1000 quilômetros de Brasil, 1000 de Uruguai – Terceiro dia (23/01/2009)
(No artigo anterior, escrevi sobre a torreira de sol que encaramos entre Rivera e Montevidéu: para compensar o esforço, nos aboletamos em um bar do Mercado del Puerto e, mais uma vez, fizemos a festa ao redor de uma parrillada.)
Pelo terceiro dia consecutivo a previsão do tempo acertou em cheio: sol e mais sol. Amanheceu cedo em Montevidéu e, pouco tempo depois do astro-rei, demos as caras na rua – afinal, tínhamos um compromisso inadiável logo cedo: retirar as motos do canto do estacionamento onde ficam as lixeiras, único local disponível na noite de quinta-feira.
Com as motos carregadas, rumamos para o primeiro posto de gasolina da costanera e as abastecemos; dali em diante, fomos em uma tocada sem pressa, aproveitando a brisa e o visual. Não muito mais adiante, paramos para um café da manhã e entramos na ótima Ruta Interbalnearia, por onde fomos até Punta del Este. Na chegada, o visual impressionante fez com que voltássemos ao ritmo lento do início do dia para aproveitar cada minuto daquela paisagem estonteante: enquanto andávamos, víamos Ferraris, Porsches, iates, veleiros e até um navio de cruzeiro atracado ao alcance dos nossos olhos. Punta realmente é uma praia diferenciada.
Depois de visitarmos a conhecida escultura Los Dedos, decidimos imprimir uma velocidade maior na nossa viagem, pois já faziam algumas horas que estávamos motocando e havíamos rodado pouco mais de 100 km. Seguindo os conselhos do GPS, saímos de Punta e nos dirigimos a San Carlos, onde abastecemos as motos e almoçamos no McDonald’s local (um choripán excelente, diga-se de passagem). Fugindo do sol forte do meio-dia, ficamos mais uns minutos aproveitando a sombra das árvores da praça e, depois de equipados (a muito custo, já que o calor era intenso), voltamos a seguir o GPS para encontrarmos Minas. O trecho de 50 km (pela RP12) antes desta cidade parecia suspeito, com a estrada em obras, mas acabou se revelando um dos mais bonitos por onde passamos: subindo e descendo entre os morros da região, aproveitamos as curvas e a paisagem que incluía fazendas, arroios e até aerogeradores.
Entre Minas e Treintra y Tres, conversamos com outros motociclistas nos postos de gasolina onde paramos, tiramos fotos, tomamos litros de água para aliviar o calor e fomos atacados pela policia caminera; logo em seguida, encontramos o único trecho ruim de estrada em toda a viagem: por estar em construção, um segmento da RP18 fez com que diminuíssemos bastante o ritmo da tocada, pois as motos dançavam sobre a pista. De volta ao asfalto, aceleramos para completar os poucos quilômetros que nos separavam de Rio Branco.
Nosso companheiro esquecido (o do passaporte) nos pregou mais uma peça: responsável pela reserva da hospedagem em Jaguarão, ele fez tudo certo – só esqueceu o nome e o endereço do lugar. Depois de algumas ligações, encontramos o rumo e não demorou muito para nos espalharmos na sacada do apartamento com as geladas na mão para o tradicional relaxamento do fim do dia. Depois de um banho para amenizar o calor, caminhamos pelo 10º Motofest (que vou detalhar em outro artigo) e jantamos no restaurante do hotel Sinuelo. Como o cansaço era grande (desde a saída do hotel em Montevidéu, foram mais de 7 horas e meia de pilotagem até a chegada em Jaguarão), voltamos ao apartamento já com a cabeça nos 400 km que nos separavam de casa.






Mais fotos no álbum 1000 quilômetros de Brasil, 1000 de Uruguai – Terceiro dia (23/01/2009).



















