Páginas do passado


Apesar da minha opinião ser parcial e nada original nesse assunto – já que, tenho certeza, muitos concordarão comigo -, cada vez que mexo nos guardados e localizo imagens como as que seguem abaixo fico mais fã do universo fotográfico: o momento congelado é um retrato (no sentido literal da palavra) fiel daquela fração de segundo que não volta mais.

Analise comigo as imagens abaixo: elas eternizam um contexto e não só um motivo principal; nelas, identifico carros e prédios da época, modelos de motocicletas que fizeram história, amigos que já se foram e outros com os quais continuo rodando – e essa é a minha interpretação. Olhando as mesmas fotos, outros farão uma leitura diferente, talvez técnica (o enquadramento é ruim? A composição da cena é pobre? A exposição foi exagerada?) ou igualmente passional como a que faço agora.

E antes que alguém pergunte, já adianto que os riscos sobre as fotos são culpa de um fotógrafo pouco acostumado aos hábitos de uma câmera reflex: até hoje não sei se foi um encaixe mal feito na tampa traseira ou na objetiva, mas fico feliz de não ter descartado as imagens por conta do meu erro.

Encontro de motociclistas de Osório - 1997

Encontro de motociclistas de Osório - 1997

Encontro de motociclistas de Osório - 1997

Encontro de motociclistas de Osório - 1997

Encontro de motociclistas de Osório - 1997

(N. do E.: recorte do Jornal Revisão, coluna Esporte, página 12, de 16 de dezembro de 1997; as fotografias, agora digitalizadas, foram capturadas com uma câmera Zenit.)

HOL + Aniversário Pé-de-Vento Motoclube & Cassola (14/02/2009)


Rota: Porto Alegre/Osório/Torres/Atlântida Sul/Osório/Porto Alegre

Distância percorrida: 420 km

(Já fazia um bom tempo que o pessoal do fórum HornetOnLine estava organizando um almoço na casa do nosso camarada Prourique para receber os visitantes Fabiotor e Pelicho (ambos de SP); como foi agendado para o mesmo final de semana o evento de comemoração dos aniversários do Pé-de-Vento Motoclube e do Cassola, a solução foi “um pé lá e outro cá”, já que eu queria estar em ambos.)

Sabadão de sol e aquela conhecida sensação percorre o corpo: dentro de instantes estarei de moto na estrada, indo ao encontro dos amigos, geladas e grandes conversas sobre coisa nenhuma – a síntese da alegria. Outro dia eu falava sobre quão boas são essas preliminares (planejar uma viagem, criar rotas, programar eventos, etc) e o meu interlocutor achou graça, talvez em função do termo que usei – mas graça mesmo devem ter achado os meus vizinhos que por acaso tenham passado pela garagem e me visto (eu obviamente não os vi) em transe, vestido para motocar, parado ao lado da moto pensando nisso tudo. Acordei da hipnose sem saber quanto tempo passou (um segundo? um minuto?) e parti para a estrada: chega de viajar sem sair do lugar.

Primeiro destino: Torres

Como era previsível, a BR-290 (Freeway) entre Porto Alegre e Osório estava movimentada (por ser o principal caminho da praia para os moradores de Porto Alegre e da Região Metropolitana) e o calor do meio-dia pareceu mudar para mais longe o primeiro ponto de parada: eu deveria encontrar o Peão – meu parceiro de muitas motocadas – em Atlântida Sul para nos juntarmos aos demais integrantes do HOL que já estavam na casa do Prourique em Torres.

Cabo enrolado, me livrei da Freeway e em pouco tempo já estava em um posto de gasolina às margens da RS-389 (Estrada do Mar) esperando pela chegada do Peão; enquanto aguardava, tomei um suco (mesmo!) para aliviar o calor e mal tinha acabado com ele quando a Hornet preta (que aparece no artigo Honda CB600F Hornet) encostou ao meu lado. Sem perder muito tempo – afinal, nos aguardavam nossos amigos e um belo churrasco -, colocamos as motos na estrada e demoramos pouco para cobrir os mais ou menos 80 km que separam Atlântida Sul de Torres.

Já na chegada, muitos abraços, risadas e a impagável imagem que aparece abaixo na primeira foto: se eu somente contasse, ninguém acreditaria (importante dizer que a pose não foi preparada e eles realmente estavam tomando Coca-Cola e cerveja sem álcool); na sequência, partimos para cima do ótimo churrasco feito pelo anfitrião e em seguida alguns encararam um banho de piscina para aliviar o calor da tarde de fevereiro. Depois de muito aproveitar o convívio dessa galera nota 10, nos despedimos – eu e o Peão – de todos, embarcamos nas motos e rumamos para o segundo destino do dia: até lá, na solidão do capacete, voltaram as imagens dos excelentes momentos há pouco vividos no meio dessa família.

Peão e Bender no Almoço do HOL

Fabiotor com camiseta sugestiva entre Aurélio e Bender

Florian pilotando uma mini-R1

Mais fotos no álbum Almoço HOL no meu Picasa.

Segundo destino: Atlântida Sul

A volta de Torres pela Estrada do Mar foi rápida: pouco trânsito, trecho curto e algum vento lateral; em pouco tempo encostamos as motos na festa do Pé-de-Vento e do Cassola e fomos ao encontro dos conhecidos que estavam aproveitando um show de rock – como manda o figurino – da banda Roll Over e tomando uma gelada de frente para o mar (aliás, não consegui falar com um dos integrantes da Facção Sul da Lista Shadow 600 que estava no evento porque o dito cujo entrou no mar antes de eu chegar e não saiu enquanto estive lá).

Depois de cumprimentar o aniversariante e de muito papo com amigos de longa data, voltei à Estrada do Mar e em seguida à Freeway: no caminho para casa, um belo fim de tarde típico do verão gaúcho e o cansaço feliz de quem passou uma ótima tarde de sábado com os camaradas.

Festa em Atlântida

Show na festa em Atlântida

Chicão atravessando a festa de moto

Mais fotos no site do Cassola.

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