta da foto abaixo (na Rota do Sol) é do meu camarada Peão: ano 2005, ela produz 96,5 cv de potência a 12.000 rpm, enquanto o torque chega a 6,43 kgf/m na marca das 9.500 rpm. Com seus 176 kg (a seco), ela calça pneus 120/70-17 na dianteira, 180/55-17 na traseira e possui tanque de combustível com capacidade para pouco mais de 17 litros. Com essas características, é fácil perceber que ela rompe com facilidade a barreira dos 200 km/h – mas em especial a ausência de proteção aerodinâmica e de um amortecedor de direção faz com que a condução em altas velocidades fique comprometida.
Ainda na foto abaixo, aparece a H6 cinza 2007 (a “Sheilinha”) com a qual rodei pela Serra do Rio do Rastro e que pode ser vista no artigo Porto Alegre/Braço do Norte (10 e 11/12/2007): naquela viagem, motocando sempre abaixo dos 120 km/h, ela fez uma média de 19 km/l, permitindo que eu rodasse aproximadamente 320 km com cada tanque de combustível.
Mais informações:
