Rota: Porto Alegre/Charqueadas/Santa Cruz do Sul/Tabaí/Canoas/Porto Alegre
Distância percorrida: 330 km
Está explicado o motivo pelo qual a chuva não nos dá uma trégua há muitas semanas:
A Província de São Pedro do Rio Grande do Sul foi criada em 28 de fevereiro de 1821 a partir da Capitania de São Pedro do Rio Grande do Sul (1807 — 1821). Entre 1835 e 1845 seu território foi objeto de cisão pela República Rio-Grandense, voltando a integralizar-se com a paz. Teve os limites territoriais acertados com o Uruguai em 1850. Com a Proclamação da República viria a ser o atual estado do Rio Grande do Sul. (Fonte: Wikipedia)
Apesar do tempo de cara amarrada na manhã de sábado, resolvi tirar as teias de aranha da CB, encher o tanque e rodar em direção à Charqueadas (RS) para cumprimentar os amigos no 3º Moto Fest, evento organizado pelo Moto Grupo Trilheiros da 401 (confira as imagens da festa no site do Cassola).
Para percorrer um caminho diferente na volta (dizem que faz bem para o cérebro), segui em direção à bela ponte sobre o Rio Jacuí e logo adiante a chuva, para não fugir à regra, me encontrou – só que desta vez eu estava com a capa de chuva debaixo do banco: aproveitei os quilômetros que faltavam como um piá correndo no aguaceiro.
Gracias, São Pedro.




Entre os dias 22 e 25 de janeiro aconteceu em Jaguarão, cidade localizada a 400 km de Porto Alegre, a décima edição do Moto Fest, tradicional evento do calendário gaúcho realizado pelo pessoal do Moto Grupo Km Final (a saber, em Jaguarão está localizada uma das pontas da BR-116).
A noite de sexta-feira foi bastante movimentada: pelo que pude ver, a população da região – motociclistas ou não, tanto de Jaguarão, no Brasil, quanto de Rio Branco, no Uruguai – prestigiou a festa e compareceu em peso; com eles, vieram raridades como a Honda Magna e a Honda CX500 das fotos abaixo. Esta última possui uma configuração de motor pouco ortodoxa (e até então nunca vista por mim em uma Honda): o flying v-twin, primeiro da marca, com cilindros assimétricos apontando para fora da moto; não por acaso, eles se parecem com os da italiana Moto Guzzi, de quem era concorrente (além da BMW) na época.
Na praça central, além das tradicionais lojas vendendo camisetas, capacetes, jaquetas e outros itens relacionados ao motociclismo, vários bares atendiam o público que tinha os shows como mais uma atração: ao longo da noite, várias bandas se revezaram no palco.
Além da grande festa em que se transformou o evento, alguns participantes aproveitaram a proximidade com a fronteira para comprar nos free-shops de Rio Branco. Fica a dica: quando for a este evento, viaje com o mínimo indispensável para que, na volta, as mochilas, malas de tanque e alforges possam ser preenchidos por regalos.






