Páginas do passado
Apesar da minha opinião ser parcial e nada original nesse assunto – já que, tenho certeza, muitos concordarão comigo -, cada vez que mexo nos guardados e localizo imagens como as que seguem abaixo fico mais fã do universo fotográfico: o momento congelado é um retrato (no sentido literal da palavra) fiel daquela fração de segundo que não volta mais.
Analise comigo as imagens abaixo: elas eternizam um contexto e não só um motivo principal; nelas, identifico carros e prédios da época, modelos de motocicletas que fizeram história, amigos que já se foram e outros com os quais continuo rodando – e essa é a minha interpretação. Olhando as mesmas fotos, outros farão uma leitura diferente, talvez técnica (o enquadramento é ruim? A composição da cena é pobre? A exposição foi exagerada?) ou igualmente passional como a que faço agora.
E antes que alguém pergunte, já adianto que os riscos sobre as fotos são culpa de um fotógrafo pouco acostumado aos hábitos de uma câmera reflex: até hoje não sei se foi um encaixe mal feito na tampa traseira ou na objetiva, mas fico feliz de não ter descartado as imagens por conta do meu erro.




(N. do E.: recorte do Jornal Revisão, coluna Esporte, página 12, de 16 de dezembro de 1997; as fotografias, agora digitalizadas, foram capturadas com uma câmera Zenit.)
























