Me disse outro dia o Diabolin (que também atende pelo apelido de Kleber Boelter quando se traveste de escritor) que falar sobre os amigos sem ser piegas é impossível. Mesmo assim, lá vou eu cair novamente na mesma armadilha e escrever sobre laços de amizade criados em torno da paixão por motocicletas.
Já faz alguns dias que o sol não dá as caras na altura do paralelo 30; mesmo assim, marcamos uma motocada para almoçar em Nova Petrópolis (RS) com o Digudi e a Diguda, um casal de amigos de SP. Repetindo o comportamento dos dias anteriores, o sábado amanheceu fechado e os integrantes do bonde foram ficando pelo caminho: um por causa da chuva, outro por causa da gripe… Restaram três, sendo que somente um destes valentes encilhou o pingo, colocou a prenda na garupa e subiu a serra (vigiado de perto pelos outros dois, por segurança).
Apesar do horário (pouco passava do meio-dia), a visibilidade era restrita na região central de Nova Petrópolis: nos reunimos, paulistas e gaúchos, em um dos shoppings da cidade e ali mesmo fizemos aquela balbúrdia dos velhos amigos que se encontram (não que a amizade seja de muitas décadas: são só de alguns anos, mas multiplicados muitas e muitas vezes pela invenção de Gottlieb Daimler).
Fugidos do shopping debaixo de chuva, nos instalamos ao redor de uma mesa de restaurante onde colocamos a conversa em dia entre chuletas e batatas fritas. Pelo menos até o meio da tarde se estendeu o divertido papo sobre o passado, o futuro e as inevitáveis discussões sobre esta e aquela marca de moto, quando voltamos às lojas para o gáudio das acompanhantes.
Por fim, despedidas, abraços, todos alegres pela convivência com os seus e o presente do Patrão Velho para quem se aventurou de moto no sábado chuvoso: um belo entardecer. Gracias, camaradas.

























