No topo da serra, o Ninho das Águias (20/04/2011)


Rota: Porto Alegre/Nova Santa Rita/São José do Hortêncio/Nova Petrópolis/Portão/Porto Alegre

Distância percorrida: 250 km

Duas conversas, uma no fórum Tornadeiros e outra no M@D, chamaram a minha atenção nas últimas semanas para um lugar que eu, apesar de transitar pela região com frequência, sequer havia ouvido falar: o Ninho das Águias, onde há um clube de voo livre e uma bela vista do Vale do Caí.

Com a ajuda do sabe-tudo Google, localizei na serra gaúcha o morro que fica em Fazenda Pirajá (no município de Nova Petrópolis) e comecei a rascunhar as rotas prováveis: melhor ir pela BR-116 ou pela RS-122? Olhando com um pouco mais de calma os mapas, percebi que o mais divertido – e não o mais rápido ou o mais sensato – seria percorrer as vicinais do interior até lá e subir por uma trilha que dá acesso ao Ninho das Águias.

Apenas os 30 primeiros quilômetros até Nova Santa Rita foram percorridos no asfalto das BRs 116 e 386; dali em diante foram outros 90 km passando por Capela de Santana, Campestre, São José do Hortêncio, Linha Nova, Linha Temerária e finalmente o objetivo da motocada.

Duas observações importantes:

  1. O acesso leste do Ninho das Águias é uma estrada de chão batido em boas condições que pode ser vencida por quase qualquer tipo de motocicleta; o oeste, por outro lado, é uma trilha 4×4 (ou pelo menos é isso que o GPS diz: custo a imaginar como um veículo pode subir por ali) que em alguns trechos é íngreme e instável – por conta das pedras soltas da pista – a ponto de tornar a parada impossível: quando tentei, para fotografar, a moto simplesmente descia com ambos os freios acionados.
  2. Como fui até a Tenda do Umbú para almoçar, percorri um trecho cheio de curvas da BR-116 em um horário de pouco movimento, o que me permitiu avaliar o comportamento da Honda Tornado nesse tipo de estrada e resumir em um único comentário: ela faz curvas como se estivesse andando em trilhos – e eu já passei por estes mesmos lugares de Shadow 600, Hornet, CB1300 e, mais recentemente, de Fat Boy. Ela não é uma supersport, naturalmente, mas me surpreendeu muito nesse aspecto.

Mais informações:

6º Encontro de Motos (06/02/2010)


Rota: Porto Alegre/Novo Hamburgo/Nova Petrópolis/Novo Hamburgo/Porto Alegre

Distância percorrida: 200 km

O calor infernal que tem feito no Rio Grande do Sul não diminuiu o brilho da festa em Nova Petrópolis: repetindo o sucesso de todos os anos (estive lá em 2008), o evento organizado neste final de semana pelo Capetas da Serra Moto Clube reuniu na praça central da cidade, além da população, uma grande quantidade de motociclistas e triciclistas.

Para o grupo que saiu de Porto Alegre, a diversão começou no encontro dos amigos no Posto Laçador, prosseguiu na Tenda do Umbú (com uma roda de chimarrão à sombra das árvores), esquentou – literalmente! – na Sociedade Cultural e Recreativa Tiro ao Alvo (onde fizemos uma refeição leve: feijoada e joelho de porco) e continuou no evento, onde agregamos mais alguns amigos ao grupo para mais um par de horas de muitas risadas. Para encerrar o dia, a descida da serra serviu para dar uma folga ao sistema de arrefecimento dos pilotos e das motos.

Gracias, paisanos!

Mais informações:

Serra gaúcha: curvas, chão batido e sol na moleira (19/12/2009)


Rota: Porto Alegre/Nova Petrópolis/Gramado/Taquara/Novo Hamburgo/Porto Alegre

Distância percorrida: 280 km

Depois de várias semanas escondido, o astro rei resolveu dar as caras aqui no Rio Grande do Sul: desde o último domingo não chove por estas bandas e na tarde de ontem resolvemos, eu e o Tara, colocar as crianças na estrada para o que deverá ser a última motocada de 2009.

Já na saída, o calor me fez lembrar que estamos a dois dias do verão e que os equipamentos imprescindíveis (botas, luvas e jaqueta) ficam cada vez mais difíceis de serem usados; com ou sem eles, é preciso que haja atenção quanto à hidratação e o uso de protetor solar é recomendável. Se na BR-116 entre Porto Alegre e Novo Hamburgo – a partir de onde a natureza substitui a densa urbanização da região metropolitana da capital – o calor é intenso, no segmento posterior o ar-condicionado natural mantém a temperatura em níveis aceitáveis (o termômetro da moto rondou os 35 graus durante a maior parte tarde).

Para minha surpresa, a BR-116 em Picada Café (RS) ainda está interrompida em função das últimas chuvas e utilizamos um trecho de chão batido com 1,5 km de extensão para contornar o desmoronamento. Quem deu a dica do desvio foi o frentista de um posto de gasolina, que completou a frase com um “cuidado, tem caído muita moto”. Quando saí do posto, não acreditei que um trecho tão pequeno poderia oferecer algum risco, mas pode: as descidas em curva são íngremes e a inércia desconhece freios a disco, ABS, CBS ou qualquer outra traquitana tecnológica. É mandatório rodar devagar, quase parando.

Depois de algumas dezenas de quilômetros em transe, rodando devagar e aproveitando o visual da BR-116 e da RS-235, chegamos a Gramado: logo no pórtico de acesso, as ruas lotadas me lembraram que esta época do ano é altíssima temporada na região, o que sempre sugere cuidado redobrado. Depois de uma garrafa de água gelada, voltei ao transe na bela descida da RS-115 e pouco tempo depois já estávamos de volta à calorenta BR-116 para os quilômetros finais antes de casa.

Rota

Desvio em Picada Café

V-Strom voando baixo

RS-115 entre Gramado e Três Coroas - Foto 1

RS-115 entre Gramado e Três Coroas - Foto 2

Impossível atingir o limite de velocidade

    REDES:  

  • rss
  • youtube
  • Twitter
  • flickr
  •  
  • PESQUISAR NOS ARQUIVOS: